TJ/MG: Corregedoria apresenta cronograma do selo eletrônico para 2015

O Comitê de Planejamento da Ação Correicional da Corregedoria-Geral de Justiça aprovou em reunião na manhã de hoje, 15 de dezembro, cronograma de 2015 para expansão do Selo de Fiscalização eletrônico para os serviços notariais e de registros – os cartórios. Com o calendário estabelecido, 85% da receita originária da Taxa de Fiscalização Judiciária passará a ser recolhida através do sistema eletrônico. O selo eletrônico de fiscalização está entre os macrodesafios do TJMG estabelecidos em agosto deste ano. 

De acordo com cronograma, que foi apresentado pelo titular da Gerência de Fiscalização dos Serviços Notariais e de Registro (Genot), Iácones Batista Vargas,

e aprovado pelo comitê, a expansão vai atingir, em 2015, quase mil serventias no Estado, aproximadamente um terço dos cartórios. O escalonamento da implantação foi elaborado a partir da entrância da comarca. 

Até o fim de 2015, todos os cartórios das comarcas de entrância especial e segunda entrância, exceto as serventias de Registro Civil com atribuições notariais, estarão com o sistema implantado. Também em 2015, nas comarcas de primeira entrância, todos as serventias de registro de imóveis deverão implantar o selo de fiscalização eletrônico. Em 2016 a implantação ocorrerá nos demais cartórios das comarcas de 1ª entrância e nas serventias de registro civil com atribuições de notas. 

O Aviso 074/2014 da Corregedoria-Geral de Justiça e seu anexo, publicados no Diário do Judiciário eletrônico (DJe), detalha todos os processos e datas. O objetivo é dar publicidade ao cronograma, para que as serventias observem as adequações necessárias à implantação do sistema. 

O corregedor-geral de Justiça, desembargador Antônio Sérvulo dos Santos, destacou a importância do projeto para o Estado e para a população. Ele falou também sobre a melhoria da efetividade da fiscalização que o selo de fiscalização eletrônico possibilita. 

O juiz auxiliar da Corregedoria Roberto Oliveira Araújo Silva falou sobre os desafios que o cronograma apresenta. Para o juiz, o calendário demonstra a coragem de todos os envolvidos. Ele e os juízes auxiliares da Corregedoria Wagner Sana Duarte Morais e Simone Saraiva de Abreu Abras, são os responsáveis pelo projeto. 

Preparação 

Ao longo de 2015 todos os cartórios – mesmo os contidos apenas no cronograma de 2016 – serão convocados para participar de reuniões preparatórias para a implantação. Os encontros serão regionalizados, de acordo com os núcleos regionais da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), e vão servir para explicar aos titulares das serventias o processo de preparação e implantação da nova ferramenta. 

A primeira etapa começa em fevereiro, com as serventias das comarcas de Belo Horizonte, Conselheiro Lafaiete e Divinópolis, resultando na implantação em maio. O último grupo, composto pelos cartórios das comarcas de Montes Claros, Janaúba e Diamantina, reúne-se em setembro de 2015, com implantação em dezembro. 

Selo de Fiscalização eletrônico 

O Selo de Fiscalização eletrônico começou a ser implantado em Minas Gerais em maio de 2012. Atualmente, 47 serventias em várias comarcas já utilizam o sistema. 

O selo é composto por um conjunto de números e letras que é impresso no documento emitido pelo cartório. Um sistema eletrônico transfere para o computador da serventia um lote eletrônico de selos e faz o seu gerenciamento. 

O selo de fiscalização eletrônico torna todo o processo mais seguro, garante a transparência e a regularidade do documento, a qual pode ser conferida a qualquer momento, a partir da consulta pública da validade do selo no Portal TJMG.

Fonte: TJ/MG | 15/12/2014.

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias!

Para acompanhar as notícias do Portal do RI, siga-nos no twitter, curta a nossa página no facebook, assine nosso boletim eletrônico (newsletter), diário e gratuito, ou cadastre-se em nosso site.


Escritura pública é meio adequado para retificação de partilha

Pedido de retificação foi negado por Oficial de Registro de Imóveis pela ausência de previsão legal.

O juiz de Direito Cristiano Cesar Ceolin, da 1ª vara de Mairiporã/SP, julgou procedente pedido formulado em processo de dúvida para autorizar a retificação, por escritura pública, de Formal de Partilha em processo de inventário judicial. O pedido de retificação foi negado pelo Oficial de Registro de Imóveis da comarca pela ausência de previsão legal.

Segundo o magistrado, por analogia à possibilidade da sobrepartilha por escritura pública, é razoável, a partir da vigência da lei 11.441/07, admitir a possibilidade de retificação da partilha do mesmo modo que se faz a própria partilha, ou seja, “por escritura pública que, em caso de retificação, será de aditamento retificativo à partilha realizada.”

O juiz Cristiano Cesar Ceolin ainda ressaltou que é possível, e de ocorrência comum, uma situação de erro, omissão, ou imperfeição em partilha homologada em processo de inventário ou arrolamento.

“Uma escritura pública, a partir da vigência da lei 11.441/07, quando todas as partes interessadas forem maiores e capazes e entre elas existir consenso, se apresenta como um meio adequado para a necessária retificação da partilha efetivada com erro ou imperfeição.”

A notícia refere-se ao processo: 0005467-28.2014.8.26.0338.

Clique aqui e leia a íntegra da decisão. 

Fonte: Migalhas | 15/12/2014.

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias!

Para acompanhar as notícias do Portal do RI, siga-nos no twitter, curta a nossa página no facebook, assine nosso boletim eletrônico (newsletter), diário e gratuito, ou cadastre-se em nosso site.


TJ/SP: GRUPO DEDICADO À RESOLUÇÃO PACÍFICA DE CONFLITOS FUNDIÁRIOS REALIZA PRIMEIRA REUNIÃO

 O TJSP realizou ontem (16) a primeira reunião do Grupo de Apoio às Ordens Judiciais de Reintegração de Posse (Gaorp), iniciativa pioneira, criada para resolver conflitos por meio de alternativas como a conciliação ou amenizar o desgaste causado às partes em decorrência de uma reintegração de posse. Três processos estiveram em pauta – um da Comarca de Osasco, um do Foro Regional de Santana e outro do Foro Regional do Ipiranga.

O primeiro conflito dialogado envolvia uma área de 200 mil m², com cerca de 3 mil barracos e um número estimado de 10 mil a 12 mil pessoas. O segundo conflito envolvia terreno com 6.983 m² e 186 famílias, e o último abrangia uma área de 2 mil m² e 39 famílias.

O Gaorp, presidido pelo juiz assessor da Presidência do TJSP Kleber Leyser de Aquino, é coordenado pelo Gabinete de Planejamento e Gerenciamento de Riscos e Crises do TJSP e composto por representantes dos governos Federal, Estadual e Municipal. O grupo reúne-se com os magistrados responsáveis pelos processos, com as partes envolvidas e os interessados na causa.

Também participaram do encontro os integrantes do Gaorp juízes Carlos Henrique André Lisboa (juiz assessor da Vice-Presidência, representando esse órgão) e Regis de Castilho Barbosa Filho (juiz assessor da Corregedoria Geral da Justiça, representando esse órgão). A próxima reunião do Gaorp ocorrerá em janeiro de 2015.

Fonte: TJ/SP | 16/12/2014.

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias!

Para acompanhar as notícias do Portal do RI, siga-nos no twitter, curta a nossa página no facebook, assine nosso boletim eletrônico (newsletter), diário e gratuito, ou cadastre-se em nosso site.