Mesa estadual reconhece avanços na regularização de territórios quilombolas em Goiás

A expectativa pela publicação do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) da comunidade quilombola Santo Antônio da Laguna, prevista para início de 2015, marcou a 4ª reunião da Mesa Permanente de Regularização de Territórios, no dia 15 de dezembro. A Mesa avaliou a evolução dos processos no ano de 2014 e a sua atuação na questão quilombola. 

Para o grupo, houve avanços tanto no andamento dos processos quanto na participação e acesso às informações por parte das comunidades e entidades públicas envolvidas. Graças à implantação da Mesa, há cerca de um ano, essas instituições puderam identificar, junto ao Incra, os problemas, dificuldades e percalços da regularização fundiária quilombola. 

Um dos destaques da reunião foi o anúncio da publicação do RTID da comunidade Santo Antônio da Laguna, no município de Barro Alto, prevista para o ínício de 2015. 

Este será o segundo publicado pelo Incra em Goiás. Documento base de todo o processo de regularização, o RTID inclui, entre outros, relatórios antropológico e agro ambiental, levantamento fundiário e elaboração da planta e memorial descritivo da área pleiteada pelo grupo. 

Desapropriação 

Também no início de 2015, o Incra planeja devolver à comunidade Tomás Cardoso, a terra que historicamente lhe pertencia – a fazenda Bocaina do Passa Três / Canoas, nos município de Goianésia e Barro Alto. 

A autarquia deverá finalizar o processo de desapropriação do imóvel rural nos primeiros meses do ano. Em seguida é dada a posse coletiva aos integrantes da comunidade. Essa será a primeira regularização de um território quilombola no estado de Goiás. Atualmente, há 13 processos de regularização em andamento na Superintendência Regional do Incra em Goiás.  

Relatórios antropológicos 

Outra ação destacada pela Mesa foi o avanço na elaboração, através do Termo de Cooperação Técnica assinado entre o Incra e a Universidade Federal de Goiás (UFG), dos relatórios antropológicos das comunidades João Borges Vieira (município de Uruaçu), Nossa Senhora Aparecida (Cromínia), Cedro e Buracão (Mineiros) e Almeidas (Silvânia). A previsão é que o trabalho iniciado em 2013 seja concluído em agosto de 2015. 

Para o superintendente regional do Incra em Goiás, Jorge Tadeu Jatobá, os resultados demonstram empenho do Incra e de todas as entidades e comunidades em acelerar o processo de devolução dessas terras aos quilombolas. “Há um esforço da nossa parte em dar sequência a cada ação necessária, no tempo certo exigido e com a ajuda e supervisão dos demais envolvidos. Entendemos que a terra para essas comunidades não é uma questão de posse apenas, mas tem a ver com a sua própria existência”, esclareceu. 

A Mesa do último dia 15 reuniu representantes das diversas comunidades e dos municípios onde elas vivem, o Incra e a Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial (Semira) 

Regularização quilombola 

O Incra é o órgão responsável pela regularização territorial das comunidades de descendentes de quilombos reconhecidas pela Fundação Palmares.  

Após a publicação do RTID pelo Incra, a Presidência da República edita um decreto de desapropriação; o imóvel é desapropriado pela autarquia e repassado à posse comunitária dos descendentes de quilombos que perderam suas terras.

Fonte: INCRA | 17/12/2014.

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TJ: Convênio padroniza apresentação de títulos a protesto no RS

O Corregedor-Geral da Justiça, Desembargador Tasso Cauby Soares Delabary, firmou, na sexta-feira à tarde, Acordo de Cooperação Técnica entre o Poder Judiciário gaúcho e o Instituto de Estudos de Protestos do Rio Grande do Sul (IEPRO) para reconhecer a Central de Remessa de Arquivos (CRA) como instrumento de aperfeiçoamento na apresentação de títulos a protesto. O IEPRO é instituidor da Central.

Para regrar o prazo de adesão dos Tabelionatos de Protestos do Estado à Central de Remessa de Arquivos, que é obrigatório, bem como adequar procedimentos administrativos, foi expedido o Provimento n° 31/2014-CGJ.

No ato da assinatura do Acordo de Cooperação Técnica, o Corregedor destacou a “importância do instrumento colocado à disposição da sociedade gaúcha, que virá em favor da padronização e agilização dos procedimentos de apontamento e protesto de títulos, bem como permitirá a capilarização do serviço de protesto de títulos pelo Interior do Estado, beneficiando, assim, de modo geral, à comunidade gaúcha”.

Participaram da solenidade o Presidente do IEPRO-CRA, Romário Pazutti Mezzari; o Presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Weizenmann; os Juízes-Corregedores José Ricardo de Bem Sanhudo, Laura de Borba Maciel Fleck e Alexandre Tregnago Panichi, que tratam da matéria atinente ao serviço extrajudicial, além dos Coordenadores de Correição da matéria.

Fonte: TJ/RS | 19/12/2014.

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TJ/BA: Cartório digitaliza 61,1 mil matrículas de imóveis e acelera entrega de documentos

O mutirão para digitalizar documentos no Cartório do 2° Ofício de Registro de Imóveis, no bairro do Comércio, concluído mês passado, já promove benefícios para a população.

Foram digitalizados, desde 3 de setembro, data de início dos trabalhos, aproximadamente 62 mil matrículas e 611 livros. As atividades foram coordenadas pela Corregedoria Geral da Justiça.

As certidões solicitadas, inicialmente previstas para serem entregues até julho de 2015, estão prontas. O cartório está convocando as pessoas que fizeram os pedidos para, enfim, receberem os documentos.

O Cartório do 2° Ofício possui o maior acervo de registro de imóveis de Salvador, com 145 mil matrículas distribuídas em 1.450 livros. Abrange uma extensão territorial que se inicia no Subúrbio Ferroviário e vai até o bairro de Cajazeiras, passando pela Avenida Paralela. São 85 bairros que geram uma alta demanda para a unidade extrajudicial, com solicitações de averbações e certidões.

Os técnicos do cartório, porém, alertam que não foi possível localizar um pequeno número de certidões em virtude de os dados fornecidos pelos interessados não estarem completos. Essas pessoas deverão retornar ao cartório para atualizar os dados.

Fonte: TJ/BA | 18/12/2014.

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