Francisco Raymundo assume presidência da ARISP para o biênio 2015/2017


Em pleito realizado no dia 17 de novembro de 2015 na sede da entidade, Francisco Raymundo, Oficial do 9º Registro de Imóveis da capital de São Paulo, foi eleito presidente da Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (ARISP), para o biênio 2015/2017.

Escolhido por unanimidade pela chapa “ARISP PARA TODOS”, o presidente recém-empossado apresentou novas propostas, focadas na união e no desenvolvimento da classe.

Francisco destacou o trabalho que pretende desenvolver: “Na minha gestão , eu pretendo intensificar a integração entre o interior e a capital de São Paulo, assim como acentuar o trabalho em todos os setores, em particular a TV Registradores, promovendo cursos online em parceria com a Universidade do Registro de Imóveis – Uniregistral, ambos integrantes do sistema ARISP”.

O presidente afirma que não é uma proposta utópica, é real e possível de realizar. “Eu sou de fazer, porém não faço sozinho”, enfatizou.

O presidente declarou ainda que conta com a colaboração de todos: “Quero presidir com parceria, compartilhamento e muita transparência, comunicando tudo a todos”.

Na ocasião da posse do presidente, oficiais de Registro e autoridades do Poder Judiciário expressaram sua opinião. Flauzilino Araújo dos Santos, agora vice-presidente da ARISP, saúda o novo presidente e agradece os amigos e parceiros de classe:

“O maior legado foram as amizades e a oportunidade de diálogos, tanto com a classe de registradores de imóveis, como também com notários, advogados, magistrados, a construção civil, e o sistema financeiro de modo geral”.

O Registrador falou da realização prosperada pelos Registradores: “A ARISP, que era uma Associação de apenas 18 Registradores, trouxe todos os Registradores do estado de São Paulo para o seu seio, e isso significa muitas mãos trabalhando em prol do serviço público do Registro de Imóveis, na forma como está previsto na Constituição da República, oferecendo esse sistema de segurança jurídica para a sociedade brasileira e para o país”.

A chapa “ARISP PARA TODOS” é integrada por quatro registradores da capital e três registradores do interior de São Paulo, além do presidente Francisco Raymundo, conforme segue a composição: Flauzilino Araújo dos Santos (1º Oficial de Registro de Imóveis de São Paulo – SP e Vice-Presidente); Rosvaldo Cassaro (15º Oficial de Registro de Imóveis de São Paulo – SP e Diretor Financeiro);  Jersé Rodrigues da Silva (2º Oficial de Registro de Imóveis de São Paulo – SP e Secretário); George Takeda (3º Oficial de Registro de Imóveis de São Paulo – SP e Diretor da Coordenadoria Geral); Carlos André Ordonio Ribeiro (1º Oficial de Registro de Imóveis e Anexos de Sorocaba – SP e Membro do Conselho Fiscal); Adriana Aparecida Perondi Lopes Marangoni (1º Oficial de Registro de Imóveis e Anexos de São José dos Campos – SP e Membro do Conselho Fiscal); e Frederico Jorge Vaz de Figueiredo Assad (1º Oficial de Registro de Imóveis de Ribeirão Preto – SP e Membro do Conselho Fiscal).

Também prestigiaram a posse na sede da ARISP, membros do Tribunal de Justiça de São Paulo, como o desembargador Marcelo Berthe, desembargador Kioitsi Chicuta,  Juiz substituto do 2º grau de Direito Publico, Alves Braga, e a Juíza da Primeira Vara de Registros Públicos de São Paulo, Tânia Ahuali. Estiveram presentes também, o 1º Tabelião de Protestos de São Paulo e presidente do Instituto de Estudos de Protestos de Títulos do Brasil – Sessão São Paulo, José Carlos Alves, além de Benedito José Morais Dias (12º Oficial de Registro de Imóveis da capital), Armando Clápis (13º Oficial de Registro de Imóveis da capital), Rosvaldo Cassaro (15º oficial de Registro de Imóveis da capital), Vanda Maria de Oliveira Penna Antunes Cruz (16º Oficial de Registro de Imóveis da capital), Francisco Ventura de Toledo (17º Oficial de Registro de Imóveis da capital), Bernardo Oswaldo Francez (18º Oficial de Registro de Imóveis da capital), José de Mello Junqueira (Assessor Jurídico ARISP), Maria do Carmo de R. C Couto (Oficiala de Registro de Imóveis e Anexos da Comarca de Atibaia – SP), André Bocchini Trotta (4º Oficial de Registro de Imóveis da Comarca de Campinas – SP), Fabio Costa (Oficial de Registro de Imóveis da Comarca de Pilar do Sul-SP), Maria Rosa Sottano Constantino dos Santos (4º Oficiala de Registro de Imóveis da capital), Sérgio Jacomino (5º Oficial de Registro de Imóveis da capital), Élvio Pedro Folloni (6º Oficial de Registro de Imóveis da capital), Ademar Fioranelli (7º Oficial de Registro de Imóveis da capital), Joélcio Escobar (8º Oficial de Registro de Imóveis da capital) e Flaviano Galhardo (10º Oficial de Registro de Imóveis da capital), entre outros.

