CNB/CF: Assina acordo de cooperação com CNJ e Ministério da Justiça para acesso à Base CENSEC


Brasília/DF – Em sessão solene do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) presidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, na tarde desta terça-feira (12/03), em Brasília, o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF) assinou um acordo de Cooperação Técnica com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). O acordo prevê o acesso à base de dados entre as centrais notariais e registrais a fim de mitigar crimes financeiros e impulsionar o combate às fraudes e à lavagem de dinheiro.

O vice-presidente do CNB/CF, Eduardo Calais, representou a entidade e as serventias de notas durante a cerimônia de assinatura e enfatizou, ao lado do ministro Barroso, a importância da colaboração para a segurança e a transparência nos processos notariais e registrais em todo o Brasil. “O Notariado brasileiro se coloca à disposição para utilizar suas soluções tecnológicas à serviço do combate à lavagem de dinheiro e demais atividades criminosas”, disse, ao lembrar que os Cartórios de Notas do Brasil, “a partir de sua presença digital, poderá auxiliar e impulsionar mecanismos que trazem segurança jurídica e financeira ao país”.

MJSP e Coaf: “Esperança de um futuro mais seguro e integrado”

O presidente do STF e CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, abriu a sessão com destaque à digitalização crescente dos serviços cartorários e lembrou que a desjudicialização é impulsionada pelas soluções tecnológicas da atividade extrajudicial. “Esse trabalho é uma conjugação de esforços para desenvolver, implementar e aperfeiçoar mecanismos que incrementem o compartilhamento de dados e informações úteis para as investigações criminais e produção de inteligência por meio das plataformas”, disse.

Ao lado de Barroso, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, enalteceu o trabalho conjunto das entidades extrajudiciais e destacou a relevância do acordo. “Para nós, do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, este é um acordo absolutamente importante por se tratar de um instrumento fundamental para o combate ao crime organizado, que é um dos objetivos, uma das razões de existir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública”, disse.

Já o ministro Luiz Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça, destacou durante o evento a relevância dos acessos e possibilidades que surgem do avanço tecnológico das centrais notariais e de registro. “Hoje, essas entidades se unem em prol do combate a atividades criminais, utilizando suas soluções tecnológicas avançadas,” comentou, ressaltando a importância da inovação na luta contra o crime organizado e na promoção de uma maior segurança jurídica no país.

Por fim, Ricardo Liál, presidente do Coaf, destacou que “o convênio visa, em última instância, facilitar e dinamizar a comunicação de dados e informações úteis à atuação institucional do Ministério de Justiça e Segurança Pública e do COAF, a fim de incrementar e reforçar as investigações criminais e a produção de inteligência financeira, bem como a eficiência e a seriedade dos processos judiciais que envolvam atividades de polícia judiciária”, concluiu.

O que diz o acordo:

De acordo com o documento oficial, o objetivo principal do acordo é a criação de uma sinergia entre os partícipes, permitindo o desenvolvimento, implementação e aperfeiçoamento de soluções tecnológicas e normativas que facilitem o intercâmbio de informações úteis para a atuação institucional das entidades envolvidas. O acordo visa não apenas aprimorar o combate à lavagem de dinheiro e fraudes, mas também aumentar a eficiência e a eficácia dos processos judiciais relacionados.

O CNB/CF integra o acordo principalmente com os dados coletados pela Central Notarial de Serviços Eletrônicos Compartilhados e pelas informações do Cadastro Único de Clientes, módulo do e-Notariado que já dispõe de mais de 75 milhões de CPFs cadastrados.

Fonte: Colégio Notarial do Brasil.

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TJ/AC: Corregedoria-Geral da Justiça debate com Estado regularização de lotes do programa “Minha Casa, Minha Vida”.


Representantes do Estado e da Associação dos Notários e Registradores do Acre (Anoreg) compareceram à Corregedoria-Geral, nesta terça-feira, 12, para articular pareceria em ações de entrega de títulos para população acreana.

Nesta terça-feira, 12, a Corregedoria-Geral da Justiça do Acre (Coger) recebeu representantes do Estado para debaterem sobre a possibilidade de regularização de alguns lotes do programa “Minha Casa, Minha Vida”.

Estavam presentes na reunião: o corregedor-geral, desembargador Samoel Evangelista, o juiz-auxiliar do órgão, Alex Oivane, o gerente de Fiscalização Extrajudicial, Jovanny Fogaça, a presidente da Associação dos Notários e Registradores do Acre, Ana Paula Bittencourt, o secretário da Casa Civil, Jonathan Donadoni, o procurado do Estado, Cristovam Pontes, a diretora do Instituto de Terras do Acre (Iteracre), Gabriela Câmara, e o chefe de Departamento da Secretaria de Estado de Habitação e Urbanismo (Sehurb), Salomão Bohadana.

O grupo dialogou sobre a necessidade de regularização fundiária dos terrenos referente ao programa. Afinal, A Coger e a Presidência do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) em parceria com o governo do Acre realizou a entrega de mais de quatro mil títulos no interior e capital em 2023, através do programa “Solo Seguro”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O procurador do Estado destacou a importância da parceria com a Coger para promoção de ações de entrega de títulos. “O Estado vai desenvolver programas habitacionais e expôs para Corregedoria a importância desse projeto, a população que será beneficiada e pediu a colaboração para maior celeridade no andamento dos registros e promover a instrução do processo para que isso possa ser célere e o projeto possa ter um andamento a curto prazo e agilizar a entrega das moradias”, comentou o Cristovam.

Jonathan Donadoni falou sobre o trabalho do desembargador Samoel na área. “O pedido que nós fizemos ao desembargador é que nos auxiliasse na questão da regularização documental de alguns lotes na Cidade do Povo, que necessitam ser regularizado nessa fase final no programa Minha Casa, Minha Vida. E como o desembargador Samoel é um incentivador do tema da regularização fundiária nós pedimos o apoio da Coger com a Anoreg para que este tema fosse tratado com a maior agilidade possível”, disse Donadoni.

Já o servidor da Sehurb enfatizou a importância da cooperação entre os poderes e instituições. “Estamos aqui para criar uma cooperação em conjunto com a Corregedoria, com a Procuradoria do Estado, Casa Civil e Sehurb no intuito de acelerar as questões do Minha Casa, Minha Vida. A participação da Anoreg é importantíssima porque vai nos auxiliar nas questões de doação dos imóveis à Caixa Econômica Federal, que estarão sendo destinada as habitações da população”, explicou Salomão Bohadana.

Na ocasião, o corregedor-geral ainda ganhou uma placa de homenagem da Anoreg Brasil e da Confederação Nacional de Notários e registradores (CNR), pela dedicação e trabalho realizado no campo do Direito Notarial e Registral.

Fonte: TJ/AC.

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