Testamento por what’sApp

                                                                                                             

O curso da pandemia deixou um rastro de dor e tristeza. No mar de lágrimas ainda choram órfãos, viúvas, pais, filhos, irmãos, maridos, esposas, avós, tios, primos, amigos e mais amigos. Nenhuma família escapou da dor ou da tristeza. A morte invadiu os lares de milhões de pessoas em todo o mundo, e muitos ainda lamentam a perda de um ente querido.

Na magnitude da tragédia, encontramos muitos relatos singulares, situações peculiares de que também podemos tirar lições. José estava hospitalizado. Podia ter chamado o Tabelião para fazer um testamento; certamente não o fez porque havia o risco de contágio; então remeteu uma mensagem por what´sApp: – “Oi Família. Estou seguindo para a UTI. Queria pedir para dar assistência e assinar um papel para Rita e ver o que podem fazer para o meu carro ajudar a Maria”. Parece que José queria deixar o carro para Maria. Naquele momento agudo, esta foi a última manifestação de vontade ou de preocupação de José para com a Maria.

O paciente veio a óbito, e a interessada buscou a Justiça para que a mensagem do what´sApp pudesse ser reconhecida como testamento. Em 30 de setembro de 2022, o Tribunal de Justiça de São Paulo julgou a Apelação e disse não (AC nº 1021037-74.2021.8.26.0602). Para o Tribunal, a mensagem do what´sApp, sem testemunhas e sem assinatura digital, não pode ser reconhecida como testamento. José, até que se empenhou, mas o what´sApp não ajudou a Maria. Pobre Maria, ficou sem o carro.

Esta é uma pequena história encartada na grande tragédia da pandemia do novo coronavírus. Revela a impotência do homem diante dos infortúnios da vida. José, a caminho da morte, estava preocupado com Maria, e não conseguiu realizar a última benemerência. José queria fazer o bem, mas o vírus foi cruel e cortou a jornada da vida.

Quais lições podemos extrair da triste história de José e Maria? Eu posso extrair pelo menos duas lições. A primeira lição causa despertamento e mostra que muitas vezes a decisão de fazer o bem não pode esperar. Se Deus colocar em meu coração que devo ajudar determinada pessoa, é bom não esperar, porque amanhã pode ser tarde. Olhe com atenção para as pessoas que o cercam, olhe com atenção para as pessoas que Deus colocou ao alcance de sua vista e seja generoso. Aprenda a repartir. Ajude o próximo sem esperar retorno. Seja grato a Deus pelo muito que Ele deu a você. Estenda a mão ao necessitado. Seja um cooperador de Deus neste mundo de tragédias e aflições. A outra lição é de que todo evento doloroso traz algum aprendizado. A Bíblia diz que há mais proveito em ir à casa onde há luto do que ir à casa em que há festa (Eclesiastes 7.2). Diante da morte de algum parente ou amigo eu sou sempre sacudido e obrigado a repensar a vida. Sou lembrado que a morte pode bater na porta a qualquer momento. Por isso, devemos amar as pessoas independentemente das circunstâncias e divergências. Afinal, nunca sabemos quando a vida será interrompida pela morte. Devemos amar mais e brigar menos. Ame as pessoas, deleite-se com os seus companheiros de jornada, busque sempre superar as divergências, cobre menos e ame mais.

Valorize os bens eternos. Não deixe de construir tesouros no céu, onde traça e ferrugem não consomem e ladrões não roubam. Considere que de nada adiantará ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma (Mateus 16.26). Confia no Senhor e tome posse da Salvação em Cristo Jesus. Arrume a vida enquanto os dias são bons, não espere chegar os dias maus. Perdoe sempre! Persevere na bondade e jamais se esqueça que só Cristo salva. Anuncie essa verdade aos seus amados enquanto você pode falar diretamente com eles.

