Órgãos de Justiça assumem compromisso para erradicação do sub-registro

Instituições assinaram protocolo em reunião realizada no TJMA

Representantes de diversos órgãos do Sistema de Justiça assinaram, na manhã desta sexta-feira (11/12), o Protocolo de Intenções para Mobilização e Combate ao Sub-Registro no Estado do Maranhão. A finalidade é assegurar a ação conjunta e permanente de órgãos e entidades ligados à promoção do registro civil de nascimento. O evento marcou o encerramento das atividades da Semana de Combate ao Sub-Registro e contou com o pronunciamento da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.

Participaram da assinatura, representantes do Tribunal de Justiça do Maranhão, da Corregedoria Geral da Justiça, do Ministério Público, Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Secretaria de Estado da Saúde, Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Maranhão. O protocolo marca o início de ações integradas e poderá ter adesão de outras instituições.

O corregedor-geral da Justiça, desembargador Paulo Velten, agradeceu o empenho do todos os órgãos presentes e daqueles envolvidos nas ações da Semana. Ele destacou que a Corregedoria vai atuar para garantir que, conforme previsão legal, as maternidades com mais de 300 partos anuais tenham uma Unidade Interligada de Registro Civil. Na oportunidade, lembrou das crianças já registradas nas unidades instaladas dentro da programação da Semana.

Mais uma vez o desembargador voltou a destacar a atuação conjunta de todos os órgãos ligados ao tema para erradicar o que ele classificou como uma chaga que envergonha o Estado do Maranhão.

“A luta é de cada um de nós. Homens e mulheres com compromisso republicano não têm o direito de parar para descansar neste momento. Esse tem que ser um trabalho permanente”, conclamou.

A ministra Damares Alves participou do evento por videoconferência e falou da satisfação em constatar a reunião de diversos atores públicos em prol de um tema fundamental para a cidadania e dignidade. Ela relatou que tem realizado ações em diversos estados e que ainda é comum, na área do registro civil, encontrar até idosos sem a documentação, o que, segundo ela, configura uma situação de afronta aos direitos humanos.

“Lembro que encontramos uma fila de idosos que o objetivo era levar o BPC [Benefício a Prestação Continuada] à população. E me lembro que entrou na sala da Certidão de Nascimento um senhor, ainda com o papel do batistério, com mais de 70 anos de idade e mãos calejadas, para fazer a primeira Certidão, RG e CPF. Ao final do dia ele estava com seu benefício concedido. E ele disse em poucas palavras ‘eu nasci hoje’”

“Um evento como este vem na direção das respostas que a gente esta querendo dar. Como eu queria que todos os tribunais de Justiça do Brasil estivessem sendo sacudidos por este tema, da forma como os senhores estão falando. Que todos os gestores e o Judiciário do Brasil estivessem acompanhando a forma preocupada como os senhores estão lidando com o tema”, frisou.

Entusiasmada com os debates, os trabalhos da Semana e a forma como a rede de cooperação está trabalhando o tema, Damares Alves afirmou que este foi um dos eventos mais importantes que participou no ano e propôs uma atuação conjunta com o Ministério para realização de uma projeto inédito no país. “Pela forma como os senhores estão lidando com o tema, gostaria de propor uma parceria para realizar um trabalho extraordinário para transformar o Maranhão no primeiro estado com déficit zero”, disse.

O desembargador Paulo Velten completou informando que o Judiciário e, certamente, todos os órgãos da rede de cooperação, recebem com muita alegria o convite. Ele destacou que a parceria virá em boa hora, em razão dos esforços que todas as instituições estão empenhadas para garantir a emissão da Certidão de Nascimento para todas as crianças e os demais documentos básicos àqueles que ainda não os possuem.

Afirmando que o Ministério Público tem o papel de atuar em favor dos mais necessitados, o procurador geral de Justiça do Maranhão, Eduardo Nicolau, disse que o sub-registro é um problema que já deveria ter sido banido do país. Ao aderir ao protocolo, ratificou que todos são iguais perante a lei e que é questão de dignidade de toda pessoa possuir um registro com o seu nome.

