CNJ: Recurso em sede de Procedimento de Controle Administrativo – Fase de títulos – Advocacia – Efetiva comprovação – Documentos aptos – Inexistência de fato novo – Não provimento.

Clique aqui e leia o inteiro teor.

Dados do processo:

CNJ – Procedimento de Controle Administrativo nº 0005157-22.2016.2.00.0000 – Minas Gerais – Rel. Cons. Henrique Ávila – DJ 06.04.2017

Fonte: INR Publicações.

____

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias!

Para acompanhar as notícias do Portal do RI, siga-nos no twitter, curta a nossa página no facebook, assine nosso boletim eletrônico (newsletter), diário e gratuito, ou cadastre-se em nosso site.


Comissão vota na próxima semana relatório sobre regularização fundiária

A comissão mista que analisa a medida provisória da regularização fundiária (MP759/16) agendou para o dia 3, quarta-feira da próxima semana, a votação do relatório sobre a proposta. Nesta terça-feira (25), o relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR), apresentou parecer com 261 páginas, no qual acata 122 das 732 emendas apresentadas por deputados e senadores.

Jucá disse que o texto é fruto de negociações e debates; acrescentou que estará à disposição dos parlamentares para debater o relatório e, se necessário, alterá-lo até a próxima semana.

A MP 759/16 trata da regularização fundiária rural e urbana, da liquidação de créditos concedidos aos assentados da reforma agrária e da regularização fundiária no âmbito da Amazônia Legal, além de instituir mecanismos  relativos aos procedimentos de alienação de imóveis da União.

A MP abriu a possibilidade de o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) efetuar o pagamento em dinheiro das terras desapropriadas para reforma agrária, e não apenas com Títulos da Dívida Agrária (TDAs). O objetivo, segundo o governo, é facilitar a regularização de lotes à medida que a negociação direta diminui as demandas judiciais.

Para o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, entretanto, a partir da MP, o governo tem autonomia para alienar propriedades da União sem obedecer ao princípio da função social da terra.

O texto também uniformiza as regras de titulação de terras na Amazônia no âmbito do Programa Terra Legal, a fim de impedir atrasos nos programas de assentamento, segundo o governo federal.

“Nós estamos modernizando e simplificando o processo [relativo ao] patrimônio da União, inclusive na venda de imóveis. Ou seja, queremos regularizar o que há de ocupação rural, que não está regularizado, e queremos regularizar as ocupações urbanas”, disse Jucá.

Pontos polêmicos
Jucá afirmou que manteve a estrutura geral da MP em seu relatório, porém alterando pontos que ajudem na eficiência da política de regularização, sem deixar de lado a questão ambiental. Ele manteve, por exemplo, um dos itens polêmicos da proposta do Poder Executivo – o pagamento em dinheiro nas hipóteses de compra e venda e a arrematação judicial de terras pelo Incra para a reforma agrária.

O texto também transfere do Incra para a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República as competências para coordenar, normatizar e supervisionar o processo de regularização fundiária de áreas rurais na Amazônia Legal.

“Direito de laje”
A MP trata ainda do chamado “direito real de laje”, ou seja, autoriza o proprietário ceder a superfície de sua construção para que outro mantenha unidade distinta nessa laje. Ou seja, o titular do direito real de laje terá sua unidade imobiliária autônoma, com matrícula própria, da qual poderá “usar, gozar e dispor”. Entretanto, o direito de laje “não implica atribuição de fração ideal de terreno ao titular da laje ou participação proporcional em áreas já edificadas”.

A reunião da comissão mista que analisa a MP 759 foi conduzida por seu presidente, o deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF). Ele suspendeu a reunião, que será retomada na terça-feira (2), para que os parlamentares debatam o relatório de Jucá, que deverá ser votado no dia seguinte.

“Grilagem oficializada”
Alguns parlamentares mostraram-se contrários à aprovação da MP, enquanto outros defenderam o projeto do Executivo e as mudanças sugeridas pelo relator. O deputado Edmilson Rodrigues (Psol-PA) disse que essa é uma das mais polêmicas medidas provisórias já editadas. Segundo ele, o texto é muito abrangente e pode comprometer a reforma agrária e favorecer a reconcentração de terras.

