Especialistas defendem regularização fundiária

A regularização de terras rurais e urbanas foi defendida nesta segunda-feira (16) por especialistas que participaram de audiência pública interativa sobre reforma agrária promovida pela Comissão Senado do Futuro (CSF).

O Conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB/DF), Og Pereira de Souza disse que a Lei 13.465, de 2017 “mudou completamente” o paradigma da regularização de terras urbanas e rurais. Antes, explicou, o governo, em determinadas condições, concedia ao legítimo ocupante o direito de regularizar a terra. A partir da edição da lei, o governo deixa de ser o titular da terra, desde que o terreno não tenha um legítimo ocupante.

– Infelizmente, não temos visto interesse das autoridades competentes em aplicar a lei. Não é bom o Estado ter terras improdutivas. Se a sociedade é titular de sua terra, então temos um país rico. De nada adianta ter Estado rico e cidadão pobre. A lei trouxe uma mudança de paradigma que talvez precise de muito tempo para ser absorvida pelas autoridades públicas – afirmou.

O representante da OAB/DF destacou ainda que a reforma agrária vai além da questão burocrática, estando ligada ao próprio desenvolvimento do país. Na China, afirmou, o pequeno produtor rural tem opção de migrar para a cidade e vender o direito de produção de sua pequena unidade rural, permitindo que outra pessoa mais interessada possa se instalar e produzir no local. No Brasil ocorre o contrário, visto que os pequenos produtores são assentados e não podem transferir a terra.

Advogada de movimentos sociais, Aline Marques criticou a concentração de terras no Brasil, sobretudo no Distrito Federal, onde a demanda habitacional urbana superaria 300 mil unidades. Ela acentuou que a cidade não vive sem o campo, e que 70% do alimento que chega à mesa do brasileiro vêm da agricultura familiar. Ela também apontou os prejuízos causados à saúde pelos agrotóxicos e cobrou a edição de norma jurídica que regulamente a perda da propriedade pela ocorrência de trabalho escravo. A advogada ressaltou ainda o que considera uma tentativa clara de criminalização dos movimentos sociais que ocupam áreas destinadas à reforma agrária, tanto no Distrito Federal como nos demais estados.

Desinteresse

Conselheiro de moradia da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab/DF), Luciano Moreira criticou as dificuldades impostas para a regularização fundiária na região. Ele defendeu a elaboração de um plano distrital da reforma agrária, além da criação de um órgão específico para tornar efetiva a distribuição dos terrenos, tendo em vista a falta de interesse dos órgãos que mantêm o domínio sobre a terra.

Representante da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal, Deraldo Cunha Barreto Filho ressaltou que a regularização fundiária na área rural teve diversos instrumentos e hoje tornou-se realidade. A regularização, destacou, engloba tanto os assentamentos quanto as glebas individualizadas, sendo regida pela Lei 5.803, de 2017.

Representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Wassil Carrero de Melo Júnior afirmou que a redução dos conflitos pela posse da terra e a prevenção do desmatamento estão entre os principais desafios da Amazônia. Ele destacou que o Certificado de Reconhecimento de Ocupação (CRO), emitido antes do título definitivo, já autoriza a busca de recursos financeiros pelos beneficiados com a posse da terra.

Representante do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Douglas de Jesus disse que a autarquia do governo federal detém hoje 10% do território nacional. Ele avaliou que a Lei 13.465, de 2017, traz segurança à autoridade e ao detentor do imóvel rural.

Presidente da Comissão Senado do Futuro, o senador Hélio José (Pros-DF) cobrou a aplicação imediata da Lei 13.465, de 2017. Ele ressaltou que a norma garante a regularização fundiária e oferece solução a todos os conflitos agrários, ao garantir escritura pública a todos aqueles que moram em terras passíveis de regularização, sejam do Incra, da União ou privadas.

