CCJ volta a debater proposta que aumenta taxas dos cartórios no DF

A intenção de aumentar a arrecadação dos cartórios e criar um fundo para financiar e modernizar a Justiça do Distrito Federal tem causado controvérsias na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Apesar de ter o aval da relatora, senadora Rose de Freitas (Pode-ES), o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 99/2017 recebeu na semana passada uma redação alternativa do senador José Pimentel (PT-CE), suavizando a proposta.

O projeto volta ao debate na reunião da comissão agendada para esta quarta-feira (7), a partir das 10h.

O texto original, apresentado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), cria duas taxas — uma de 10% e outra de 7% — sobre os serviços notariais cobrados dos usuários brasilienses.

A taxa de 10% destina-se ao Fundo de Reaparelhamento e Desenvolvimento da Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (Funreju), para ações de modernização da Justiça viabilizadas pelo Projus (Programa de Modernização e Aperfeiçoamento da Justiça do Distrito Federal).

Já a alíquota de 7% vai para a criação da Conta de Compensação do Registro Civil das Pessoas Naturais (CCRCPN), uma espécie de fundo em que os cartórios de maior demanda passariam a subsidiar aqueles de menor movimento, uma compensação pelos serviços gratuitos ofertados pelos cartórios, como certidões de nascimento e óbito.

Para custear as inovações, o projeto eleva as taxas já cobradas pelos cartórios hoje. Um registro de casamento passaria a custar R$ 281,08, quando hoje, segundo tabela da Associação dos Notários e Registradores do Distrito Federal (Anoreg-DF), sai por R$ 164,75. Uma escritura pública passaria de R$ 1.248,30, em seu valor máximo, para R$ 2.208,42. A autenticação de cópia, atualmente em R$ 3,90, passaria a custar R$ 6,69, observou Pimentel. Essas taxas também seriam corrigidas anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e, sobre elas, incidiria Imposto sobre Serviços (ISS), diz a proposta original.

Oneração “excessiva”

Embora reconheça a necessidade de atualização dos valores cobrados pelos cartórios em Brasília pela “defasagem técnica, tecnológica e jurídica”, José Pimentel considerou “excessiva” a oneração sugerida pelo projeto para os usuários desses serviços, quase sempre superior ao praticado em outros estados, e com lucros altos.

“Tal taxa mostra-se imprópria, indevida e desnecessária, posto que as taxas e custas já previstas para o custeio das ações judiciais devem ser suficientes para essa finalidade, não cabendo o custeio indireto por parte dos cidadãos que utilizam serviços notariais”, argumentou, sobre a taxa de reaparelhamento da Justiça.

Mesmo com as críticas, o voto em separado do senador propõe um modelo alternativo: em vez da cobrança de 10% sobre todos os serviços notariais como autenticações, certidões, procurações e escrituras, ele sugere que os recursos venham do recolhimento de 2% sobre os serviços e registros públicos com valor econômico declarado, praticados pelos cartórios de protestos de títulos e registros de imóveis. No entanto, o recolhimento incidiria sobre a arrecadação dos próprios cartórios e tabelionatos, sem repasse aos usuários.

Pimentel também mantém a criação da conta de compensação, nomeando-a Fundo para Compensação do Registro Civil das Pessoas Naturais (FCRCPN), mas propõe um percentual inferior ao original, de 5% em vez de 7%. Mais uma vez, sem repasse dos custos aos cidadãos, frisa. O senador sugere ainda um prazo de validade para que os fundos, a serem administrados pelo Banco do Brasil, vigorem: cinco anos.

Preços

Com a supressão dos percentuais relativos às novas taxas, a suavização da aplicação automática da correção pelo IPCA (cujo índice passa a ser o teto, não o valor integral, determinado por ato anual do TJDFT) e a retirada da autorização de cobrança de Imposto Sobre Serviços (ISS) previsto na proposta original, a tabela dos valores dos serviços cartoriais também foi reduzida, no texto alternativo de Pimentel. Assim, a habilitação para casamento passaria a custar R$ 210, em vez de R$ 281,08, e uma autenticação sairia por R$ 5,50, em vez de R$ 6,69.

O parlamentar lembra ainda que, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os cartórios do DF tiveram, no segundo semestre de 2017, o 13º maior faturamento do país. Nesse período, apenas três cartórios da região tiveram faturamento inferior à média nacional, “o que demonstra ser a atividade notarial altamente rentável no Distrito Federal”.

O senador Hélio José (Pros-DF), na semana passada, defendeu o projeto e afirmou não entender a posição de Pimentel. Ele disse que o TJDFT e os demais tribunais do Brasil passam por problemas de custeio, conforme foi mostrado numa audiência pública na comissão. O senador afirmou ainda que existe uma tentativa de prejudicar o TJDFT.

