ODS 16 reforça atuação dos cartórios como agentes da paz, justiça e incentivadores de instituições eficaze


Serventias podem contribuir para a criação de políticas públicas de combate à violência e de respeito à dignidade humana, por meio dos atos praticados e da compilação dos dados em centrais eletrônicas

O Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 16 (ODS), da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU) tem como foco a paz, justiça e instituições eficazes. Em especial, busca a promoção de sociedades pacíficas, inclusivas, justas, com desenvolvimento sustentável por meio da cultura de empresas, órgãos e entidades socialmente responsáveis.

Além dessas diretrizes, o Objetivo inclui uma atuação ampla e integrada em áreas sensíveis da sociedade, como o combate a preconceitos de credo, raça, gênero ou condição sexual, violência infantojuvenil, feminicídio, tráfico de pessoas, tortura, exploração sexual, corrupção, terrorismo e todas as práticas criminosas que ferem os direitos humanos.

No Brasil, os desafios adaptados à realidade do País são focados na prospecção desses valores de forma que gradativamente estejam arraigados à cultura e aos hábitos cotidianos dos brasileiros, contribuindo assim, para a construção e a perpetuação de uma sociedade pacífica, justa e humana.

Cartórios como instrumentos de paz

A atuação dos cartórios brasileiros se integra ao ODS 16 por meio de toda sua capilaridade no País, incluindo a estrutura física das serventias, ferramentas de trabalho, tecnologias, informação, e cada colaborador das unidades, como agentes multiplicadores da cultura de paz. As serventias podem auxiliar entidades responsáveis no mapeamento de ações e na criação de políticas públicas de combate à violência e respeito à pessoa humana por meio do compartilhamento de informações dos registros dos atos praticados.

Uma das ações, já em vigor, é a Campanha Cartório Protege Idosos, que tem como base a Recomendação nº 46/2020 do Conselho Nacional de Justiça, de 22 de junho de 2020, que estabelece medidas preventivas para que se evitem atos de violência patrimonial ou financeira contra pessoa idosa, especialmente vulnerável no período de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), no âmbito das serventias extrajudiciais e da execução dos serviços notariais. Diante de casos suspeitos e indícios dessas práticas perante notários e registradores, é indicado comunicar imediatamente a Polícia Civil, Conselho Municipal do Idoso, Defensoria Pública ou Ministério Público.

O ODS 16 também estabelece como meta o fortalecimento das práticas de combate à sonegação fiscal, corrupção e suborno em todas as formas. As unidades cartorárias, por sua vez, já vêm contribuindo por meio do repasse de casos suspeitos ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Ação teve início em fevereiro do ano passado, quando os cartórios foram incluídos no sistema de prevenção à corrupção e à lavagem de dinheiro, de acordo com o Provimento n° 88 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Além disso, no que tange a dignidade da pessoa humana, os cartórios garantem o direito à identidade civil – fundamental para o exercício da cidadania -, em especial para os povos ciganos, quilombolas, indígenas, ribeirinhos, trabalhadores rurais, comunidades de matriz africana, pessoas em situação de rua, população em privação de liberdade e a população LGBTQIA+. O documento é crucial para acessar serviços nas áreas da educação, saúde e assistência social, pois é a partir da certidão de nascimento que é possível obter os demais documentos básicos.

Agenda 2030

O projeto Cartórios 2030, da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), tem o intuito de promover conscientização e incentivar a criação de ações práticas implementadas nos cartórios extrajudiciais brasileiros junto a Agenda Global até 2030.

Para auxiliar nessa empreitada, foi criado um site oficial com explicações sobre a Agenda 2030 e cada um dos 17 ODS por meio de textos, vídeos e fotos, com foco nas atividades e mudanças que podem ser realizadas pelo setor extrajudicial.

Acesse, realize e compartilhe.

Fonte: Anoreg/SP

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COLÉGIO DE CORREGEDORES DOS TRIBUNAIS DE JUSTIÇA TEM NOVA COMPOSIÇÃO


Colégio dos Corregedores-Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil (CCOGE) inicia suas atividades em 2021 com nova composição da Comissão Executiva, que é o órgão diretivo da entidade. Também passaram a integrar o colegiado 15 novos membros, que tomaram posse recentemente em suas corregedorias. A entidade congrega corregedores das justiças estaduais e tem a missão de promover ações de melhoria na prestação dos serviços judiciais e extrajudiciais no âmbito do 1º grau.

A Comissão Executiva assumiu com a seguinte composição: desembargador Paulo Velten (presidente), do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA); desembargador Ricardo Anafe (1º vice-presidente), do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP); desembargadora Carmelita Indiano (2ª vice-presidente), do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT); desembargadora Nélia Caminha (1ª secretária), do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM); desembargador Agostinho Gomes (2º secretário), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG); e desembargadora Vanderlei Teresinha Kubiak (1ª tesoureira), do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS).

Em janeiro e no início desse mês de fevereiro, novos membros passaram a compor o Colegiado, em razão de suas posses no cargo de Corregedor-Geral da Justiça de seus respectivos estados. O presidente deu boas-vindas aos novos integrantes e parabenizou todos pelas eleições em seus tribunais. “Quero congratular-me com todos os colegas que receberam a importante missão de liderar as corregedorias em seus estados, desejando pleno êxito em suas atividades.”

Passaram a compor o órgão colegiado os desembargadores Élcio Mendes Junior (AC), Fábio José Bittencourt (AL), Paulo Airton Albuquerque Filho (CE), Nicomédes Domingos Borges (GO), José Zuquim Nogueira (MT), Luiz Tadeu Barbosa Silva (MS), Rosileide Maria da Costa Cunha (PA), Frederico Martinho Coutinho (PB), Luiz Cezar Nicolau (PR), Fernando Lopes (PI), Ricardo Rodrigues Cardozo (RJ), Dilermando Mota (RN), Tânia Vasconcelos (RR), Diógenes Barreto (SE) e Etelvina Maria Sampaio Felipe (TO). No dia 26 de fevereiro, deverá passar integrar o colégio o desembargador Agostino Silvério Júnior, em razão de sua posse no cargo de Corregedor-Geral da Justiça do Amapá.

Paulo Velten destacou que o Colégio de Corregedores é uma entidade baseada na cooperação, na troca de experiências e na participação de todos, constituindo um espaço fundamental para o debate democrático e o encaminhamento das questões que atingem a Justiça de 1º grau. O corregedor maranhense lembrou ainda que os desafios continuam e conclamou todos os membros para o enfrentamento do difícil cenário que ainda persiste e pode ser agravado com a segunda onda da Covid-19. “É momento de somarmos esforços e atuarmos, como nunca, mediante cooperação e solidariedade, na busca de solução para os nossos problemas comuns.”

Com sede administrativa em São Luís (Maranhão), o Colégio de Corregedores já iniciou os preparativos para realização do primeiro encontro oficial dos membros da entidade em 2021, que será realizado no dia 25 de março, tendo como tema central a “Cooperação Judicial e Administrativa entre os órgãos do Poder Judiciário”. O Encoge, como é conhecido, tem três edições anuais e é realizado com a finalidade de reunir os corregedores de todos os estados para debates de pautas comuns, encaminhamento de soluções e propostas para aprimoramento da Justiça de 1º grau.

Fonte: Conselho Nacional de Justiça

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