O PODER DO SILÊNCIO – Por Amilton Alvares

*Amilton Alvares

Todos nós já apreciamos e repudiamos o silêncio. A expressão “solitude” é mais poética e atraente do que “solidão”; esta, ninguém quer. Dependendo das circunstâncias, o silêncio da natureza pode ser uma verdadeira preciosidade. Em certos locais deste planeta a obra prima de Deus fala pelo próprio silêncio. Mas nós humanos somos seres ruidosos e gostamos mesmo de relacionamentos intensos. Deus nos fez seres relacionais. Tropeçamos nos encontros da vida, tropeçamos no muito falar. Há um pensamento que diz: “O homem comum fala, o sábio escuta e o tolo discute.”.

Aprecie e pratique a comunicação educada e sadia. Aprecie também o silêncio. Pode ser cansativa a conversa demorada que parece pouco produtiva, mas seja sábio e prudente no falar; antes de tudo, aprenda a ouvir. As pessoas precisam ser ouvidas e precisamos praticar isso dentro da própria família. Pais precisam ouvir os filhos, os cônjuges precisam ouvir um ao outro, os mais velhos precisam ouvir os mais jovens e vice-versa. A mutualidade precisa ser efetivada e praticada no nosso meio. Precisamos compreender que a família é de carne e osso. Porque família virtual é só uma ficção. Quando precisar de socorro, você vai precisar de gente de carne e osso por perto.

Podemos aprender e praticar algumas coisas básicas com o livro de Provérbios: “No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente”(10:19). “O que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína.” (13:3). Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha.”(18:13). E podemos completar o aprendizado em Eclesiastes: “É melhor ouvir as palavras calmas de uma pessoa sábia do que os gritos de um líder numa reunião de tolos.” (9:17).

Experimente o poder do silêncio. Experimente o poder do ouvir. Experimente o poder de conversar sem exaltação. Experimente deixar Deus falar no silêncio de seu coração. Deixe os ruídos da alma vazarem; você perceberá que Deus fala com o homem. Porque, “Senhor, tu me sondas e me conheces, Tu me cercas, por trás e pela frente, se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama na sepultura, também lá estás” (Salmo 139). E se você insistir com o mesmo pedido de Filipe – “Senhor, mostra-nos o Pai”. A resposta de Jesus de Nazaré já está posta – “Quem me vê, vê o Pai” (João 14: 8-9).

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* O autor é Procurador da República aposentado, Oficial do 2º Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurídica da Comarca de São José dos Campos/SP, colaborador do Portal do Registro de Imóveis (www.PORTALdoRI.com.br) e colunista do Boletim Eletrônico, diário e gratuito, do Portal do RI.

Como citar este artigo: ÁLVARES, Amilton. O PODER DO SILÊNCIO.  Boletim Eletrônico do Portal do RI nº. 093/2015, de 21/05/2015. Disponível em https://www.portaldori.com.br/2015/05/21/o-poder-do-silencio-por-amilton-alvares/. Acesso em XX/XX/XX, às XX:XX.

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Deus dos Desgraçados – 3ª Parte – Por Amilton Alvares

* Amilton Álvares

É melhor ser um desgraçado deste mundo do que um perdido na eternidade. Vejam o ensinamento de Jesus de Nazaré em Mateus 18:8-9: ““Se a sua mão ou o seu pé o fizerem tropeçar, corte-os e jogue-os fora. É melhor entrar na vida mutilado ou aleijado do que, tendo as duas mãos ou os dois pés, ser lançado no fogo eterno. E se o seu olho o fizer tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. É melhor entrar na vida com um só olho do que, tendo os dois olhos, ser lançado no fogo do inferno”.

A conclusão natural que eu posso tirar desse pensamento de Jesus é de que é melhor tomar decisões que podem causar perdas agora do que sofrer dano irreparável na eternidade. E tenho de levar em conta que muitos personagens ilustres da Bíblia também tiveram de tomar decisões difíceis, alguns deixando para trás família e posição social. Homens que se fizeram fracos ou desgraçados neste mundo – – pobres de espírito, chorosos, humildes, famintos e perseguidos por causa da justiça, por almejar a vida eterna com Deus.

Eu não preciso ser um desgraçado ou fracassado para Deus abrir a porta do céu para mim. O que eu preciso mesmo é ter consciência de que sou incapaz de agradar a Deus, por mim mesmo. Eu tenho de entender que eu preciso de um Salvador. Preciso saber que dependo da Graça de Deus, de seu favor imerecido para alcançar salvação. Preciso saber que Deus mandou Jesus pagar a conta dos meus pecados na cruz do Calvário. Preciso compreender que o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza e assim posso me gloriar nas próprias fraquezas e tribulações. Então eu posso repetir com Paulo que, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas perseguições, nas angústias, pois quando sou fraco é que sou forte (2ª Coríntios 12:9-10). Ser um desgraçado na vida ou no Navio Negreiro, de Castro Alves, não me coloca diretamente no céu. Eu preciso crer com o coração e professar com os lábios, que Jesus de Nazaré é Deus dos desgraçados e de pecadores que reconhecem que precisam ser resgatados do mar de lama desta vida distante de Deus. Ele, o Deus dos desgraçados, está a procurar pecadores que reconhecem que não podem salvar-se pela própria força. Isso mexe com o meu orgulho. Se o orgulho não cede então eu grito – – Que Deus é esse que só quer me humilhar! E a poesia de Castro Alves passa a fazer sentido – “Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura… se é verdade. Tanto horror perante os céus?!

