TERGIVERSAÇÃO | Por Amilton Alvares

Quem não vive no mundo do Direito, certamente desconhece o sentido jurídico-penal da expressão tergiversação, que significa patrocínio infiel. O advogado tem o dever de defender os interesses de seu cliente. Numa determinada causa, o advogado não pode defender interesses colidentes, simultânea ou sucessivamente; não pode patrocinar os interesses da parte contrária, especialmente em prejuízo dos interesses de seu cliente. Em sentido vulgar, tergiversar é virar ao contrário, mudar a verdade, alterar a realidade, dar as costas. Patrono deve ser fiel; não pode ser oportunista ou vira-casaca.

Em certo sentido, todos somos patronos da causa do Senhor, mas nem sempre somos patronos fiéis do Evangelho da Salvação de Jesus Cristo. É certo que o Senhor não precisa de advogados e o Evangelho não é propriamente uma causa. O Evangelho não está sob julgamento e a mensagem da Cruz não depende da aprovação de homens. Mas temos de considerar que o nosso Advogado – Jesus Cristo – também é o Juiz. Ele confiou a sua “causa” a homens fiéis e subestabeleceu, na pessoa de cada cristão, o múnus ou mandato (e o mandado) de pregar o Evangelho a todos os povos, raças, e nações.

Podemos considerar que a iniciativa de pregar o Evangelho não decorre diretamente do mandamento de Deus, mas da própria alegria de pregar o Evangelho. Quem recebe as boas novas fala naturalmente da mensagem da Cruz; não como um fardo pesado, mas por alegria. O cristão propaga a notícia porque tem a certeza de que o Evangelho produz alegria em quem transmite e em quem recebe as boas novas – “De graça recebeis e de graça dai”.

Muitas vezes somos patronos infiéis da causa do Senhor. Como um advogado comum, somos tentados a convencer as pessoas com argumentos humanos, esquecendo-nos de que a causa é espiritual e tem um Advogado único, singular, que promulgou a lei, prolatou a sentença e decretou o perdão. Pode acontecer de pretendermos buscar reconhecimento público como oráculos de Deus e portadores da verdade. No entanto, nem sempre ostentamos a conduta coerente e honesta que prescrevemos na linguagem retórica. E não é incomum encontrar líderes cristãos que construíram ministérios, torres e catedrais para si, e que movem holofotes em busca de fama e lucro. Muitos oferecem um balcão de ofertas no show da fé, esquecendo-se da simplicidade do Evangelho, onde as pessoas são atraídas a Cristo, não pela ação dos homens, mas pelo mover do Espírito Santo de Deus. A mensagem do Evangelho leva em conta, principalmente, o que o Salvador já fez, não que os homens estão fazendo ou prometendo fazer. Deixemos de ser tergiversadores. Sejamos bons mordomos na obra do Senhor. Apresentemo-nos a Deus como homens e mulheres que não têm do que se envergonhar e que manejam bem a palavra da verdade (2 Timóteo 2:15).

Amilton Alvares

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* O autor é Procurador da República aposentado, Oficial do 2º Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurídica da Comarca de São José dos Campos/SP, colaborador do Portal do Registro de Imóveis (www.PORTALdoRI.com.br) e colunista do Boletim Eletrônico, diário e gratuito, do Portal do RI.

Como citar este artigo: ALVARES, Amilton. TERGIVERSAÇÃO. Boletim Eletrônico do Portal do RI nº. 010/2014, de 15/01/2014. Disponível em https://www.portaldori.com.br/2014/01/15/tergiversacao/. Acesso em XX/XX/XX, às XX:XX.

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No Tempo Certo

"Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu a dou de mim mesmo. Tenho poder para a dar, e tenho poder para tomá-la de novo. Esta ordem recebi de meu Pai." (João 10:17-18)

Certa vez, durante o ministério de Jesus, o povo de Nazaré (sua própria cidade natal) tentou matá-lo. Eles levaram-no à beira de um precipício para empurrá-lo, mas a Bíblia diz que Jesus passou pelo meio deles e seguiu o seu caminho (ver Lucas 4:30). Isso mostra que ninguém nunca conseguiu tirar a vida de Jesus.

É quase cômico o relato bíblico dos soldados – liderados por Judas Iscariotes através do Jardim do Getsêmani – vindo para prender a Deus com suas espadas e lanças – supostamente "contra a sua vontade". Vindo para prender aquele que detém o sistema solar na palma de sua mão. Jesus disse: "Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu a dou de mim mesmo. Tenho poder para a dar e tenho poder para tomá-la de novo." (João 10:18).

O motivo pelo qual o povo de Nazaré não podia matar Jesus era porque a sua hora ainda não havia chegado. Ele sempre usou essa frase durante todo o Seu ministério. Mas a sua hora finalmente chegou quando Ele voluntariamente foi para a cruz do Calvário.

Jesus disse que Ele veio para dar sua vida em resgate de muitos (ver Mateus 10:28,Marcos 10:45). Ele veio para entregar a Sua vida na cruz do Calvário, no tempo certo, exatamente como Ele o fez. No tempo certo, ele nasceu na manjedoura em Belém. No tempo determinado, Ele foi crucificado na cruz do Calvário. No tempo determinado Ele ressuscitou dentre os mortos. No tempo determinado, Ele voltará a esta terra. Deus cumpre suas promessas. E sempre no tempo certo.

Fonte: Site Devocionais Diários | 13/01/14

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NASCIDO DE DEUS

O apóstolo João afirmou em 1 João 5.1: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido.”

Há dois tipos de nascimento: o natural e o espiritual. O nascimento natural de uma criança é o resultado em média de 42 semanas. Através do parto a criança adentra ao mundo como ser humano, obtendo o registro de nascimento e todos os direitos e responsabilidades civis.

O nascimento espiritual é advindo do céu. Pessoas nascidas espiritualmente são chamados de “nascidos de Deus;” de “regenerados”. Jesus define o “novo nascimento” em sua conversa com o Rabi Nicodemos em João 3. Jesus disse ao religioso: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3.3)

Assim, o “novo nascimento” refere-se a uma ação divina no interior da pessoa. É uma obra poderosa do Espírito de Deus que transforma o pensamento, a vontade, o desejo, os interesse e as intenções. No momento do “novo nascimento” a pessoa se vê diante de Deus; vê seus pecados, seus erros e suas rebeldias. É nesse exato momento que ocorre o arrependimento e a vida de Deus é dada e doada.

“Novo nascimento” não tem nada a ver em nascer em um lar cristão; pertencer a cristandade; ser religioso; ler a Bíblia e orar; batizar-se; afirmar dogmas; crer em doutrinas conservadoras; “servir” em um ministério; fazer o que é ético e moralmente certo. “Novo nascimento não é “reencarnação”.

A pessoa “nascida de novo” crê que Jesus é o Cristo, o Messias prometido; crê nEle como o Salvador pessoal. O crer em Jesus é marcado pelo arrependimento dos pecados. O “nascido de novo” crê que Jesus morreu para pagar o pecado e ressuscitou. E não só isso, ele busca viver, se interessa em viver e quer viver, a vida de Jesus.

Segundo a Bíblia, o “nascido de novo” tem sua vida mudada; seu caráter é mudado (Cl 3.10, Ef 4.24); ele sabe que não é do mundo e não pertence a ele mais (1 Jo 2.15-17, 5.4, 3.9) e é marcado pelo amor aos irmãos (1 Jo 4.7).

Se isso faz parte de sua vida, você é “nascido de novo”. Mas se não, você precisa “nascer de novo”.

Roberto N Amorim – Goiânia

Fonte: Facebook

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