Para o secretário de Estado de Direitos Humanos, Francisco Gonçalves, o Maranhão avançou na redução do índice de sub-registro, de acordo com dados divulgados pelo IBGE na última quarta-feira, 9, mas lembrou que o percentual de 4,7% aponta que é preciso avançar mais. Ele ressaltou que com o trabalho conjunto ora desenvolvido, trará resultados ainda mais animadores para o Maranhão e lembrou que a pandemia deixou ainda mais latente a necessidade do acesso à documentação como um direito que garante a própria sobrevivência do indivíduo.

Também presente na solenidade, o secretário de Saúde do Estado, Carlos Lula, falou que a política de instalação das Unidades Interligadas não constitui apenas um ato formal, mas uma política efetiva para permitir que as crianças já saiam da maternidade com o documento. Segundo ele, essa iniciativa demonstra a importância de cada uma delas para o Estado e reafirmou o compromisso de disponibilizar quantas forem as unidades necessárias no Maranhão.

O presidente da ARPEN, Devanir Garcia, disse que a Semana proporcionou subir mais alguns degraus na oferta do serviço de emissão da Certidão de Nascimento. Ele anunciou que a entidade emitiu uma Recomendação nesta sexta-feira (11/12) para que os cartórios instalem unidades interligadas mesmo naquelas unidades com menos de 300 nascimentos por ano ou para promovam ações junto aos órgãos municipais para fomentar ações de emissão do documento.

Estiveram presentes na solenidade de encerramento da Semana de Mobilização o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Lourival Serejo; o desembargador João Santana; o presidente da Associação dos Magistrados, juiz Ângelo Alencar; o sub-defensor público, Gabriel Santana; o presidente da OAB, Thiago Diaz; a juíza corregedora Sara Gama; a juíza coordenadora do Núcleo de Registro Civil da CGJ-MA, Jaqueline Caracas; o juiz eleito para presidir a AMMA no biênio 2021-2022, Holídice Barros.

Unidade Interligada

A programação desta sexta-feira contou, ainda, com a instalação da Unidade Interligada de Registro Civil do Hospital Geral de Barreirinhas. Agora, crianças nascidas em toda a região dos  Lençóis Maranhenses já podem contar com a emissão da Certidão de Nascimento antes da alta hospitalar. Com esta, foram três unidades instaladas durante a Semana de Combate ao Sub-Registro, totalizando 27 Unidades no Maranhão, com 21 delas instaladas desde o mês de abril.

Estiveram presentes na instalação o juiz da Comarca de Barreirinhas, Fernando Jorge Pereira; o promotor de Justiça de Barreirinhas, Francisco de Assis; o delegatário da Serventia Extrajudicial de Barreirinhas, Renato Madeira Reis; e o diretor do Hospital Geral do Município, Adler Gomes Leitão.

Semana de combate na agenda anual

Com o objetivo de tornar consolidar o evento no calendário do Judiciário maranhense, o desembargador Paulo Velten assinou o Provimento 62/2020, que estabelece a realização da Semana de Mobilização e Combate ao Sub-Registro, a ser realizada na quarta semana do mês de outubro de cada ano. Velten disse que a sua gestão vai dedicar todos os esforços para promover de forma permanente a pauta na agenda do dia no Estado do Maranhão.

Dentre os objetivos da Semana estão os de mobilizar as instituições e a sociedade para a relevância do tema; buscar apoio para ações de combate ao sub-registro; instalar unidades interligadas nos estabelecimentos hospitalares com pelo menos 300 partos por ano; realizar, em parceria com outras instituições, mutirões de atendimento de registro tardio; e atuar no desenvolvimento de ações de combate ao sub-registro e acesso à documentação básica.

A programação ainda contou com o lançamento do Edital para premiação das melhores boas práticas dos delegatários na matéria do combate ao sub-registro, que tem a finalidade de premiar e disseminar todas as boas práticas como mecanismo de fomento e reconhecimento de experiências das serventias de registro civil que contribuam com a promoção e a garantia de direitos fundamentais.

Fonte: Anoreg/BR

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias

Para acompanhar as notícias do Portal do RI, siga-nos no twitter, curta a nossa página no facebook e/ou assine nosso boletim eletrônico (newsletter), diário e gratuito.


Recesso Forense começa em 20 de dezembro e vai até o dia 6 de janeiro

Recesso Forense começa em 20 de dezembro e vai até o dia 6 de janeiro
O expediente e os prazos processuais serão suspensos em todo o Poder Judiciário do Paraná. Os contatos para atendimento durante o período serão divulgados no site do TJPR
Seg, 14 Dez 2020 00:12:25 -0300

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) estará em recesso entre os dias 20 de dezembro de 2020 e 6 de janeiro de 2021. Durante esse período, os atos processuais de natureza urgente e necessários à preservação de direitos serão atendidos por meio de plantão em 1º e 2º Graus de Jurisdição.