Clique aqui e leia a 1ª Parte de Deus dos Desgraçados.

Clique aqui e leia a 2ª Parte.

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* O autor é Procurador da República aposentado, Oficial do 2º Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurídica da Comarca de São José dos Campos/SP, colaborador do Portal do Registro de Imóveis (www.PORTALdoRI.com.br) e colunista do Boletim Eletrônico, diário e gratuito, do Portal do RI.

Como citar este artigo: ÁLVARES, Amilton. DEUS DOS DESGRAÇADOS – 3ª PARTE.  Boletim Eletrônico do Portal do RI nº. 090/2015, de 18/05/2015. Disponível em https://www.portaldori.com.br/2015/05/18/deus-dos-desgracados-3a-parte-por-amilton-alvares/. Acesso em XX/XX/XX, às XX:XX.

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FESTA E LUTO – Por Amilton Alvares

*Amilton Alvares

Li uma crônica interessante sobre casamento e funeral. Quem já morou na periferia de São Paulo, como eu, bem sabe que a festa no bairro tem certas características. No casamento, pétalas de rosas, traje a rigor prá lá de pomposo do noivo, alvoroço de gente simples e alegre, transeuntes curiosos que se aproximam quase a ponto de participar do cenário de fotos, tudo a testemunhar a felicidade de um fim de tarde de um sábado paulistano. Na mesma crônica, o Autor descreveu o cenário de uma missa: “No crepúsculo fúnebre, os curiosos não paravam para observar beijos discretos e compassivos num rosto masculino devastado pelo pesar. Enquanto observava o rosto abatido do jovem viúvo diante de uma fotografia da finada, isso me fez pensar na permanência, e não no fracasso do amor. Ali, sozinho, padecia um homem apaixonado” E concluiu o Autor: “Eu era apenas um intruso curioso nessa missa fúnebre. Depois de sair da igreja, andei a esmo, com o estado de espírito tão diferente do passeante que se distraíra bestamente com as pétalas e gargalhadas de um outro sábado”. Vale a pena ler a crônica de Milton Hatoum publicada no Estadão, sob o título “Um casamento e a missa”.

O contraste relatado é típico da jornada da vida. Comum é a reação, assim como a perplexidade, que tomam conta das nossas mentes, especialmente na hora da morte. De fato, ninguém está inteiramente preparado para enfrentar a morte. Todos nós queremos distância dessa sinistra invasora de lares e destruidora de famílias, que também invade a nossa família e as casas de nossos amigos. Mas não adianta espernear. Não tem jeito não! Por isso é bom ter em conta que quem não tem informação da Bíblia está perdendo informação no mundo.  Veja comigo o texto de Eclesiastes 7:2: “É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério”.  O quadro da morte é triste; e também é certo que ninguém vai escapar dela. O famoso Padre Antonio Vieira já dizia que não há tributo mais pesado do que a morte, no entanto todos o pagam e dele ninguém reclama, porque é tributo de todos.  Mas que proveito tenho eu em conhecer o texto do Eclesiastes?

Jesus de Nazaré ensinou que não devemos andar ansiosos por coisa alguma – “Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?” (Mateus 6: 27). Ele já venceu a morte e pode nos dar a segurança de que o funeral não vai ser o ponto final de uma vida. Ele promete vida eterna a quem nele crê e confessa o seu nome como Salvador (João 3:16-18). E com Cristo eu posso me deleitar com as festas desta vida e não me apavorar com o luto. No funeral, Deus me mostra qual é o destino de todos os homens. É bom não esquecer. Mas eu posso ter esperança. Porque eu sei que posso atravessar o vale da sombra da morte e alcançar uma nova alvorada, na eternidade com Deus; basta segurar na mão de Jesus de Nazaré, o único que tem o poder de colocar pecadores arrependidos do lado de dentro do céu. E não haverá necessidade de triagem na portaria. Se Pedro estiver na porta ele também vai contar que chegou lá pela mão do Salvador (Atos 2:14-24). Tem razão o cronista – Permanece o amor; o amor de Jesus de Nazaré, que fortalece nossos corações com a esperança. O amor daquele que deu a vida por seus amigos (João 15:13).

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* O autor é Procurador da República aposentado, Oficial do 2º Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurídica da Comarca de São José dos Campos/SP, colaborador do Portal do Registro de Imóveis (www.PORTALdoRI.com.br) e colunista do Boletim Eletrônico, diário e gratuito, do Portal do RI.

Como citar este artigo: ALVARES, Amilton. FESTA E LUTO.  Boletim Eletrônico do Portal do RI nº. 087/2015, de 13/05/2015. Disponível em https://www.portaldori.com.br/2015/05/13/festa-e-luto-por-amilton-alvares/

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