AL: Carlos Cavalcanti: “Moradia Legal é um dos maiores projetos de regularização fundiária do país”

De acordo com o coordenador do projeto, mais de 150 mil pessoas já foram beneficiadas nas três etapas do programa

“O Moradia Legal 3 se estruturou no ano de 2017 para seguir com as entregas de títulos de imóveis urbanos, a exemplo do que aconteceu no Moradia Legal 2 e Moradia Legal 1, realizados em anos anteriores. Em 2017 também ampliamos o programa para abranger os imóveis da antiga Cohab, hoje administrado pelo Governo do Estado, através da Carhp, e também expandir para regularizar imóveis rurais, cujo programa se denomina Rural Legal”, essa foi a análise feita pelo juiz Carlos Cavalcanti, coordenador do programa de regularização fundiária, desenvolvido pelo Poder Judiciário de Alagoas e a Corregedoria Geral de Justiça de Alagoas, em parceria com a Associação dos Notários e Registradores de Alagoas (Anoreg/AL).

O magistrado reforça a grandiosidade do programa de regularização fundiária no Estado de Alagoas, que inclui em todas essas versões o Tribunal de Justiça – Presidência e Corregedoria – e Anoreg, além dos municípios que conveniados ao projeto e o Governo do Estado de Alagoas – no que diz respeito ao Rural Legal e aos imóveis da Carhp. “Eu posso afirmar que esse programa de regularização fundiária de Alagoas é hoje um dos principais e maiores programas de regularização fundiária do Brasil, tanto em amplitude quanto na materialização, propriamente dita, do programa. Entregamos aproximadamente dois mil títulos no ano passado, no “Moradia Legal 3”; no “Moradia Legal” 2 foram 17 mil e 200 títulos e no “Moradia Legal”, em meados de 2015, foram 13 mil títulos distribuídos. Significa dizer que foram mais de 32 mil títulos de propriedade entregues. Considerando que cada família beneficiada tem em média cinco integrantes, nós temos 150 mil pessoas beneficiadas”, afirmou.

O coordenador do programa destaca, também, o envolvimento da Anoreg e dos cartórios no contexto do projeto: “a participação da Anoreg e dos Registradores de imóveis dos diversos municípios do estado de Alagoas é imprescindível. Sem essa participação o programa não se concretizaria. Porque o objetivo é justamente transformar aquela situação de posse mansa, pacífica – segundo os critérios legais – em título de propriedade devidamente registrado em cartório”, explicou Carlos Cavalcanti, reforçando que no caso do Moradia Legal são beneficiados apenas moradores com renda familiar de até dois salários mínimos e imóveis urbanos – destinados à moradia – de no máximo 250 m² de área construída.

Títulos entregues

Quatro municípios concluíram os trabalhos de levantamento e registro dos imóveis em 2017 e cerca de dois mil títulos de propriedade foram entregues a famílias de Maragogi, Teotonio Vilela, Junqueiro e Campo Alegre. “Foi um número muito significativo, principalmente, levando em consideração que se tratam de pequenos e médios municípios. Em Teotonio Vilela, por exemplo, houve a maior entrega da história de todas as etapas do projeto. Foram 1045 títulos entregues em uma única oportunidade. Um número evidentemente bastante significativo, principalmente, porque se trata de um município de porte médio”, avaliou Carlos Cavalcanti.

Adesão ao projeto e novas entregas

Para aderir ao programa, coordenado e fiscalizado pela Corregedoria Geral da Justiça, as prefeituras precisam procurar o Poder Judiciário para assinar o termo de adesão. Atualmente 53 municípios alagoanos estão conveniados ao programa. A expectativa do coordenador do projeto de regularização fundiária é que as entregas sejam retomadas no mês de março. “Já entregamos em quatro municípios, mas a grande maioria ficou para 2018, porque ainda faltam concluir os trabalhos para o registro e a solenidade de entrega dos títulos. As nossas expectativas é que nesse ano de 2018, mesmo respeitando as restrições da legislação eleitoral, que não permite a entrega desses títulos depois do final de junho, início de julho, ainda assim é muito provável que possamos entregar mais de dezessete mil títulos superando os números do “Moradia Legal 2”. Além disso, iremos realizar solenidades de entrega de títulos da Carhp, e no âmbito rural através do Rural Legal.

Missão social

Carlos Cavalcanti avalia, ainda, que, com o projeto, as entidades parceiras cumprem a missão de regularização fundiária que objetiva cumprir o direito constituição à moradia. “Todas as instituições envolvidas ganham. Mas, principalmente, quem ganha é essa parcela da população menos favorecida economicamente; famílias carentes que não teriam condições financeiras de registrar seus imóveis, e com o programa conseguem registrar seus imóveis administrativamente, de maneira absolutamente gratuita”, colocou.