Para Rodrigues, a proposta estabelece a “república da grilagem oficializada”. Na mesma linha, o líder do Psol, deputado Glauber Braga (RJ), previu que a MP deverá acirrar os conflitos no campo. “Aqui não tem o atendimento a interesses de pequenos agricultores e camponeses. O que está em jogo aqui é o interesse daqueles que são os grande proprietários de terras”, disse.

Porém, o vice-presidente da comissão mista, senador Hélio José (PMDB-DF), destacou que, apenas no Distrito Federal, 1,5 milhão de pessoas estão há anos na expectativa de conseguir as escrituras definitivas de suas residências e terrenos. Essas pessoas seriam beneficadas pela MP.

O deputado Afonso Florence (PT-BA) lembrou que o texto inicial do Poder Executivo já tem valor de lei desde a edição da medida provisória, no final de dezembro do ano passado. Ele pediu agilidade na apreciação da MP para que o País não tenha insegurança jurídica, já que o texto que será aprovado pela Câmara e pelo Senado será diferente do original.

Defesa da MP
Já a deputada Josi Nunes (PMDB-TO) e os senadores Acir Gurgacz (PDT-RO) e Omar Aziz (PSD-AM) defenderam a MP, sob o argumento de que as mudanças vão beneficar a população. Já os deputados João Daniel (PT-SE) e Luiza Erundina (Psol) reclamaram que o relator não acatou a maioria das sugestões apresentadas pelos movimentos sociais.

A reunião da comissão será retomada no dia 2 às 10 horas, no plenário 2, ala Nilo Coelho, no Senado.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA: MPV-759/2016

Fonte: Agência Câmara Notícias (Com informações da Rádio Câmara e da Agência Senado) | 25/04/2017.

____

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias!

Para acompanhar as notícias do Portal do RI, siga-nos no twitter, curta a nossa página no facebook, assine nosso boletim eletrônico (newsletter), diário e gratuito, ou cadastre-se em nosso site.


Aprovada urgência para projeto que pune pirataria e para digitalização de documentos públicos

O Plenário aprovou nesta terça-feira (25) urgência na tramitação do Projeto de Lei do Senado 146/2007, que trata da digitalização de documentos públicos, e do Projeto de Lei do Senado 695/2015, que inclui a condenação pela prática de crime de violação de direito autoral, descaminho ou contrabando como causa de sanções administrativas. As duas propostas passam a constar na ordem do dia desta quarta-feira (26).

O PLS 146/2007 estabelece que documentos públicos e privados apresentados em papel poderão ser destruídos após a sua digitalização, desde que respeitados os procedimentos para garantia da integridade, autenticidade e fidedignidade da conversão do arquivo do meio físico para o meio digital.

O documento digitalizado e certificado pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) terá o mesmo valor legal do documento físico que lhe deu origem. O PLS 146/2007 foi apresentado pelo senador Magno Malta (PR-ES).

Já o PLS 695/2015 altera a Lei de Licitações (Lei 8.666/1993) para incluir a condenação pela prática de crime de violação de direito autoral, descaminho ou contrabando como causa da aplicação das sanções administrativas de suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a administração pública.

Pelo texto, as sanções poderão ser aplicadas às empresas cujo administrador ou sócio tenha sido condenado por crime de violação de direito autoral, descaminho ou contrabando, praticado em benefício da empresa.

De iniciativa do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), a proposta tenta combater a pirataria, o contrabando e o descaminho que, segundo o senador, prejudicam fortemente a economia brasileira, criando condições iníquas de concorrência.

Fonte: Agência Senado | 25/04/2017.

____

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias!

Para acompanhar as notícias do Portal do RI, siga-nos no twitter, curta a nossa página no facebook, assine nosso boletim eletrônico (newsletter), diário e gratuito, ou cadastre-se em nosso site.