AMILTON ALVARES, SJC 4/11/ 2022.
O Acórdão foi publicado com o nome das partes. Neste artigo, mudei os nomes para evitar exposição desnecessá

* O autor é Procurador da República aposentado, Oficial do 2º Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurídica da Comarca de São José dos Campos/SP, colaborador do Portal do Registro de Imóveis (www.PORTALdoRI.com.br) e colunista do Boletim Eletrônico, diário e gratuito, do Portal do RI.

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SOMOS PACIFICADORES E MENSAGEIROS DA ESPERANÇA

Não podemos esquecer que somos pacificadores, embaixadores de Cristo e mensageiros da esperança. Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo e nos deu o ministério da reconciliação (2ª Coríntios 5.18). Chega de discussão meus irmãos, sejamos mensageiros da paz, mensageiros da esperança, mensageiros da Salvação em Cristo Jesus.

Lamentavelmente a polarização política causou muitas divisões no convívio social e no seio da comunidade cristã. Confesso que fugi dessas discussões para preservar amizades. Eu posso não concordar com a preferência que você manifesta, mas no mínimo eu tenho de respeitar a sua escolha. Aprendamos com o magistério de Jesus de Nazaré no Sermão do Monte: “Tudo quanto quereis que os outros vos façam, assim fazei-o vós também a eles” (Mateus 7.12). Se você quer ser respeitado em sua opinião, por favor respeite o pensamento do outro.

Deus é soberano e não perdeu o controle da História. É hora de pacificação. A eleição já passou. Não vamos deixar a polarização seguir nos machucando diante da frustração de expectativas. É hora de ajuntar, hora de seguir em frente, hora de andar com os amigos, hora de convívio harmonioso com os irmãos, tempo de orar. Não confiemos em príncipes, confiemos no Senhor, que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos (Efésios 3.20). Oremos pelo Brasil. Sejamos generosos e amáveis uns com os outros. Deus proverá o suprimento das necessidades de seu povo no tempo certo. Deus não perdeu o controle da História.

É hora de fazer a política descer do púlpito. Não podemos ser condescendentes com a exploração política da fé e da religião. Sejamos simplesmente comunidade cristã, amigos de Jesus Cristo a anunciar a Salvação do Senhor. Sejamos portadores das boas novas do Evangelho de Cristo. A mensagem que jamais podemos esquecer e que devemos anunciar incessantemente a todos os povos, raças e nações é de que só Cristo salva.

Amilton Alvares
31 de outubro de 2022, 505º Aniversário da Reforma Protestante.

* O autor é Procurador da República aposentado, Oficial do 2º Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurídica da Comarca de São José dos Campos/SP, colaborador do Portal do Registro de Imóveis (www.PORTALdoRI.com.br) e colunista do Boletim Eletrônico, diário e gratuito, do Portal do RI.

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Bem-aventurados os pacificadores

                                                                                                                         

Em sua Aula Magna no Sermão do Monte, Jesus de Nazaré anunciou – “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5.9).

O que o Brasil mais precisa esta semana é de pacificadores. Essa é uma missão que tem de ser cumprida pelo povo de Deus. Se você é filho de Deus, nascido de novo, crente no Senhor Jesus e o tem como Senhor e Salvador, a hora é esta.

Não é conveniente se meter em contendas nem se perder em discussões sem fim, por puro partidarismo. Se não conseguir se apresentar como pacificador, melhor então é calar e orar. Seja prudente como o homem que construiu a casa na rocha. Não deposite a sua confiança na areia da paixão das eleições. Os governantes passam, as crises passam, os passos passam; que fiquem as pegadas do povo de Deus e a marca indelével do selo do Espírito Santo. É hora de anunciar a salvação de Cristo. Só Cristo salva!

“Porque a rocha deles não é como a nossa Rocha” (Deuteronômio 32.31).

Amilton Alvares, SJC 29-09-2022

* O autor é Procurador da República aposentado, Oficial do 2º Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurídica da Comarca de São José dos Campos/SP, colaborador do Portal do Registro de Imóveis (www.PORTALdoRI.com.br) e colunista do Boletim Eletrônico, diário e gratuito, do Portal do RI.

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