Benefícios

Após o registro, os imóveis têm aumento do valor nominal de 30 a 40%; acesso ao crédito bancário para reforma ou ampliação do imóvel e segurança em vida ou em razão da morte, para os sucessores.

Fonte: Anoreg/AL.

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TJDFT: Tribunal realizará correição nos serviços notariais e de registro do DF

A Corregedoria da Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, por meio da Portaria GC 5, de 12 de janeiro de 2018, determina a realização de correição nos serviços notariais e de registro do Distrito Federal.

De acordo com a Portaria, serão correicionados: o 8º Ofício de Registro de Imóveis do DF, localizado em Planaltina, nos dias 29 e 30/1; o 7º Ofício de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoas Jurídicas do DF, localizado em Ceilândia, nos dias 5 e 6/2; o 5º Ofício de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoas Jurídicas de Taguatinga, nos dias 19 e 20/2 e o 3º Ofício de Notas, Registro Civil e Protesto de Títulos de Taguatinga, nos dias 26 e 27/2. Caso necessário, o Corregedor poderá prorrogar o período de correição.

O documento orienta que as correições serão realizadas pelos membros da Coordenadoria de Correição e Inspeção Extrajudicial, sob a presidência de magistrados designados e deverão ser acompanhadas pelo Oficial Titular ou seus prepostos, a fim de que  prestem esclarecimentos a respeito do andamento e regularidade dos serviços e rotinas de trabalho.

Os responsáveis pelas unidades correicionadas terão o prazo de 15 dias, contado do encerramento das correições, para encaminharem relatório circunstanciado dos trabalhos à Corregedoria.

A referida Portaria entrará em vigor na data de sua publicação.

Fonte: Anoreg/BR – TJDFT | 17/01/2018.

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TJAP – Juízes auxiliares e Corregedoria reúnem-se com cartorários para debater selo digital

A Corregedoria de Justiça do TJAP coordenou duas reuniões com os registradores, tabeliões e oficiais de registros antes da entrada em vigor da cobrança da Taxa Incidente Sobre a Utilização dos Serviços Públicos Notariais e de Registro – TSNR e Taxa de Fiscalização Judiciária – TFJ. Na última reunião, que contou com a presença do juiz auxiliar da corregedoria de justiça, Nilton Bianchini, e do juiz auxiliar da presidência, João Matos Júnior, os magistrados puderam tirar algumas dúvidas existentes em relação ao recolhimento dos serviços prestados no serviço extrajudicial.

“A reunião foi proveitosa porque demonstramos como fazer os recolhimentos dentro do sistema até a implantação efetiva do selo digital, que obedecerá a um cronograma para todos os cartórios extrajudiciais de Macapá, Santana e demais municípios. A nossa ideia é cumprir esse cronograma até o final de 2018”, explicou o juiz João Matos.

A contar de segunda-feira (15), o Tribunal de Justiça do Amapá começou a implantação do programa de informatização de cobrança da Taxa Incidente Sobre a Utilização dos Serviços Públicos Notariais e de Registro – TSNR e Taxa de Fiscalização Judiciária – TFJ. As tarifas são amparadas pela Constituição Federal e por legislação estadual específica. Os valores são cobrados de quem utiliza os cartórios de notas e imóveis.

Para Walber Apolinário, oficial do cartório de Ferreira Gomes e um dos diretores da Associação dos Notários e Registradores do Amapá – ANOREG, as reuniões serviram para estreitar a relação com a Corregedoria de Justiça do TJAP, principalmente nessa fase de implantação de tributos e da taxa de fiscalização do Judiciário.

“Foram reuniões importantes porque nos deram base para repassar as informações para o usuário. Os cartórios vão ter uma responsabilidade maior do que já tem, tendo em vista que serão os responsáveis pela arrecadação desse tributo. Como os cartórios do interior estão menos preparados do que os da capital no quesito tecnologia, o apoio da Corregedoria é essencial”, disse o diretor.

O novo modelo de fiscalização obedece aos padrões digitais implantados pelo Tribunal de Justiça do Amapá para facilitar a vida dos usuários, como o selo digital criado para assegurar maior transparência dos atos cartorários, garantindo mais segurança a quem utiliza os serviços dos cartórios extrajudiciais, além de facilitar as atividades de gestão e fiscalização.

Fonte: Anoreg/BR – TJAP | 17/01/2018.

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