Fonte: iRegistradores | 18/11/2015.

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Informações da Corregedoria da Justiça Paranaense – (TJ-PR): Consulta formulada pela ANOREG/PR – Associação dos Notários e Registradores do Estado do Paraná – acerca da possibilidade de repasse aos usuários do serviço notarial o valor referente à distribuição das escrituras públicas


Curitiba, 12 de novembro de 2015.

Ofício-Circular nº 134/2015

Autos nº 2011.0097840-2/000

Assunto: Consulta formulada pela ANOREG/PR – Associação dos Notários e Registradores do Estado do Paraná – acerca dapossibilidade de repasse aos usuários do serviço notarial o valor referente à distribuição das escrituras públicas, nos termos da Tabela XVI – “Dos Distribuidores, item II, letras c) e d)”.

Senhores Juízes Corregedores do Foro Extrajudicial, Senhores Juízes Auxiliares e Assessoria Correicional da Corregedoria, Senhor Presidente da ANOREG e Senhores Agentes delegados responsáveis pelos Tabelionatos de Notas, Serviços Distritais e distribuidores do Estado do Paraná

I. Trata-se de consulta formulada pela ANOREG/PR – Associação dos Notários e Registradores do Estado do Paraná – acerca dapossibilidade de repasse aos usuários do serviço notarial o valor referente à distribuição das escrituras públicas, nos termos da Tabela XVI – “Dos Distribuidores, item II, letras c) e d)”.

Foi certificada a existência de dois expedientes versando sobre a cobrança de custas pelo Oficial Distribuidor, contudo, nenhum deles tendo como objeto a mesma dúvida ora apresentada (fls. 09-11).

Na sequência o feito foi encaminhado ao Centro de Apoio ao Fundo da Justiça, o qual ofereceu manifestação no sentido de que o texto atual está tachado (abc), insinuando não ser mais possível a sua cobrança, bem como sugerindo a adoção de medidas para verificar se a consulta já foi respondida em outro expediente (fl. 15).

A Assessoria de Planejamento da Presidência elaborou parecer informando que analisando as legislações e demais documentos que tratam do assunto, foi possível constatar que até o ano de 2007 a Tabela de Custas previa a possibilidade de cobrança, por parte do Distribuidor, dos atos provenientes dos Tabelionatos e que necessitavam ser distribuídos/registrados, sem qualquer risco em seu texto (abc).

Entretanto, com a alteração da tabela operada pela Lei Estadual n.º 16.741/10, referido emolumento apareceu tachado (Tabelionatos), sem que houvesse qualquer menção acerca da sua suposta extinção nas justificativas do anteprojeto da referida Lei, o que se manteve nas atualizações subsequentes da tabela. Por fim, sugeriu-se a regularização desta situação em futuro projeto de Lei (fls. 42-v).

Atualmente, o texto encontra-se previsto da seguinte forma https://www.tjpr.jus.br/documents/11900/495331/TABELA+DE+CUSTAS/baec4048-b162-47dfb578-29c74ad4b6bb: DOS DISTRIBUIDORES

Em consulta ao site desta Colenda Cortehttps://www.tjpr.jus.br/custas-judiciais-etaxa-judiciaria, constatou-se possível inconsistência entre o valor calculado para o pagamento de “Distribuição e/ou Registro – Foro Extrajudicial – Tabelionatos: Mais de 1 ofício” (R$ 5,84), e o valor constante na tabela vigente (R$ 5,49).

É o breve relatório.

