Mantida decisão que anulou venda de imóvel entre parentes.

Detectada fraude contra credor.

A 9ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou, em sua totalidade, a decisão da Vara Única de Cajuru, proferida pelo juiz Eduardo Francisco Marcondes, que anulou a venda de imóvel de um devedor para os sogros de seu filho, reconhecendo-se que ocorreu fraude contra credor.
A autora da ação recebeu um cheque de R$ 474 mil como pagamento, que foi devolvido pelo banco devido a insuficiência de fundos. Cerca de um mês depois, ela encaminhou o título de crédito para protesto e o devedor foi notificado. Após dois dias, para evitar a obrigação, o devedor simulou alienação de um imóvel para os sogros de seu filho, continuando em posse do imóvel, exercendo suas atividades pecuárias e se apresentando como dono.
No voto, o relator do recurso, desembargador Galdino Toledo Júnior, destacou que todo o patrimônio do devedor foi alienado, de modo a não deixar qualquer bem para garantir a dívida. Destacou, também, que a fraude também se caracteriza pelo fato de os bens terem sido adquiridos por pessoas muito próximas, que obviamente sabiam da condição financeira do réu, “e porque não houve qualquer prova de efetivo pagamento”. “Assim, diante da prova da insolvência dos devedores, que alienaram todos os bens para os sogros do filho, apenas alguns dias antes do protesto, de rigor manter a r. sentença por seus próprios fundamentos”, concluiu.
Também participaram do julgamento os desembargadores Wilson Lisboa Ribeiro e Edson Luiz de Queiroz. A decisão foi unânime.

Apelação nº 1000058-51.2017.8.26.0111

Fonte: Tribunal de Justiça de São Paulo.

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias.

Para acompanhar as notícias do Portal do RI, siga-nos no twitter, curta a nossa página no facebook e/ou assine nosso boletim eletrônico (newsletter), diário e gratuito.


Portaria do TJDFT dispõe sobre as correições nos serviços notariais e de registro do Distrito Federal.

PORTARIA GC 96 DE 12 DE JULHO DE 2023

Dispõe sobre as correições nos serviços notariais e de registro do Distrito Federal.

O CORREGEDOR DA JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS, no uso de suas atribuições legais e regimentais, e em vista do contido no Processo SEI 0000389/2023,

RESOLVE:

Art. 1º Realizar correição nos serviços notariais e de registro a seguir relacionados, no dia 31 de julho, no mês de agosto e no dia 1º de setembro de 2023, na modalidade híbrida:

I – 5º Ofício de Notas, Registro Civil, Títulos e Documentos, Protesto de Títulos e Pessoas Jurídicas do Guará, de 31 de julho a 04 de agosto;

II – 10º Ofício de Notas e Protesto de Títulos de Ceilândia, de 07 a 10 de agosto;

III – 6º Ofício de Notas, de 14 a 18 de agosto;

IV – 9º Ofício de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoas Jurídicas do Distrito Federal, de 21 a 25 de agosto;

V – 6º Ofício de Registro de Imóveis do Distrito Federal, de 28 de agosto a 1º de setembro.

Parágrafo único. A Corregedoria da Justiça poderá prorrogar o período de correição.

Art. 2º As Correições serão realizadas pelos servidores da Coordenadoria de Correição e Inspeção Extrajudicial – COCIEX, sob a presidência de Juiz Auxiliar da Corregedoria ou outro magistrado designado pelo Corregedor da Justiça.

§ 1º O Oficial Titular ou seus prepostos deverão prestar os esclarecimentos a respeito do andamento e regularidade dos serviços e rotinas de trabalho.

§ 2º Os documentos solicitados deverão ser enviados à inspeção pelos meios indicados pela Coordenadoria de Correição e Inspeção Extrajudicial – COCIEX.

§ 3º As instalações das serventias e outras questões que mereçam análise complementar serão verificadas presencialmente, a critério da Corregedoria.

Art. 3º Fixar prazo de quinze dias, contado do encerramento da correição, para o encaminhamento de relatório circunstanciado dos trabalhos à Corregedoria da Justiça.

Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Desembargador J. J. COSTA CARVALHO

Corregedor da Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

PORTARIA GC 96 DE 12 DE JULHO DE 2023

Dispõe sobre as correições nos serviços notariais e de registro do Distrito Federal.

