CGJMS homenageará Tabeliães e Registradores na próxima sexta-feira

Homenagens serão concedidas àqueles que exercem ou exerceram a titularidade nos Serviços Extrajudiciais por 40 anos, em razão dos relevantes serviços prestados à sociedade.

Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul (CGJMS) homenageará em sessão solene, na próxima sexta-feira, 08/04/2022, a partir das 17h, diversos delegatários que exercem ou exerceram a titularidade nos Serviços Extrajudiciais por 40 anos, em razão dos relevantes serviços prestados à sociedade. Algumas destas homenagens serão póstumas.

Segundo a notícia divulgada pelo TJMS, a homenagem foi criada em razão da “importância jurídica e social” da atividade desempenhada pelos Notários e Registradores, “que contribuíram significativamente no desenvolvimento do Mato Grosso do Sul ao longo das últimas quatro décadas, em especial no referente ao acesso e efetivação de direitos.” Além do reconhecimento, a homenagem também tem como objetivo estimular todos os Tabeliães e Registradores na contínua melhoria dos seus afazeres laborais.

O Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (IRIB), representado por seu Presidente, Jordan Fabrício Martins, parabeniza todos os homenageados pela CGJMS, bem como os familiares daqueles que receberam a honraria de forma póstuma.

Confira a lista dos homenageados publicada no site do TJMS:

a) Titulares ainda em exercício:

Alceu Soares Aguiar (49 anos em Dourados); Edio Amin (55 anos em Cassilândia); Edson Ubá Cerrato (50 anos em Aparecida do Taboado); Fátima Regina de Lima Martins (40 anos em Corumbá); Helio Gonçalves de Sena Madureira (40 anos em Bonito); João Amádio Vieira (47 anos em Caracol); Maria Luiza Bonetti Nava (54 anos em Iguatemi); Miriam Reis Costa (56 anos em Três Lagoas); Olegário Campos (60 anos em Ponta Porã); Raimundo Cordeiro Sobrinho (41 anos em Itaporã); Raphael Chociai (45 anos em Naviraí); Regina Lúcia Teixeira Cabral (47 anos em Aquidauana); Renato Costa Alves (50 anos em Rio Verde de MT); Rosa Miyasato Alves (55 anos em Bandeirantes); Valdemir Alves (40 anos em Costa Rica); Valdenir Machado (50 anos em Panambi) e Zulene Silva Serrou Camy (47 anos em Jaraguari).

b) Homenagens póstumas:

Marina do Amaral Trachta (65 anos no Serviço Notarial de Bataiporã); Rui Alves de Lima (57 anos no Serviço Notarial de Nioaque); Air Ortiz do Nascimento (57 anos no Serviço Notarial de Vicentina); Izaías Gomes Ferro (57 anos no 6º Serviço Notarial de Campo Grande); Leda Maria Nogueira Mendes (45 anos no Serviço de Registro de Imóveis de Anastácio); Maria do Céu Silva de Souza (42 anos no 2º Serviço Notarial de Naviraí); José Avelino e Silva (50 anos no 1º Serviço Notarial de Bela Vista) e Aniz Rasslan (50 anos no 1º Serviço Notarial de Glória de Dourados).

Fonte: Instituto de Registro Imobiliário do Brasil

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias.

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PL permite o registro civil de recém-nascidos gerados por barrigas de aluguel ucranianas

Proposta prevê também – em caráter excepcional – facilitar o ingresso de gestantes ucranianas contratadas nesse contexto por casais brasileiros em solo nacional

O Projeto de Lei do Senado Federal (PLS) 787/2022 de autoria da senadora Mara Gabrilli (PSDB apresentado ao Congresso Nacional permite, em caráter excepcional, que as normas brasileiras sobre paternidade e maternidade na hipótese de gestação por substituição sejam estendidas aos casos de parto ocorrido no Brasil de gestantes vindas da Ucrânia em virtude do conflito armado entre o país e a Rússia.

Representando o Senado Federal durante viagem à Genebra para acompanhar as tratativas relacionadas a direitos humanos envolvendo a guerra na Ucrânia, Mara Gabrilli relata que uma das demandas que recebeu foi justamente a de brasileiros que contratam a gravidez por substituição – popularmente conhecida como barriga de aluguel – no país do leste europeu, por ser um dos poucos territórios que permite esse tipo de procedimento de maneira onerosa e tem, inclusive, clínicas especializadas nessa atividade.

“A proposta legislativa exalta a atuação do registrador civil brasileiro na defesa da cidadania e garantia dos direitos fundamentais, ao mesmo tempo que enaltece ainda mais a trajetória de vida e política da Senadora Mara Gabrilli na defesa dos direitos humanos”, exalta Gustavo Fiscarelli, presidente da Arpen-Brasil.

“Há muitos casos de casais brasileiros que contratam o serviço e agora estão aflitos pelo cenário da guerra, uma vez que os bebês e as gestantes estão em risco”, explica a senadora Mara Gabrilli. “Uma possibilidade é trazer as gestantes ucranianas para o Brasil. No entanto, um problema jurídico de Direito Internacional privado surgiu: como ficará a filiação se essas gestantes derem à luz em território brasileiro na hipótese de se tratar de uma gestação por substituição contratada na Ucrânia”, complementa.

Segundo Gabrilli, estima-se que 17 famílias estejam nessa situação após contratarem uma clínica sediada em Kiev. Entre os bebês gerados em substituição de ventre, seis nasceram ao longo do mês de março e foram retirados do território ucraniano com auxílio da força tarefa do Itamaraty que se estabeleceu na região. Um recém-nascido ainda estava em Kiev e os pais contratantes pretendem ir à cidade para buscá-lo em breve. Os outros 10 bebês têm previsão de nascimento a partir de junho.

“Mas sabemos que, além desses, existem dezenas de casos semelhantes. Todos precisam de uma legislação que garanta a legalidade no registro de nascimento. Estamos falando de pessoas que já vêm de um histórico bem difícil e que agora merecem nossa atenção e acolhimento”, finaliza a senadora.

O que muda?

O PL, caso seja aprovado, entre outras providências, tem como principal objetivo autorizar que bebês gerados por ucranianas que foram contratadas como barriga de aluguel sejam registrados pelos pais brasileiros. Nesse caso, o fato de haver pagamento pelo serviço não acarretaria invalidade.

Além disso, o projeto também pretende facilitar o ingresso de ucranianas que sejam gestantes por substituição que estejam fugindo da guerra em solo nacional, em favor de brasileiros. No âmbito registral, a proposta prevê ainda as orientações que o registrador civil deverá tomar para permitir esse registro.

Atual legislação

No Brasil, segundo a Resolução nº 2.294, de 27 de maio de 2021, do Conselho Federal de Medicina, e o Provimento nº 63, de 14 de novembro de 2017, do Conselho Nacional de Justiça, a substituição gestacional é permitida, desde que não tenha caráter lucrativo ou comercial.

Embora o procedimento seja legalizado em diversos países como na Ucrânia, o procedimento é proibido no Brasil por caracterizar uma relação comercial. Nos casos em que os pais brasileiros contratam mulheres estrangeiras para gestar seu filho, os cartórios de registro civil não podem emitir a certidão de nascimento da criança por se tratar de um procedimento ilegal no país.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Arpen-Brasil

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