Comissão aprova teste de DNA em parente no caso de o suposto pai estar desaparecido


Proposta, que altera a Lei de Investigação de Paternidade, já foi aprovada no Senado e será analisada ainda pela CCJ

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou proposta, do Senado, que busca facilitar o reconhecimento do pai biológico de filhos que não apresentam o nome do genitor nos documentos oficiais.

Pelo Projeto de Lei 3248/12, que altera a Lei de Investigação de Paternidade (8.560/92), se o suposto pai houver falecido ou não existir notícia de seu paradeiro, o juiz determinará a realização de exame de pareamento genético (teste de DNA) em parentes consanguíneos do investigado. O magistrado convocará para o exame, preferencialmente, os parentes de grau mais próximo, importando a recusa em presunção de paternidade, a ser apreciada em conjunto com o contexto probatório.

A redação atual do artigo 2º-A da lei é mais genérica e diz que, na ação de investigação de paternidade, “todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, serão hábeis para provar a verdade dos fatos”.

Relatório

A relatora na comissão, deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), defendeu a aprovação do projeto. Ela destacou a importância da medida para o desenvolvimento de crianças e adolescentes supostamente órfãos. “Isso é fundamental para dar a essa criança e a esse adolescente o direito de ter, em sua certidão de nascimento, o reconhecimento de seu pai e também todos os direitos previstos em lei, como a herança, caso seja este o caso”, afirmou Zanotto, ressaltando a simplicidade da realização dos testes de DNA.

A deputada acrescentou que, segundo a legislação brasileira, todo cidadão tem o direito de saber quem é seu pai biológico. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com base no Censo Escolar de 2011, apontam que há 5,5 milhões de crianças brasileiras sem o nome do pai na certidão de nascimento, informou Zanotto.

Origens
O coordenador da Frente Parlamentar da Primeira Infância, deputado Osmar Terra (PMDB-RS), também salientou a relevância do texto aprovado. “É importante para a criança saber quem é seu pai e, hoje, a tecnologia pode propiciar isso. É fundamental ainda que o pai assuma essa responsabilidade, até porque ele pode ser cobrado na Justiça futuramente”, disse. “Se o genitor não estiver mais vivo, pelo menos a criança vai saber a história das suas origens. Isso dá ao cidadão um lugar no mundo”, completou.

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo e em regime de prioridade, será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

ÍNTEGRA DA PROPOSTA: PL-3248/2012.

Fonte: Agência Câmara Notícias | 26/10/2015.

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DES. XAVIER DE AQUINO ASSUME A CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DE SP


O desembargador José Carlos Gonçalves Xavier de Aquino assumiu nesta segunda-feira (26/10) como novo Corregedor Geral da Justiça em São Paulo, depois que os dois antecessores deixaram o cargo nos últimos dez dias, ao completar 70 anos. Ele deve ocupar a cadeira até dezembro, quando uma eleição vai definir a nova gestão do Tribunal de Justiça paulista nos biênios 2016-2017.

Até o dia 16 de outubro, o desembargador Hamilton Elliot Akel estava à frente da Corregedoria. Em seguida, o posto foi ocupado pelo desembargador Sérgio Jacintho Guerrieri Rezende, que, nesta segunda, virou septuagenário e teve sua aposentadoria publicada no Diário da Justiça Eletrônico. Xavier de Aquino era o próximo decano na linha de sucessão.

Xavier de Aquino atuava na 1ª Câmara de Direito Público. Tem 64 anos, formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie e entrou na magistratura pelo quinto constitucional. Ingressou no Ministério Público de São Paulo como promotor substituto de São Caetano do Sul, em 1975, e tornou-se procurador de Justiça dez anos depois. Atuou como assessor das secretarias estaduais de Administração e da Secretaria da Segurança Pública. Também foi conselheiro estadual de Política Criminal e Penitenciária.

Assumiu o cargo de juiz do Tribunal de Alçada Criminal em 1993, sendo promovido a desembargador em 1999. O decano Xavier de Aquino fica na Corregedoria do TJ-SP até dezembro.

Fonte: Arpen/SP | 27/10/2015.

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