II. Inicialmente urge destacar que inobstante a consulta ser pontual quanto à possibilidade dos Tabeliães repassarem aos seus usuários o valor pago ao Cartório Distribuidor por força dos atos previstos no item 3.9.1.2 da Seção 9, Capítulo 3 do Código de Normas do Foro Judicial3.9.1.2 – As escrituras lavradas nos serviços de notas, exceto procurações e substabelecimentos, serão registradas mediante relação apresentada ao ofício distribuidor da sede da comarca. , art. 862, inciso I e art. 867, ambos do Código de Normas do Foro ExtrajudicialArt. 862. Estão sujeitos a registro no Distribuidor do foro extrajudicial: I – as escrituras e os testamentos lavrados nos Tabelionatos de Notas e Serviços Distritais, exceto procurações e substabelecimentos, que serão comunicados mediante relação, apresentada 10 (dez) dias após a lavratura dos atos; Art. 867. As escrituras públicas e testamentos lavrados nos Serviços de Notas, exceto procurações e substabelecimentos, serão registradas, a cada 10 (dez) dias, mediante relação apresentada pelos tabeliães ao Distribuidor da comarca. , outros dois pontos de relevância preliminar também devem ser enfrentados, quais sejam: a) o tachado sobre o item c) da tabela de custas do Distribuidor, e; b) divergência entre os valores constante na referida tabela e o decorrente da guia emitida pelo site deste Tribunal.

a) Conforme o parecer elaborado pela Assessoria de Planejamento da Presidência, tudo indica que o referido tachado (abc) decorre de equívoco quando da elaboração do anteprojeto de alteração da tabela de custas que resultou na Lei Estadual n.º 16.741/10 (fl. 42 e verso).

Três motivos se mostram relevantes para tal conclusão: i) não há justificativa, no anteprojeto da Lei Estadual n.º 16.741/10, para a extinção das custas devidas ao Distribuidor para distribuição/registro dos atos provenientes dos Tabelionatos; ii) não se mostra lógico extinguir a cobrança nas Comarcas onde há mais de um Tabelionato (item II, letra “c” da Tabela XVI – tachado) e manter a cobrança para os mesmos atos nas Comarcas onde existe apenas um Tabelionato (item II, letra “d” da Tabela XVI – não tachado), e; iii) o registro junto ao Distribuidor das escrituras lavradas nos serviços de notas, exceto procurações e substabelecimentos, continua sendo obrigatório, independentemente de existir uma ou mais serventias na Comarca (item 3.9.1.2 do Código de Normas do Foro Judicial, art. 862, inciso I e art. 867, ambos do Código de Normas do Foro Extrajudicial).

Desta sorte tem-se como aparente erro material quando da elaboração do anteprojeto que resultou na Lei Estadual n.º 16.741/10, o qual foi reproduzido nas atualizações subsequentes até a presente data, momento de vigência da Lei Estadual n.º 18.414/2014.

b) O segundo ponto preliminar se refere a possível inconsistência entre o valor em reais previsto no mesmo item II, letra “c” da Tabela XVI de R$ 5,49 (cinco reais e quarenta e nove centavos), o qual, repise-se, encontra-se tachado de forma aparentemente equivocada, e o valor gerado na guia emitida pelo site deste Tribunal, de R$ 5,84 (cinco reais e oitenta e quatro centavos).

Tal situação também decorre de possível erro material, uma vez que o módulo unitário do Valor de Referência de Custas (VRC), previsto no art. 1º da Lei 18.414/14, é igual a R$ 0,167 (cento e sessenta e sete milésimos de real).

Aplicando referido módulo ao valor em VRC previsto na tabela (35,00 x 0,167), chegase ao valor de R$ 5,84 (cinco reais e oitenta e quatro centavos), o mesmo calculado através do site oficial desta Corte.

Portanto, denota-se de forma inexorável o possível equívoco do valor expresso em reais no item II, letra “c”, da Tabela XVI da Lei n.º 18.414/2014, vez que em descompasso com seu Valor de Referência (VRC), previsto no mesmo ato normativo.

Assim sendo, duas questões preliminares à consulta central foram constatadas no presente expediente, ambas de aparente erro material envolvendo o item II, letra “c” da Tabela XVI da Lei n.º 18.414/2014, quais sejam: i) texto tachado equivocadamente, e;ii) valor em reais não correspondente ao Valor de Referência de Custas (VRC).

Ambas as questões são passíveis, s.m.j., de correção por meio de anteprojeto de Lei elaborado e encaminhado pela d. Presidência desta Egrégia Corte, para posterior aprovação junto ao Poder Legislativo.

