A burocracia que encarece os imóveis

O atraso dos órgãos públicos em aprovar projetos vem desistimulando centenas de incorporadores a fazerem novos empreendimentos em determinadas cidades, principalmente em algumas capitais. O despreparo de muitos servidores públicos, a falta de tecnologia e de funcionários com capacidade técnica para executar tais funções, acabam atrapalhando o desenvolvimento saudável deste importante segmento da nossa economia.

Diversas construtoras, em inúmeras cidades brasileiras, estão com problemas de aprovação de projetos e Habite-se junto a suas prefeituras. A falta de tecnologia dos órgãos públicos, falta de qualificação profissional em atividades técnicas, a falta de processos e boa vontade dos servidores públicos, faz com que os registros de imóveis demorem muito tempo serem processados.

Esta demora toda na etapa inicial de uma incorporação, somada a demora que diversas prefeituras estão tendo para concederem o Habite-se aos novos empreendimentos, tem gerado efeitos negativos para a nossa economia. Pelo lado do Estado, quanto mais tempo se demora entre uma obra iniciar e a mesma ficar pronta, menos impostos as prefeituras arrecadam. Impostos importantes como IPTU, ITBI entre outros e com menos arrecadação, menor é o investimento no município.

Para os empresários da construção civil, estes atrasos geram incertezas, desestimulam novos investimentos, e fazem com que o custo do período “parado” de aprovações reflita no valor das unidades habitacionais que vão para o mercado. Além disto, com a diminuição do número de ofertas de imóveis a venda em uma determinada região, acontece a valorização dos imóveis que estão previamente disponíveis, pela simples lei da oferta e demanda.

Menos ofertas, maiores valores. Com os imóveis mais caros, quem acaba pagando a conta desta burocracia retrógrada é o consumidor que paga a mais no valor do metro quadrado.

A construção civil é um dos mais importantes segmentos da economia brasileira, se não o principal. É um mercado que se emprega milhões de profissionais, direta e indiretamente, arrecada impostos e está diretamente ligada a importante questão social, que é a habitação.

Muito se fala que o valor dos imóveis subiram consideravelmente nos últimos anos, mas pouca gente vê este lado da ineficiência dos órgãos públicos refletindo diretamente no aumento do valor dos imóveis.

O que precisamos é modernizar os departamentos responsáveis por tais aprovações, investir em captação e treinamento destes funcionários e deixar mais transparente os prazos e processos de licenças, bem como punir os responsáveis quando eventualmente houver uma demora excessiva para uma aprovação.

Estas medidas sozinhas não resolverão o problema que centenas de incorporadores tem no seu dia-a-dia, mas ajuda muito o mercado da construção no desenvolvimento de um maior número de projetos. Com mais vendas, mais famílias serão beneficiadas e o nosso bolso sentirá um pouco menos o valor da burocracia.

Site: Administradores. Publicação em 18/04/2013.


Encontro de Corregedores de Justiça divulga “Carta de Ouro Preto”

O 62º Encontro do Colégio Permanente de Corregedores-Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil (ENCOGE), realizado em Ouro Preto-MG, entre os dias 11 e 12/4, chegou ao fim com a publicação da "Carta de Ouro Preto", que traz recomendações a serem seguidas pelas Corregedorias Estaduais.

O Corregedor da Justiça do DF e dos Territórios, Desembargador Lecir Manoel da Luz, participou do Encontro, que objetivou promover o debate de temas de alta relevância jurídica para as corregedorias dos tribunais de justiça e para a sociedade, tais como a questão da regularização fundiária urbana e o "Código de Normas dos Serviços Notariais e de Registro", entre outros.

O ENCOGE é promovido, regularmente, pelo Colégio Permanente de Corregedores-Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil (CCOGE). Criado em 1994, o Colégio congrega todos os desembargadores corregedores da Justiça dos Estados e do Distrito Federal. Eles se reúnem periodicamente com a finalidade de aprofundar o estudo sobre questões da atividade correicional, debater problemas e propor soluções aos Tribunais e Corregedoria Nacional.

Leia a "Carta de Ouro Preto".

Fonte: TJDF. Publicação em 17/04/2013.


Comunicado da CGJ alerta cartorários sobre as responsabilidades nas emissões de certidões destinadas a instruir contagem de tempo de serviço junto à Corregedoria

DICOGE – 3

COMUNICADO CG Nº 341/2013

“A Corregedoria Geral da Justiça ALERTA aos Senhores Delegados e Responsáveis pelas Unidades Extrajudiciais do Estado, que os mesmos assumem total responsabilidade administrativa, civil e criminal pela veracidade das certidões destinadas a instruir contagem de tempo de serviço junto a esta Corregedoria, bem como pelos dados inseridos no Portal do Extrajudicial, inclusive com relação às suas próprias frequências.”

(18, 19 e 22/04/2013) (DJE/SP de 18.04.2013)