COMISSÃO DO TJDFT ESTUDA ELABORAÇÃO DE PL DE EMOLUMENTOS EXTRAJUDICIAIS DO DF

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT, por meio da Portaria Conjunta 27, de 20 de março de 2015, designa os membros que irão compor a comissão temporária de estudos para a elaboração de projeto de lei de emolumentos extrajudiciais do Distrito Federal.

Entre os membros da comissão, criada por meio da Portaria Conjunta 13, de 30 de janeiro de 2015, estão o Corregedor de Justiça do TJDFT, desembargador Romeu Gonzaga Neiva, juízes assistentes da Presidência e da Corregedoria do TJDFT e o juiz da Vara de Registros Públicos do Tribunal; bem como membros do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil e da Associação dos Notários e Registradores do Distrito Federal – ANOREG/DF.

A comissão será presidida pelo Corregedor de Justiça do TJDFT e, em sua ausência, pelo juiz assistente da Presidência do TJDFT.

Fonte: TJDFT | 30/03/2015.

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TJ/MA: Trabalhos apresentados no 68º ENCOGE propõem melhoria dos serviços ao cidadão

O segundo dia de trabalhos da 68ª edição do Encontro do Colégio Permanente de Corregedores Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil (Encoge) abordou relevantes assuntos para o alcance da eficiência do Judiciário brasileiro. Na manhã desta quinta-feira (26), o destaque foi a implantação do projeto de audiência de custódia pela Corregedoria de São Paulo. Na parte da tarde, o foco foi o uso predatório da Justiça, e exposição feita pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB).

Outros assuntos debatidos durante esta quinta-feira foram o Sistema Integrado de Correições (CGJ-SC); Gestão das Serventias Judiciais (CGJ-SP); Centrais Eletrônicas de Serviços Notariais e de Registro (Anoreg-DF); projeto “Eu Tenho Pai” (TJPI); e projeto Efetividade da Execução.

O presidente da AMB, juiz João Ricardo Costa, falou do uso predatório do Poder Judiciário. Ele criticou o excesso de recursos, citou um processo envolvendo bancos em que o número de processos já chegou a 83 e até o momento não houve decisão final. Ele enfatizou que o” Brasil tem a terceira mais produtiva magistratura do mundo, em relação à Europa, mas é a mais congestionada”.

Ele destaca que atualmente não há qualquer trabalho planejado no sentido de conter o aumento das demandas de massa, o que levou a AMB a formular algumas propostas e encampar uma mobilização para debater o assunto. Segundo João Ricardo, é preciso criar uma blindagem positiva que proteja o sistema judicial brasileiro das demandas que tem a única finalidade de ferir direitos dos cidadãos e sobrecarregar o Judiciário.

Objetivos – Dentre os objetivos buscados nessa campanha, estão a constituição de centros de monitoramento de demandas de massa nos tribunais, por meio de resolução do CNJ; criação de um departamento de inteligência e monitoramento vinculado ao CNJ; instituição de mecanismos tecnológicos de análise de dados; produção de informações oficiais sobre a litigiosidade; estimulo de políticas judiciais preventivas, por meio de um diálogo com as agencias reguladoras dos serviços concedidos.

O magistrado também disse que há algumas questões centrais que precisam ser enfrentadas pelo Conselho Nacional de Justiça e, também, pela esfera legislativa. Ele destaca que o CNJ precisa identificar prematuramente a possibilidade da macroviolação dos direitos, a fim de estabelecer prioridades das ações coletivas e criar mecanismos de proteção ao sistema em relação ao uso indevido. Ele também defendeu a valorização da magistratura de 1º grau.

Mudança legislativa – No âmbito legislativo, João Ricardo disse que é preciso pensar na formulação de um “novo código de processo coletivo” e não mais um que esteja voltado apenas para as questões individuais; implementação no sistema normativo dos métodos alternativos de solução de conflitos; efetivação das decisões judiciais com mais poder aos juízes de 1º grau para solucionar conflitos; elaboração de uma estrutura legislativa para proteger o sistema judicial do uso predatório; reforma do sistema recursal com a redução dos graus de recursos; e restauração integral do controle difuso de constitucionalidade.

O presidente justificou que essas medidas são importantes para o alcance de maior eficiência do Judiciário brasileiro. Ele afirmou que é preciso adotar tais medidas para buscar o uso racional da Justiça. “É um sistema possível aquilo que estamos propondo”, afirmou.

Audiência de Custódia – Medida inovadora adotada pela Corregedoria de São Paulo, o projeto de audiência de custódia tem apoio do CNJ e do Ministério da Justiça e implica na análise prévia dos casos de prisão em flagrante, cabendo ao juiz avaliar a necessidade de decretação da prisão preventiva ou aplicação de medida alternativa ao cárcere.

O corregedor geral de São Paulo, desembargador Hamilton Akel, foi responsável pela apresentação da experiência exitosa executada no Judiciário paulista. Segundo Akel, em São Paulo as audiências de custódia são realizadas em um prazo de até 24 horas após o flagrante.

