CCJ aprova proposta que permite a comunicação extrajudicial de atos processuais


Para relator, projeto dará mais celeridade à Justiça.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 1706/21, do deputado Delegado Pablo (União-AM), que permite a comunicação extrajudicial de atos processuais. Com isso, as partes envolvidas no processão poderão escolher se as comunicações serão feitas em serviço de registro de títulos e documentos.

A proposta, que altera o Código de Processo Civil, seguirá para o Senado, caso não haja recurso para votação no Plenário.

O relator, Delegado Marcelo Freitas (União-MG), culpa as comunicações processuais como os principais gargalos que tornam a Justiça lenta. “Isso objetiva simplesmente dar maior celeridade aos atos processuais. Este relator tem o cuidado de esclarecer de público que este projeto não tem o condão de prejudicar o direito de quem quer que seja, se não permitir que a critério da parte se possa utilizar do serviço de títulos de documentos”, comentou.

Lentidão da Justiça
O deputado Gilson Marques (Novo-SC) elogiou a proposta por oferecer uma alternativa ao consumidor para escapar da lentidão da Justiça. “Quem vai fazer a escolha é a própria parte. Não se pode deixar que o Estado monopolize ao Judiciário atos que são de mero carimbo, de mera burocracia”, defendeu.

Gilson Marques também espera que a transferência das comunicações processuais para serviços de registro de títulos e documentos torne a Justiça mais rápida. “Isso aqui vai ter um efeito muito mais positivo do que foi falado aqui, porque desafoga o cartório judicial. Quanto mais isto aqui for estimulado, menos trabalho vai ter o cartório judicial. Mais rápido vai ser o cartório judicial com outros atos administrativos”, observou.

Fonte: INR-Publicações

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Ministro Luis Felipe Salomão é aprovado para cargo de Corregedor Nacional de Justiça no CNJ


Plenário do Senado Federal aprovou com 54 votos favoráveis a indicação do Ministro para o biênio de 2022 a 2024.

O Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luis Felipe Salomão, foi aprovado ontem, 1º/06/2022, pelo Plenário do Senado Federal, para exercer o cargo de Corregedor Nacional de Justiça, no biênio de 2022 a 2024, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A indicação foi aprovada por 54 votos favoráveis. A aprovação será enviada para nomeação pelo Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e a posse será em agosto, quando a ministra Maria Thereza Rocha de Assis Moura, atual Corregedora, assumir a presidência do STJ.

De acordo com a informação divulgada pela Agência Senado, durante a sabatina, o Ministro foi questionado sobre os desafios a serem enfrentado, acerca da demora na finalização de processos e sobre lentidão do Judiciário. Em resposta, Salomão apontou que existe uma tendência para a judicialização e pediu ajuda ao Senado Federal para fortalecer a mediação e permitir a desjudicialização de temas que hoje estão restritos à esfera judicial.

O Presidente do Senado Federal, Senador Rodrigo Pacheco, elogiou a indicação do Ministro, ressaltando a qualidade de Salomão como Magistrado, doutrinador e cientista jurídico.

Fonte: Instituto de Registro Imobiliário do Brasil

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