A gestão de processos como ferramenta para a racionalização do Registro Imobiliário


Realizado no sábado, 12, o seminário sobre gestão de processos como ferramenta para a racionalização do Registro Imobiliário abordou temas sobre a otimização e a gestão de procedimentos para facilitar o trabalho no cartório e consequentemente a vida do Registrador.

Adriana Jacoto Unger, engenheira mecatrônica e mestre pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, iniciou sua apresentação com a modelagem de processos, demonstrando pontos que podem influenciar na atividade diária do cartório.  A engenheira falou sobre como a tecnologia pode ser uma grande aliada no exercício das tarefas do Registro Imobiliário, a Gestão dos Processos – e seu suporte a essas atividades, a gestão do atendimento eletrônico, os desafios futuros, como a extinção do balcão de atendimento, e os aspectos internos e externos a serventia.

Unger falou também das etapas pelas quais passa o título de registro até chegar a sua entrega final. Deu exemplos de procedimentos exercidos em cada cartório e chamou a atenção para a aplicação desse sistema. “Nós temos que ter um sistema de gestão que suporte a atividade que precisa ser feita dentro do cartório”.

A engenheira inteirou que o Registro Eletrônico foi um grande avanço, e a documentação em papel continuará sendo uma realidade que permanecera por muito tempo. “Essa é a oportunidade para que os Registradores sejam protagonistas do processo. Registradores civis e notários saíram na frente. Agora é o momento dos Registradores imobiliários agirem”, advertiu.

Diante de tantos desafios do Registro Eletrônico, Unger apontou para a criação de um painel de indicadores para prever a demanda que está entrando, e dar qualidade ao serviço prestado dentro do prazo a ser cumprido. A tramitação digital e sua gestão na etapa de transição do físico para o digital decorre de uma série de etapas que precisam ser preparadas e devidamente implantadas.

A seguir, a mesa mediada pela Registradora de Imóveis, Adriana Marangoni, convidou para falar do tema a palestrante Mari Lucia Carraro, Registradora de Imóveis em Ribeirão Preto – São Paulo, que apresentou à plateia modelos de sucesso que foram implantados em sua serventia.

Maria Lucia mostrou que a participação e iniciativa do Registrador dentro do seu cartório é indispensável para a fluidez e a obtenção de resultados na gestão de processos. Para isso, é preciso conhecer de perto todas as etapas até seu processo final, o que inclui a estrutura utilizada e os pontos falhos que precisam ser corrigidos. “ É preciso haver sinergia entre a gerencia e seus funcionários”, informou.

Em relação à profissionalização da equipe, foi enfática ao dizer que “é preciso investir no desenvolvimento de recursos humanos, pois quanto maior a qualificação, menor será o desperdício de tempo e material”.

A racionalização e os seus benefícios foram lembrados pela Registradora, visto que as relações de trabalho e seus resultados precisam estar entrelaçados às boas práticas requeridas no ambiente de trabalho. “É preciso olhar fora da caixa, isso pressupõe ouvir experiências, conhecer boas práticas, envolver profissionais com a rotina de trabalho, ouvir o usuário externo e entender a sua real necessidade”.

Fonte: iRegistradores | 15/09/2015.

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias!

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O Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis – SREI – uma abordagem conceitual


Dando continuidade ao segundo dia, os convidados a discutirem o tema foram o juiz de Direito Substituto em Segundo Grau, em atividade na 2ª Câmara de Direito Público e ex juiz assessor de Tecnologia da Informação e Comunicação, Antônio Carlos Alves Braga Junior, e o diretor do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC), da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Volnys Borges Bernal.

O mediador da mesa, o Registrador de Pelotas – Rio Grande do Sul – Mario Pazutti Mezzari, junto com o Registrador Caleb Matheus Ribeiro de Miranda, de Eldorado – São Paulo, compuseram a mesa convidando os próximos conferencistas.

Antônio Carlos, o primeiro a se apresentar, disse que a implantação é muito grande e complexa, já que para integrar todas as etapas de um Sistema Eletrônico – como exemplo do Judiciário – exige rigor e desempenho tecnológicos no processo de migração.

Uma das perguntas apresentadas foi em relação aos cartórios que já têm as matrículas digitalizadas: Por que esse armazenamento eletrônico se diferencia do registro eletrônico?

De acordo com Antônio Carlos, é preciso se atentar aos mecanismos de checagem. “Como o Registrador se assegura de confirmar uma informação dentro do Cartório de Registro de Imóveis? É preciso ter mecanismos que façam essa checagem. Para escriturar é preciso encadear a informação, de tal modo, que eu tenha certeza que aquilo não recebeu supressão, alteração ou inserção”. 

Finalizou dizendo que o trabalho humano não vai terminar e que a atividade humana é imprescindível e insubstituível. “Em muitas áreas o computador vem exercendo o seu papel. Isso não quer dizer que eu não precise mais do ser humano. Do homem emerge a atividade intelectual. É preciso ler e interpretar os processos. Não existe inteligência artificial para extrair uma conclusão”, afirmou.

Flauzilino Araujo dos Santos, presidente da Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo – ARISP, complementou: “Nós temos insistido com os colegas para que, além do backup, tenham também servidores virtuais destacados em algum data center sincronizado com o servidor do cartório, justamente para que em momentos críticos, possam se servir não apenas do backup, mas também do servidor virtual. A infraestrutura da Central de Serviços Eletrônicos Compartilhados do Registro de Imóveis oferece aos cartórios esse tipo de tecnologia. É importante e imprescindível para todos os cartórios – de porte grande, médio ou pequeno – que tenham um servidor sincronizado para que haja solução de continuidade para a prestação de serviços públicos delegado em momentos críticos”.

Volnys Borges Bernal falou que a escrituração eletrônica é algo imprescindível na atividade Extrajudicial. “Se não conseguimos extrair informações de forma automatizada, não vamos garantir a eficácia do processo, que é interessante não apenas para quem for receber o serviço, mas, também, para o cartório. Sabemos dos desafios, como segurança, interoperabilidade e longevidade dos artefatos eletrônicos, mas precisamos estar preparados”.

Sobre a Escrituração Eletrônica, finalizou, comentando que, para a sua criação, é preciso a existência de um Comitê Organizador. “São detalhes técnicos e tecnológicos, não triviais, que precisam ser geridos de maneira continua, como a evolução”.

Fonte: iRegistradores | 15/09/2015.

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