“A apresentação do detento ao magistrado de custódia ocorre na presença de um promotor e um defensor público para que seja avaliada a pertinência da manutenção dessa prisão ou aplicação de medidas como fixação de fiança, encaminhamento para tratamento (no caso de dependentes químicos, por exemplo) e determinação de uso de tornozeleira eletrônica”, explicou.

Ele também falou dos números já alcançados pelo projeto na capital paulista. “Em São Paulo temos tido bons resultados. Apenas no primeiro mês de realização dessas audiências, de 500 presos em flagrante ouvidos, cerca de 200 não tiveram sua prisão mantida”, ressaltou o corregedor.

Pioneiro – O estado do Maranhão também já implantou audiências de custódia. Segundo a corregedora-geral de Justiça maranhense, desembargadora Nelma Sarney, também presidente do Colégio Permanente de Corregedores Gerais de Justiça do Brasil, as audiências de custódia constituem um avanço no processo de melhoria do sistema prisional brasileiro. Já o corregedor geral de Justiça do Estado do Piauí, Sebastião Ribeiro Martins, ressaltou que a implantação das audiências de custódia atende às recomendações da Carta de São José da Costa Rica, que trata sobre direitos humanos e da qual o Brasil é signatário.

Imóvel on line – O presidente da Associação dos Notários e Registradores do Distrito Federal, Allan Guerra, apresentou o sistema eletrônico de registro de imóveis, que é totalmente informatizado e permite a emissão de documentos online por meio de um sistema onde constam todas as informações imobiliárias. Segundo Guerra, é possível obter a informação atualizada de cada imóvel registrado de uma determinada região, o que facilita os procedimentos de protestos ou obtenção de certidões relativas às propriedades.

Fonte: TJ – MA | 27/03/2015.

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MT: NOTÁRIOS E REGISTRADORES DE TODO O ESTADO PARTICIPARAM DE TREINAMENTO DA CEI

Cerca de 110 notários e registradores de todo o Estado participaram nesta sexta-feira (27.03), do primeiro treinamento sobre a Central Eletrônica de Integração e Informações (CEI) da Associação dos Notários e Registradores do Estado de Mato Grosso (Anoreg/MT). O encontro aconteceu na sede da associação em Cuiabá e serviu para mostrar na prática o envio de informação entre os cartórios pela CEI.

Segundo o administrador da Prosix Systens, empresa responsável pelo desenvolvimento do software, Djalma de Jesus Ribeiro, os notários e registradores tiveram o primeiro contato com o aplicativo da Central.

“O aplicativo é um sistema simples que será utilizado para comunicação via intranet de pedido de certidão, envio de mensagens, comunicação com o Tribunal de Justiça e com os órgãos públicos. É um sistema de email eletrônico, porém com a segurança do certificado digital”, explicou.

Porém a Central ainda poderá ser acessada pelo site ressaltou Djalma. “O cartorário ao ter o aplicativo instalado no computador facilita, já que, por exemplo, vários funcionários poderão receber o aviso de pedidos, o que auxilia no andamento de serviço. Porém se estiver afastado da serventia ele poderá acessar pelo site”, pontuou.

Além do diálogo entre os cartórios o aplicativo terá uma ferramenta de pedidos e remessas. “A Procuradoria Geral do Estado, por exemplo, selecionará o cartório que ela precisa da informação, digitará o título que está precisando e anexará um arquivo se quiser, e enviará para a serventia. Será possível acompanhar todo o andamento desse pedido. O aplicativo inclusive verifica de cinco em cinco minutos se existe um novo pedido”, ressaltou Djalma de Jesus Ribeiro.

De acordo com o administrador, hoje já são 95 cartórios e 65 mil atos enviados. E mais 15 cartórios estão no processo de serem homologados. “É importante à participação no treinamento para começar a integrar e entender bem o que é a Central. Até para iniciarem a se comunicar entre eles, sem precisar enviar documentos físicos, fax ou até mesmo já consultar o documento na Central”, afirmou.

Para o escrevente do 2º Ofício de Sorriso, Alessandro José Vieira, o treinamento agregou muito pelo fato das serventias não estarem em contato direto com os desenvolvedores. “O encontro serviu para sanar dúvidas, entender melhor o sistema, visualizar a forma de envio e recebimento de dados. Nos mostrar de uma forma diferente, na prática, como utilizá-lo de forma correta”, comentou.

Mesma opinião da tabeliã do 2º Ofício de Nova Marilândia, Comarca de Arenápolis, Rosalva Izidoro Silqueira Mulinario. “O treinamento é de extrema importância, muitas dúvidas surgiram como, por exemplo, na nossa serventia até conseguimos cadastrar os dados, mas não conseguimos transmiti-los. E o encontro foi uma oportunidade de se adaptar ao programa. Afinal quanto mais conhecimento, mais fácil fica de lidar”, disse.

A Anoreg/MT realiza ainda segundo treinamento gratuito sobre a Central no dia 11 de abril. São duas turmas: uma das 8h às 10h e outra das 10h às 12h. Aqueles que forem participar importante trazer notebook com o certificado digital, que já está cadastrado na CEI.

Fonte: Anoreg – MT  | 27/03/2015.

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