SP: Vereador quer agilizar e ampliar construção de moradias populares na cidade


São Paulo tem hoje um déficit habitacional de aproximadamente 230 mil moradias. O problema chamou a atenção até mesmo da Organização das Nações Unidas. Em 2015, a ex-relatora especial da ONU para o Direito à Moradia Adequada, Raquel Rolnik, chegou a definir a situação na capital paulista como alarmante.

O custo alto dos imóveis e aluguéis, somado à crise econômica brasileira, tem dificultado a vida de muitas famílias. Algumas delas acabam migrando para movimentos e grupos de sem-teto que ocupam terrenos e prédios abandonados ou inutilizados.

Com base nesse contexto, um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal quer facilitar o acesso dessas pessoas à casa própria em toda a cidade. O PL 44/2017, do vereador Fábio Riva (PSDB), tem o objetivo de diminuir a burocracia e agilizar tanto a construção de moradias populares como a regularização fundiária, permitindo que a administração municipal receba a doação de terrenos relacionados a associações e movimentos sociais.

Na prática, a proposta funciona assim: a entidade ou movimento popular recebe ou adquire um terreno. Em seguida, a área é oferecida à Prefeitura, que avalia a relevância do interesse público da doação e depois passa a ser dona desse terreno. Como proprietário legal, o Executivo passa então a assumir o encargo e a obrigação de construir moradias populares no local.

Ainda de acordo com o PL, a obra pode ser feita por meios próprios do município, ou em parcerias com os governos estadual e federal. A diferença do que já ocorre hoje em dia é que, por direito de prioridade, os membros da associação ou entidade doadora do terreno ficam dispensados de sorteios ou cadastros na hora de receber a moradia.

Na justificativa do Projeto, o vereador argumenta que a lei permitiria à Prefeitura de São Paulo reduzir custos ao eliminar despesas com identificação, aquisição e desapropriação de terrenos.

Além disso, a ideia é oferecer uma alternativa concreta para colocar fim a conflitos que são muito comuns em processos de reintegração de posse. Isso porque, segundo a proposta, proprietários e movimentos de moradia teriam mais condições para chegar a um entendimento, já que a possibilidade de transferir o terreno às entidades sociais, com destino certo às mãos da Prefeitura, tornaria o processo muito menos burocrático e com retorno garantido às famílias envolvidas na negociação.

Fonte: Câmara Municipal de São Paulo – 22/01/2018.

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RS: Programa de regularização fundiária de imóveis rurais avança no Litoral


Continua nesta terça (23) e quarta-feira (24) em Caraá, no Litoral Norte, o ciclo de oficinas do Programa de Levantamento, Cadastramento e Regularização Fundiária de Imóveis Rurais. O programa é fruto de convênio entre a Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) e a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (Sead). Nesta semana, os encontros ocorrerão nas localidades de Linha Padre Vieira e Alto Rio dos Sinos (dia 22) e em Pedra Branca, Sede Municipal e Passo Osvaldo Cruz (dia 23). Com essas atividades, o município completa 15 oficinas realizadas.

“A área a ser medida passará dos 20 mil hectares, abrangendo mais de 70% da área total do município”, lembra o secretário da SDR, Tarcisio Minetto. “Estima-se que o Rio Grande do Sul tenha em torno 200 mil hectares em imóveis rurais sem regularização fundiária, divididos em mais de 10 mil estabelecimentos agropecuários. A área dos cinco municípios a ser abrangida pelo programa (Barão do Triunfo, Caraá. Cerro Grande do Sul, Itati e Mampituba) soma 69 mil hectares”, completa.

Conforme a engenheira agrônoma da SDR Tatiana Finato, as oficinas são palestras com espaço para perguntas e explicação de cada etapa do programa. “É uma ótima oportunidade para o produtor sanar todas as suas dúvidas, sendo de grande importância a participação de todos que estão dentro da área de abrangência do programa”, acrescenta.

Nas oficinas, os agricultores também são orientados a estarem em dia com o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR). Para fazê-los ou atualizá-los, os proprietários de terra devem comparecer à prefeitura ou ao sindicato dos trabalhadores rurais de seu município. A posse desses documentos é fundamental para a conclusão dos trabalhos de campo posteriores às oficinas, além de deixarem as divisas das terras identificadas de modo que possam ser acessadas pela empresa.

O programa está sendo executado pelo Departamento de Desenvolvimento Agrário da SDR, cujos técnicos organizarão todas as etapas do programa e fiscalizarão seu andamento. O acordo entre SDR e Sead é da ordem de R$ 5 milhões.

Serviço

Confira as datas e os horários das oficinas do Programa de Levantamento, Cadastramento e Regularização Fundiária de Imóveis Rurais no município de Caraá:

– Dia 23 (terça-feira): 9h (Linha Padre Vieira), 14h (Alto Rio dos Sinos)

– Dia 24 (quarta-feira): 9h (Pedra Branca), 14h (Sede Municipal), 20h (Passo Osvaldo Cruz)

– Março: os próximos municípios a receberem as oficinas serão Barão do Triunfo e Itati, com datas a serem confirmadas com as prefeituras dos municípios

Fonte: Governo do Estado do Rio Grande do Sul | 22/01/2018.

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