TJ/MG: Corregedoria expande implantação do selo eletrônico

Nova versão já é utilizada em cerca de 800 cartórios mineiros

Modernização e agilidade para os serviços notariais e de registro. Esse é o ganho imediato trazido com a implantação do Selo de Fiscalização Eletrônico no Estado, usado nos documentos em substituição ao selo em papel. Atualmente, a versão eletrônica do selo já funciona em 789 cartórios. Até novembro de 2016, o selo eletrônico estará em todos os mais de 3 mil serviços notariais e de registro de Minas.

O trabalho de implantação do selo vem sendo feito gradativamente. O projeto-piloto foi desenvolvido a partir de 2012. Este ano, desde maio, a implantação foi intensificada. Até dezembro de 2015, 85% dos atos praticados nos cartórios mineiros já estarão fazendo uso do selo eletrônico, que estará presente em 978 serventias.

A preparação para que o novo sistema fosse implantado incluiu a realização de 23 reuniões com orientações aos cartorários. Vinte delas foram realizadas no interior, nos núcleos regionais da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef); três aconteceram na Capital. A última delas foi realizada em 23 de setembro, em Belo Horizonte.

Cronograma

Em 2015, está prevista a implantação do selo eletrônico em todos os cartórios das comarcas de entrância especial e de segunda entrância, exceto nos de registro civil das pessoas naturais com atribuição notarial dos distritos e municípios que não são sede de comarca. Também passarão a usar o selo eletrônico os cartórios de registro de imóveis de comarcas de primeira entrância.

Em 2016, a implantação será feita em todos os cartórios das comarcas de primeira entrância – exceto nos de registros de imóveis – e nos de registro civil das pessoas naturais, com atribuição notarial dos distritos e municípios que não são sede de comarca de todas as entrâncias.

As comarcas de primeira entrância são aquelas que têm apenas uma vara. As de entrância especial são aquelas que têm cinco ou mais varas, nelas compreendidas as dos juizados especiais, e população igual ou superior a 130 mil habitantes. Já as comarcas de segunda entrância são aquelas que têm mais de uma vara e menos de cinco, além de população menor do que a verificada nas comarcas de entrância especial.

Consulta pública

No Estado, a implantação do selo eletrônico é acompanhada pela Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O novo selo é um código único, composto de letras, números e código de segurança. Nele, estão os dados do ato que foi praticado e da serventia. As informações contidas no selo só o tornam válido no documento em que foi usado. Essas informações ficam disponíveis na internet, para consulta pública realizada pelo próprio cidadão, o que evita fraudes e inibe a utilização indevida do selo.

Entre as vantagens do selo eletrônico está a emissão de documentos eletrônicos. A fiscalização e o controle também melhoraram. “O novo selo reduziu o extravio, o furto e a danificação. Ele não apresenta problemas com o armazenamento e pode ser usado em qualquer tipo de ato, já que tem modelo único”, explica Iácones Batista Vargas, da Gerência de Fiscalização dos Serviços Notariais e de Registro (Genot). O novo selo permite ainda a redução de custos, já que não há mais gastos com a confecção e a distribuição dos selos em papel.

Gratuidade

Durante o processo de implantação, os cartórios trabalham com a dupla selagem. Ou seja, os atos praticados recebem o selo físico e o selo eletrônico. O procedimento é adotado durante o período mínimo de três meses, até que haja a verificação de que o serviço está funcionando conforme o esperado. Em uma etapa posterior, porém, o selo físico deixa de ser usado e cede espaço, em definitivo, para o selo eletrônico. A partir deste mês, 192 cartórios já trabalham exclusivamente com o uso do selo eletrônico. Assim, 59% das serventias já não utilizam o selo físico.

A selagem eletrônica vale até mesmo para os atos contemplados pela gratuidade. O novo selo só não será usado para os atos de reconhecimento de firma e autenticação de cópias de documentos. “Estamos estudando uma forma de o novo sistema ser usado no caso desses dois atos. Atualmente, eles são realizados no balcão dos cartórios de forma rápida, com o uso do selo tradicional. O emprego do selo eletrônico demandaria um tempo maior. E, por isso, ainda estamos avaliando a situação”, detalha Iácones.

Entre as desvantagens do selo físico estão a possibilidade de furto, roubo, extravio e fraude, o processo de deterioração trazido com o tempo, a incompatibilidade com os cartórios informatizados, o custo de confecção e distribuição e a necessidade de que a fiscalização seja feita apenas presencialmente.

Fonte: TJ/MG | 01/10/2015.

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias!

Para acompanhar as notícias do Portal do RI, siga-nos no twitter, curta a nossa página no facebook, assine nosso boletim eletrônico (newsletter), diário e gratuito, ou cadastre-se em nosso site.


