TJ/MS: Reunião com a Corregedoria-Geral de Justiça discute adoções indígenas em MS

Na tarde desta quarta-feira (7), a Corregedoria-Geral de Justiça realizou, junto com a Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ), uma reunião com representantes dos povos indígenas e instituições públicas para debater sobre os casos de adoção de crianças indígenas por pessoas não-indígenas. O encontro ocorreu no Salão Pantanal do TJ com a participação do corregedor-geral de justiça adjunto, Des. Vilson Bertelli, dos juízes auxiliares da Corregedoria, Fernando Paes de Campos e Fábio Possik Salamene, e do juiz da 2ª Vara da comarca de Sidrolândia, Fernando Moreira Freitas da Silva, representando a CIJ, além de quatro indígenas do Conselho Aty Guasu, maior representação política indígena no Brasil.

A reunião foi uma solicitação da Defensoria Pública do Estado para pôr em pauta casos de destituição do poder familiar de indígenas, principalmente das etnias Guarani e Kaiowás do Conesul do Estado, fazendo com que seja discutido o direito das crianças ao convívio familiar ante o direito desta criança de estar inserida em sua cultura tradicional.

Segundo o Des. Bertelli, a intenção foi ouvir os anseios dos indígenas e das instituições de proteção, fazendo com que se chegue a um entendimento do que seria melhor para as crianças e adolescentes indígenas.

No relato dos representantes da Funai, da Defensoria e dos indígenas, crianças foram destinadas para adoção e estão em casas de acolhimento em Dourados. Eles alegam que a motivação seria porque os pais são pobres e criam as crianças em condições sem higiene e sem recursos. Eles também disseram que o problema do alcoolismo não pode ser considerado como decisivo para se retirar o poder familiar.

De outra forma, a promotoria alega que representantes da Funai não participam dos processos e foram feitas tentativas de reinserção de crianças em famílias indígenas, com resultados negativos.

Segundo o juiz Fernando Moreira, não há necessidade de regulamentação local do tema adoção indígena, já que o Estatuto da Criança e do Adolescente contempla toda a matéria. Verifica-se a urgente necessidade de construir políticas públicas em favor dos índios Kaiowá, sobretudo nas áreas de saúde, educação e assistência social. É preciso que se tenha em mente que, independente da etnia, o Poder Judiciário possui o compromisso com os direitos fundamentais da criança e do adolescente.

Ao final, ficou decidido que a Defensoria Pública e o Ministério Público encaminhariam pedido para a CIJ para montar uma estratégia de ação sobre o tema, repassando para os Poderes Constituídos promoverem Políticas Públicas que melhorem as condições de vida dos indígenas, principalmente na região de Dourados, onde se concentra a maior comunidade indígena em um único espaço, nas aldeias Bororó e Jaguapiru.

Fonte: Anoreg/BR | 09/03/2018.

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TJ/AL: Moradia Legal III tem adesão de 64 municípios alagoanos

Craíbas, Jundiá, Girau do Ponciano, Dois Riachos, São Miguel dos Milagres e Murici aderiram ao programa nessa quarta-feira (7)

O Moradia Legal III, programa de regularização fundiária do Poder Judiciário de Alagoas, já conta com a adesão de 64 municípios, de todas as regiões do estado. Nessa quarta-feira (7), os municípios de Craíbas, Jundiá, Girau do Ponciano, Dois Riachos, São Miguel dos Milagres e Murici assinaram o termo de adesão do programa.

A população dos municípios de Campo Alegre, Junqueiro, Maragogi, Teotônio Vilela já foi contemplada com os documentos, no ano passado, com um total de 1895 títulos emitidos. Estão agendadas entregas em São José da Laje (23 de março), São Miguel do Campos (20 de abril) e São Luís do Quitunde (27 de abril).

O juiz Carlos Cavalcanti, auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) e coordenador do programa, disse que a expectativa é que sejam entregues cerca de 10 mil títulos de propriedade até o mês de julho deste ano.

“Estamos trabalhando com vários municípios e as atividades já estão em inteiro andamento para o agendamento das entregas dos títulos. É bom observar também que, em virtude da restrição da legislação eleitoral, porque esse ano é ano de eleição, a entrega gratuita desses títulos só deverá ocorrer até junho, no mais tardar até o mês de julho”, explicou o juiz.

O programa viabiliza as escrituras de suas casas a pessoas com menor poder aquisitivo, que têm a posse do imóvel há mais de cinco anos. A iniciativa é amparada pela lei federal nº 11.977, que permite que os trâmites para a entrega dos registros de imóveis sejam feitos administrativamente e sem custos para os beneficiários.

Fonte: Anoreg/BR – TJ/AL | 09/03/2018.

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CNJ: Noronha – “É hora de a Corregedoria conhecer a justiça brasileira”.

O corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, abriu oficialmente na quarta-feira (7-3) os trabalhos de inspeção no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).  Durante sessão do Órgão Especial do tribunal paulista, Noronha afirmou que a Corregedoria Nacional tem que assumir um papel de planificação da justiça dos estados.

“Carecemos de um planejamento nacional da justiça. Só vamos conseguir fazê-lo adequadamente quando tivermos dados suficientes para isso. E esses dados são colhidos in loco. Por isso eu e minha equipe estamos aqui, com a intenção de conhecer a fundo cada peculiaridade, problema e virtude”, disse.

Para o ministro, é a primeira vez que a Corregedoria inspeciona todos os Tribunais de Justiça do País, o que deve ocorrer até o fim de sua gestão, em agosto deste ano. “Estamos radiografando a justiça porque queremos estabelecer um padrão mínimo de gestão, longe da ideia de terrorismo. Nosso papel é trabalharmos juntos para juntos construirmos soluções. É hora de a Corregedoria conhecer a justiça brasileira. Essa é a missão do corregedor”, finalizou.

Segundo o corregedor-geral da Justiça de São Paulo, desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco, “o corregedor nacional de Justiça traz ao Judiciário Bandeirante uma visão proficiente, com vistas ao aperfeiçoamento dos sistemas da Justiça. É a partir da troca de experiências que podemos almejar aprimoramento dos nossos trabalhos”.

 O presidente do TJSP, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças, agradeceu as palavras de apoio e incentivo de Noronha , que fazem com que se busque uma prestação jurisdicional cada vez mais aperfeiçoada. “Este é o sonho de todos nós, magistrados”, enfatizou o presidente.

Cartório do futuro

Noronha aproveitou também para conhecer o funcionamento da 2ª Unidade de Processamento Judicial (UPJ), conhecida como Cartório do futuro, no Fórum João Mendes Júnior. O projeto é uma inovação do TJSP para adequar as unidades judiciais à realidade de trabalho resultante da implantação do processo digital.

A UPJ unifica três ou mais ofícios judiciais de mesma competência para processamento e cumprimento das determinações judiciais. Inspeção de rotina Até 16 de março, uma equipe da Corregedoria inspecionará as áreas judicial (1º e 2º graus), extrajudicial e administrativa. Ao todo, são 38 magistrados e servidores de diferentes tribunais.

 Já passaram pelo procedimento os estados de Sergipe, Espírito Santo, Maranhão, Amapá, Pará, Rio Grande do Norte, Amazonas, Goiás, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Distrito Federal, Roraima e Paraíba, por correição, Ceará, Piauí e Mato Grosso do Sul.

Fonte: CNJ | 08/03/2018.

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