O CORREGEDOR DA JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS, no uso de suas atribuições legais e regimentais, e em vista do contido no Processo SEI 0000389/2023,

RESOLVE:

Art. 1º Realizar correição nos serviços notariais e de registro a seguir relacionados, no dia 31 de julho, no mês de agosto e no dia 1º de setembro de 2023, na modalidade híbrida:

I – 5º Ofício de Notas, Registro Civil, Títulos e Documentos, Protesto de Títulos e Pessoas Jurídicas do Guará, de 31 de julho a 04 de agosto;

II – 10º Ofício de Notas e Protesto de Títulos de Ceilândia, de 07 a 10 de agosto;

III – 6º Ofício de Notas, de 14 a 18 de agosto;

IV – 9º Ofício de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoas Jurídicas do Distrito Federal, de 21 a 25 de agosto;

V – 6º Ofício de Registro de Imóveis do Distrito Federal, de 28 de agosto a 1º de setembro.

Parágrafo único. A Corregedoria da Justiça poderá prorrogar o período de correição.

Art. 2º As Correições serão realizadas pelos servidores da Coordenadoria de Correição e Inspeção Extrajudicial – COCIEX, sob a presidência de Juiz Auxiliar da Corregedoria ou outro magistrado designado pelo Corregedor da Justiça.

§ 1º O Oficial Titular ou seus prepostos deverão prestar os esclarecimentos a respeito do andamento e regularidade dos serviços e rotinas de trabalho.

§ 2º Os documentos solicitados deverão ser enviados à inspeção pelos meios indicados pela Coordenadoria de Correição e Inspeção Extrajudicial – COCIEX.

§ 3º As instalações das serventias e outras questões que mereçam análise complementar serão verificadas presencialmente, a critério da Corregedoria.

Art. 3º Fixar prazo de quinze dias, contado do encerramento da correição, para o encaminhamento de relatório circunstanciado dos trabalhos à Corregedoria da Justiça.

Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Desembargador J. J. COSTA CARVALHO

Corregedor da Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Fonte: Diário Oficial de Justiça do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias.

Para acompanhar as notícias do Portal do RI, siga-nos no twitter, curta a nossa página no facebook e/ou assine nosso boletim eletrônico (newsletter), diário e gratuito.


Nota de Orientação nº 77/2023 da Anoreg-MT.

A Associação dos Notários e Registradores do Estado de Mato Grosso (Anoreg-MT) editou nesta quinta-feira (13 de julho) a Nota de Orientação nº 77/2023, que trata sobre a natureza econômica ou não das Escrituras Públicas de Cessão de Direitos Possessórios e respectivo pagamento dos emolumentos.

O assunto surgiu após uma tabeliã consultar a Anoreg-MT relatando que o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) solicita das partes interessadas a lavratura de escritura de cessão de direitos possessórios para instruir processos administrativos. Ao fazê-lo, orienta os interessados a apresentarem minuta da escritura de cessão redigida pelo próprio órgão, constando nesta que a escritura seria sem valor declarado.

Conforme a tabeliã autora da consulta, esse procedimento tem causado conflitos e insurgência por parte dos interessados, uma vez que quando chegam ao cartório de notas e são informados sobre o valor dos emolumentos, não concordam, sob a justificativa de que receberam a informação dos servidores do Intermat que seria uma escritura sem valor declarado.

A solicitação foi encaminhada ao diretor de notas da Associação, o qual se manifestou no sentido de que se trata de ato com conteúdo econômico, sugerindo para a cobrança de emolumentos: “ … Pode ser utilizado como base de cálculo dos emolumentos o valor atribuído pelas partes, o valor do ITR, IPTU, tabela FIPE, valor atribuído pela SEFAZ, etc…, conforme a espécie do bem e utilizando-se dos parâmetros estabelecidos em nossa tabela de emolumentos”.

Por sua vez, a assessoria jurídica da Anoreg-MT ratificou a manifestação do diretor de notas, enquadrando-a em dispositivos normativos que permitem a cobrança de emolumentos.

Confira a íntegra da nota de orientação.

Fonte: Associação dos Notários e Registradores do Estado de Mato Grosso.

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias.

Para acompanhar as notícias do Portal do RI, siga-nos no twitter, curta a nossa página no facebook e/ou assine nosso boletim eletrônico (newsletter), diário e gratuito.