A reunião da CCJ ocorre na sala 3 da Ala senador Alexandre Costa.

Fonte: Agência Senado | 05/11/2018.

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Subcomissão da CDH promove audiência sobre Reforma Trabalhista

A Subcomissão Temporária do Estatuto do Trabalho, criada no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), vai promover uma audiência pública nesta terça-feira (6), às 9h para debater o primeiro ano de vigência da Reforma Trabalhista (Lei 13.467, de 2017) e uma nova legislação que substitua a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – DL 5.452/1943)

Para o debate, estão convidados o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Guilherme Guimarães Feliciano, e o chefe da Coordenadoria Nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho (Conafret) do Ministério Público do Trabalho, Paulo Joarês Vieira.

O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Carlos Fernando da Silva Filho, e a pesquisadora Marilane Oliveira Teixeira, do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit/Unicamp), também constam na lista de debatedores. O Ministério do Trabalho e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), além de outras entidades, também devem enviar representantes para a audiência.

O debate é uma sugestão do senador Paulo Paim (PT-RS). Para ele, além do aumento do desemprego e do trabalho informal, a Reforma Trabalhista trouxe prejuízos aos trabalhadores, “pois suprimiu e reduziu direitos conquistados ao longo de décadas de luta da classe trabalhadora”.

A audiência será realizada na sala 6 da Ala Senador Nilo Coelho e terá caráter interativo, com a possibilidade de participação popular. Dúvidas, críticas e sugestões poderão ser enviadas pelo portal e-Cidadania ou pelo Alô Senado (0800 612211).

Fonte: Agência Senado | 05/11/2018.

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TJ/PR: Corregedoria implanta Plantão Presencial do Registro Civil em Curitiba

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), a Prefeitura Municipal de Curitiba e o Instituto de Registro Civil de Pessoas Naturais do Paraná (IRPEN) estabeleceram um convênio, no dia 24 de outubro, com o objetivo de implementar o Plantão Presencial do Registro Civil em Curitiba, a partir do dia 10 de novembro.

O serviço traz facilidade e segurança aos cidadãos e cumpre um relevante papel social, pois funcionará durante 24 horas aos sábados, domingos e feriados no Serviço Funerário Municipal, localizado na Praça Padre Souto Maior (anexo ao Cemitério Municipal). Nesse local poderá ser solicitada a imediata expedição das certidões de óbito de pessoas falecidas no Município de Curitiba ou de pessoas falecidas nele residentes. Também haverá a expedição de certidões de nascimento para fins de assento de óbito ou em situação de emergência.

Plantão presencial

O plantão abrange as 19 Serventias de Registro Civil de Pessoas Naturais de Curitiba, por meio de um rodízio a ser definido em uma escala anual pelo Juízo da Corregedoria do Foro Extrajudicial. As informações sobre a escala de plantão estarão disponíveis no Portal do Foro Extrajudicial (extrajudicial.tjpr.jus.br), no próprio local de plantão e também nas sedes das respectivas Serventias.

A implantação dessa nova sistemática irá revogar o procedimento atualmente em vigor, impedindo que a “Autorização para Registro de Óbito” (uma declaração firmada pelo Serviço Funerário Municipal) seja utilizada para o sepultamento.

Dias úteis

Nos dias úteis, de segunda a sexta-feira, o plantão fora do horário de expediente será realizado pelo sistema de sobreaviso. O registro do óbito ou do nascimento para fins de óbito deverá ser agendado por telefone com o Registrador Civil de cada localidade.

Escala de novembro

Por conta da necessidade de implantação imediata do novo regime, a primeira escala de plantão foi definida, excepcionalmente, pela Corregedoria da Justiça:

Escala 1 – Finais de Semana

SERVIÇO RESPONSÁVEL DATA
1º Serviço de registro civil das pessoas naturais e 13º Tabelionato de notas Ricardo Augusto Leão 10 e 11 de novembro de 2018
2º Serviço de registro civil das pessoas naturais e 14º Tabelionato de notas Lairton Rocha Resende 17 e 18 de novembro de 2018
3º Serviço de registro civil das pessoas naturais e 15º Tabelionato de notas Octavio Augusto de Albuquerque Rauen 24 e 25 de novembro de 2018

Escala 2 – Feriados

SERVIÇO RESPONSÁVEL DATA
1º Serviço de registro civil das pessoas naturais e 13º Tabelionato de notas Ricardo Augusto Leão 15 de novembro de 2018

Acesse o Termo de Convênio.

Acesse o Provimento n. 284/2018, que regulamentou o ato.

Confira mais fotos da assinatura do Termo de Convênio no Flickr do TJPR.

Com informações da Corregedoria da Justiça.

Fonte: TJ/PR | 05/11/2018.

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