III. Superada as preliminares antes mencionadas e, considerando válidas as premissas apontadas, passa-se então a análise do objeto central da presente consulta, qual seja: a possibilidade de repassar aos usuários dos Tabelionatos dos valores pagos por estes ao Distribuidor por força do previsto no item II, letras “c” e “d”, da Tabela XVI da Lei n.º 18.414/2014.

Nos termos do art. 740 do Código de Normas do Foro Extrajudicial, é obrigatória a comunicação, pelo tabelionato de notas ao ofício Distribuidor, da realização das escrituras públicas de inventário, divórcio e partilha de bens, para fins de anotação, in verbis:

“SEÇÃO 11

ESCRITURAS PÚBLICAS DE INVENTÁRIO, DIVÓRCIO E PARTILHA DE BENS

(…)

Art. 740. Todas as escrituras serão obrigatoriamente comunicadas ao Ofício do Distribuidor, para anotação.”

De igual modo o art. 862, inciso I e art. 867, ambos do Código de Normas do Foro Extrajudicial, estabelecem que estão sujeitos a registro junto ao Distribuidor do foro extrajudicial as escrituras públicas e testamentos lavrados nos Tabelionatos de Notas e Serviços Distritais, exceto procurações e substabelecimentos, senão vejamos, respectivamente:

“Art. 862. Estão sujeitos a registro no Distribuidor do foro extrajudicial:

I – as escrituras e os testamentos lavrados nos Tabelionatos de Notas e Serviços Distritais, exceto procurações e substabelecimentos, que serão comunicados mediante relação, apresentada 10 (dez) dias após a lavratura dos atos;

(…)

Art. 867. As escrituras públicas e testamentos lavrados nos Serviços de Notas, exceto procurações e substabelecimentos, serão registradas, a cada 10 (dez) dias, mediante relação apresentada pelos tabeliães ao Distribuidor da comarca.”

O mesmo se infere do item 3.9.1.2 do Código de Normas do Foro Judicial, in verbis: 3.9.1.2 – As escrituras lavradas nos serviços de notas, exceto procurações e substabelecimentos, serão registradas mediante relação apresentada ao ofíciodistribuidor da sede da comarca.

Em seu turno, o item II, letras “c” e “d” da Tabela de Custas XVI, anexa à Lei Estadual nº 18.141/14, prevê a cobrança das custas relativas aos atos obrigatórios de distribuição/registro das escrituras e testamentos, exceto procurações e substabelecimentos, confeccionadas pelos Tabelionatos de Notas.

E esta cobrança, de fato, pode ser feita de forma antecipada, como, aliás, dispõe o artigo 9º § 1º, da Lei Estadual nº 6149/70:

Art. 9º. As custas, nos feitos judiciais, serão pagas ao respectivo escrivão, que certificará nos autos e fornecerá recibo, mencionando, sempre o seu valor correspondente em V.R.C.

§ 1º. As custas das Tabelas nº.s VII e XVI, dos Contadores, item I, do Anexo desta Lei, e as do Distribuidor, serão pagas no ato da distribuição, e, quando se tratar de arrolamento ou inventário, acrescidas do valor mínimo constante do item III da Tabela dos Contadores, o qual será completado ao final, se for o caso.

Antes de ser regulamentada pelo Código de Normas do Foro Extrajudicial, igual situação foi enfrentada por esta Corregedoria em relação ao registro junto ao Distribuidor dos títulos e documentos levados a protesto pelo respectivo Tabelionato, conforme se verifica nos autos n.º 2011.0238073-3/000 e sintetizada nos seguintes termos:

“Diante do exposto, reconsidero a decisão proferida às fls. 27/32, autorizando a cobrança antecipada das custas relativas às averbações realizadas pelos Oficiais Distribuidores nas distribuições/registros de títulos levados a protesto.”

Não se justifica, outrossim, que os serviços notariais suportem a mencionada despesa, mormente por serem apenas intermediários entre a vontade da parte em lavrar o ato notarial e a obrigatoriedade legal de levarem a registro referido ato junto ao Ofício Distribuidor.

Ex positis, entendo possível a cobrança antecipada, e o consequente repasse aos usuários, das custas relativas às averbações realizadas pelos Oficiais Distribuidores nas distribuições/registros das escrituras e testamentos, exceto procurações e substabelecimentos confeccionadas pelos Tabelionatos de Notas, nos termos da legislação em vigor.

Atenciosamente,

Des. ROBSON MARQUES CURY – Corregedor da Justiça.

Fonte: INR Publicações – TJ/PR | 18/11/2015.

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