Resolução nº 278/2020 estabelece que, no período do recesso:

  • estarão suspensos o expediente forense e os prazos processuais, salvo as hipóteses previstas em lei;
  • não serão realizadas audiências e sessões de julgamento;
  • não haverá publicação de acórdãos, de sentenças e de decisões no Diário da Justiça;
  • a intimação de partes ou de advogados também ficará suspensa.

Entre os dias 7 e 20 de janeiro serão suspensos os prazos processuais, a realização de audiências e de sessões de julgamento apenas dos processos cíveis (os demais procedimentos administrativos e os processos das competências criminal e da infância e juventude terão tramitação normal no período).

Tipos de Plantão

Plantão do Recesso Forense

O plantão do período de suspensão do expediente forense será realizado nos dias 21, 22, 23, 28 29 e 30 de dezembro de 2020 e 4, 5 e 6 de janeiro de 2021, das 12h às 19h (com atendimento ao público até às 18h). Nesses dias, servidores de 1º e 2º Graus de Jurisdição e da Secretaria do TJPR atenderão em regime de plantão.

Plantão Judiciário

O Plantão Judiciário, regulamentado pela Resolução nº 186/2017, recebe processos que demandam apreciação urgente. Ele funciona todos os dias em que não houver expediente forense e, nos dias úteis, fora do horário de plantão do período de suspensão, em regime de:

  • permanência, com atendimento ao público das 9h às 13h, nos dias em que não houver expediente forense, e das 18h às 21h, nos dias úteis;
  • sobreaviso, nos demais horários.

Acesse a página do Plantão Judiciário.

Ofícios Distribuidores

Resolução nº 278/2020, em seu artigo 15, estabelece que suas disposições não se aplicam ao Foro Extrajudicial.

Os Ofícios Distribuidores deverão providenciar atendimento ao público no horário normal de expediente durante todo o período, assegurando atendimento dos serviços considerados imprescindíveis e impossibilitados de execução a distância, desde que devidamente agendado pelos canais de atendimento remoto.

Operação Litoral

No processos específicos da “Operação Litoral 2020/2021”, os prazos processuais, a realização de audiências, publicação de sentenças e intimação de partes e de advogados não permanecerão suspensos. A Operação será realizada entre os dias 28 de dezembro e 6 de janeiro em Comarcas do litoral do Estado.

Acesse a Resolução nº 278/2020.

Fonte: Tribunal de Justiça do Paraná

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias

Para acompanhar as notícias do Portal do RI, siga-nos no twitter, curta a nossa página no facebook e/ou assine nosso boletim eletrônico (newsletter), diário e gratuito.


Mudanças em regras facilitam acesso de migrantes e refugiados a documentação civil


Imagem meramente ilustrativa
Créditos: Banco de Imagens TJRS

O acesso de migrantes e refugiados à documentação perante os cartórios notariais e de registro do Estado foi simplificado. Regramento da Corregedoria-Geral da Justiça (Provimento nº 49/2020-CGJ) altera dispositivos da Consolidação Normativa Notarial e Registral (CNNR) e adota os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). O documento é assinado pela Corregedora-Geral da Justiça, Desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak.

A medida visa a facilitar o acesso de pessoas nascidas fora do Brasil e que foram impactadas durante a pandemia, sofrendo com a crise econômica e com problemas de acesso à documentação junto às serventias extrajudiciais. Com as alterações, elas poderão ser identificadas por Carteira de Registro Nacional Migratório nas modalidades temporária, definitiva ou para nacionais de países fronteiriços, bem como Documento Provisório de Registro Nacional Migratório.

O Protocolo de Solicitação de Pedido de Refúgio com fotografia passa a ser aceito também. A medida ainda prevê condições facilitadas de registros de casamento e de nascimento de brasileiros, filhos de pais oriundos de outros países.


Corregedora-Geral da Justiça lançou o provimento, contando com a presença de integrantes de serventias extrajudiciais, de entidades ligadas a área de Direitos Humanos e de migração
Créditos: Janine Souza

Cerimônia

Na tarde desta segunda-feira (7/12), a CGJ promoveu um ato de lançamento do provimento, contando com a presença de integrantes de serventias extrajudiciais, de entidades ligadas a área de Direitos Humanos e de migração.