Internautas que participaram do debate defenderam a distribuição de terras a indígenas e quilombolas, além do fortalecimento da agricultura familiar e da concessão de linhas de crédito para aquisição de terras, entre outros benefícios.

Fonte: Agência Senado | 16/07/2018.

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Workshop abordará aspectos práticos dos atos de RTDPJ

Curso acontece no dia 4/8, em Recife/PE. Presidente do IRTDPJBrasil, Paulo Rêgo, fará a abertura do evento.

O IRTDPJBrasil promove, no dia 4 de agosto, em Recife/PE, o “Workshop de Iniciação e Atualização em RTDPJ”. Realizado em parceria com o Complexo de Ensino Renato Saraiva (CERS-PE), o curso está aberto aos registradores de Títulos e Documentos e de Pessoas Jurídicas, oficiais substitutos e demais colaboradores dos cartórios, além de profissionais do Direito que trabalham com a área notarial e registral.

A abertura do evento contará com a participação do presidente do IRTDPJBrasil, Paulo Roberto de Carvalho Rêgo, titular do 1º Ofício de Registro de Títulos e Documentos e Civil de Pessoas Jurídicas de São Paulo/SP.  “O curso vem atender a uma demanda dos novos registradores de RTDPJ de Pernambuco, aprovados no último concurso. Também será uma excelente oportunidade de atualização para os demais colegas”, afirma.

A programação contempla as principais matérias de interesse da especialidade RTDPJ. A oficina será conduzida pelo titular do 2º Ofício de Registro de Títulos e Documentos e Registro Civil de Pessoas Jurídicas de Recife/PE, Onivaldo Moises Marini, especialista em Direito Constitucional e em Direito Notarial e Registral.

As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas. Associados em dia com o IRTDPJBrasil têm 20% de desconto na taxa de inscrição, bastando solicitar o código promocional pelo email: irtdpjbrasil@irtdpjbrasil.org.br.

PROGRAMA

Inscrições ~>  https://goo.gl/1r852G

Fonte: IRTDPJ Brasil | 17/07/2018.

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ENXERGAR O PROBLEMA É O PRIMEIRO PASSO EM BUSCA DA SOLUÇÃO – Amilton Alvares

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Negar o problema não resolve o problema! Esta é uma regra prática da vida. Diante de qualquer dificuldade, você tem de olhar para a encrenca em que está metido e reconhecer que precisa de discernimento para agir e fazer o enfrentamento. A partir daí, com humildade e responsabilidade, você pode agir, buscar ajuda e encontrar a solução para sair do problema.

No reino espiritual não é diferente. Sem olhar detidamente para o seu problema diante de Deus, dificilmente você encontrará a solução. Quem quer Salvação, tem de reconhecer que é pecador e está morto em seus próprios delitos (Colossenses 2:8-15). E se reconhecer que não pode salvar-se a si mesmo, estará pronto para fazer a correta leitura do problema e enxergar a boa dádiva de Deus na Salvação de Jesus de Nazaré. Ele não morreu na cruz por conta de um problema causado por Ele mesmo. Morreu para resolver o meu e o seu problema com Deus. Morreu para salvar pecadores!

Como o salário do pecado é a morte (Romanos 6.23), considere se você tem olhado com atenção e responsabilidade para o grande problema do homem diante de Deus.

* O autor é Procurador da República aposentado, Oficial do 2º Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurídica da Comarca de São José dos Campos/SP, colaborador do Portal do Registro de Imóveis (www.PORTALdoRI.com.br) e colunista do Boletim Eletrônico, diário e gratuito, do Portal do RI.

Como citar este devocional: ALVARES, Amilton. ENXERGAR O PROBLEMA É O PRIMEIRO PASSO EM BUSCA DA SOLUÇÃO. Boletim Eletrônico do Portal do RI nº. 133/2018, de 17/07/2018. Disponível em https://www.portaldori.com.br/2018/07/17/enxergar-o-problema-e-o-primeiro-passo-em-busca-da-solucao-amilton-alvares/

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