Projeto de registro civil único dá margem a vazamento de dados, diz procurador

O procurador da República Carlos Bruno Ferreira afirmou na última quinta-feira (1º) que o projeto sobre o documento de Registro Civil Nacional (RCN) dá margem para o vazamento de informações pessoais. O debate ocorreu na comissão especial da Câmara dos Deputados que trata da proposta (PL 1775/15).

A proposta que tramita na Câmara proíbe a comercialização dos dados inseridos no RCN, que ficarão sob a responsabilidade da Justiça Eleitoral, mas permite que dúvidas de terceiros sobre os dados sejam esclarecidas.

Para Ferreira, esse detalhe pode inviabilizar a proteção de dados. Ele criticou, por exemplo, a possibilidade de empresas de má-fé acessarem o endereço dos cidadãos.

Na opinião do procurador, outro ponto de vulnerabilidade do texto permite o acesso do Executivo (União, estados, municípios e Distrito Federal) a todos os dados do Registro Civil Nacional. “Da forma simples como está escrita, permite que qualquer Secretaria de Meio Ambiente de um município de 10 mil habitantes de Minas Gerais, por exemplo, tenha acesso aos dados de cidadãos do Acre ou do Rio Grande do Sul. É uma amplitude muito grande”, afirmou.

Carlos Bruno Ferreira reforçou que a abertura de dados ao poder público deve estar vinculada à necessidade de cada órgão.

Para preservar os direitos sobre dados pessoais, o procurador afirmou que o Comitê do Registro Civil Nacional, previsto no projeto, precisaria funcionar como as agências de proteção de dados, nos moldes de países europeus. “O comitê se justifica não como uma forma de meramente gerir esses dados, mas de permitir que, a partir do momento que tem um orçamento, fazer essa proteção ao cidadão”, afirmou.

Solução
Já o deputado Hugo Leal (Pros-RJ) destacou que o trabalho de unificação dos documentos pode solucionar irregularidades no cadastro. Segundo ele, essa unificação poderá “eliminar os múltiplos, que são esses que se fazem aproveitar da fragilidade dos sistemas para tirar várias identidades e documentos”.

O relator do projeto, deputado Julio Lopes (PP-RJ), disse que o projeto do Registro Civil Nacional vai aumentar o cadastro no Nordeste e na Amazônia, hoje disponível sobre 17% da população. Ele reforçou ainda que a proposta não prejudica o trabalho dos cartórios e das secretarias de segurança pública.

“Não vamos fazer uma ‘Carteirobrás’ nem vamos dar a empresa nenhuma nem a ninguém o monopólio de fazer carteira no Brasil, pois seria insensato, não seria probo nem correto. Poderá fazer carteira de identificação no Brasil toda e qualquer instituição que seja séria e que siga os mesmos parâmetros e índices já determinados pelos títulos de identificação e pela lei do RIC”, afirmou Julio Lopes.

O assessor de Gestão Estratégica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Paulo César Bhering Camarão, disse que “não se pretende, de forma nenhuma, abolir qualquer competência de qualquer entidade que hoje faz registro ou identificação no País”. “Não se fará isso. Simplesmente serão complementares: por exemplo, os cartórios de registro civil, com toda a sua capilaridade, continuarão registrando o cidadão como registram hoje, até mesmo as secretarias de segurança pública continuarão fazendo seu trabalho”, declarou.

O debate da última quinta-feira foi proposto pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ).

ÍNTEGRA DA PROPOSTA: PL-1775/2015.

Fonte: Agência Câmara Notícias | 01/10/2015.

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias!

Para acompanhar as notícias do Portal do RI, siga-nos no twitter, curta a nossa página no facebook, assine nosso boletim eletrônico (newsletter), diário e gratuito, ou cadastre-se em nosso site.


TJ/MA: Audiência pública para escolha de cartórios acontecerá dia 13 de outubro

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) informa aos candidatos aprovados no concurso público para outorga de delegação de serviços notariais e registrais do Estado do Maranhão (Edital 001/2011) que será realizada, no dia 13 de outubro, às 16h, a 3ª audiência pública para escolha das serventias, conforme decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nos autos do Procedimento de Controle Administrativo nº. 0007242-83.2013.2.00.0000.

A seleção será feita no Plenário do Tribunal de Justiça (Praça D. Pedro II, s/n, Centro, São Luís – MA).

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (98) 3261 6201, com Mara, ou pelo email: dlguia@tjma.jus.br.

Fonte: TJ/MA | 01/10/2015.

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias!

Para acompanhar as notícias do Portal do RI, siga-nos no twitter, curta a nossa página no facebook, assine nosso boletim eletrônico (newsletter), diário e gratuito, ou cadastre-se em nosso site.