A magistrada contou que a iniciativa surgiu a partir de uma audiência pública que ela participou, na Assembleia Legislativa, em agosto deste ano, onde foram relatadas as dificuldades que migrantes e refugiados têm em relação aos atos da vida civil. “Me comprometi a identificar para contribuir para que esta situação se regularizasse”, ressaltou a Desembargadora Vanderlei. “Agradeço por poder ajudar, juntamente com a nossa equipe. Desejo boa sorte a todos que chegam ao nosso país, que se sintam acolhidos e que possamos recebe-los de braços abertos”.

O Juiz-Corregedor Maurício Ramires coordenou a elaboração do provimento e conduziu a cerimônia desta tarde. “Tenho muito orgulho de ter coordenado um esforço coletivo, que é de mérito de todos os envolvidos. Trata-se de uma preocupação humanitária que procuramos ter aqui na CGJ”.


Juiz-Corregedor Maurício Ramires coordenou a elaboração do provimento e conduziu a cerimônia
Créditos: Janine Souza

O Advogado do Centro de Atendimento ao Migrante (CAM), Adriano Pistorelo, destacou que a iniciativa foi recebida com muita felicidade e que a mesma irá facilitar o acesso a direitos básicos, como o registro de nascimento. Agradeceu pelos debates e no que resultaram.

Ao falar em nome da classe, o Presidente do Sindicato dos Registradores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul (SINDIREGIS), Calixto Wenzel, afirmou ter ficado impressionado com a rapidez com que se chegou ao documento. “Estamos aí para cumprir o provimento e ajudar a sanar situações que ainda poderão vir”.

João Pedro Lamana Paiva, que preside a Associação dos Notários e Registradores do Rio Grande do Sul (Anoreg/RS), parabenizou a CGJ: “O Judiciário tirou restrições para incluir aqueles que utilizam os serviços judiciais e extrajudiciais. Para o registro civil, é muito importante”.

O migrante Padre James Son Mercure, representante da Missão Pompéia – Centro Ítalo Brasileiro de Assistência e Instrução às Migrações (CIBAI Migrações), também elogiou a iniciativa. “Embora ainda precise melhorar em alguns pontos, o Brasil é um país que tem uma política migratória boa, está “nota dez””.

Participaram do evento virtual, realizado na plataforma Zoom, os Coordenadores de Correição da CGJ José Augusto Trombini, Letícia Costa, Sander Cassepp Fonseca, Sheila Bernardes Paulo e Willian Couto Machado. William Laureano, representante da UNHCR – São Paulo; Mariele Diotti, representante da Secretaria Estadual dos Direitos Humanos e do COMIRAT (Comitê Estadual de Atenção a Migrantes, Refugiados, Apátridas e Vítimas do Tráfico de Pessoas no Rio Grande do Sul); Sidnei Birmann, representante da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Rio Grande do Sul (Arpen/RS); Edison Kirstein e Vera Feijó, representantes do SINDIREGIS, e José Flávio Bueno Fischer, representante do Colégio Notarial do Rio Grande do Sul.

Regras

O migrante e/ou visitante em situação regular no país (com visto válido, autorização de residência ou protocolo de pedido de refúgio, asilo ou reconhecimento da condição de apátrida, nos termos da legislação vigente) poderá fazer prova de idade, estado civil e filiação por quaisquer dos seguintes documentos:

I – Cédula especial de identidade de estrangeiro, emitida pela Polícia Federal do Brasil;
II – Passaporte;
III – Atestado consular;
IV – Certidão de nascimento ou casamento com averbação de divórcio, legalizada ou apostilada, traduzida por tradutor público juramentado e registrada em Registro de Títulos e Documentos;
V – Carteira de Registro Migratório, na modalidade temporária ou definitiva, ou para nacionais de países fronteiriços;
VI – Documento Provisório de Registro Nacional Migratório;
VII – Protocolo da Solicitação de Refúgio com fotografia.

Serão aceitos também quaisquer documentos oficiais que comprovem a idade, o estado civil e a filiação, de acordo com a legislação do país de origem, legalizada ou apostilada, traduzida por tradutor público juramentado e registrada em Registro de Títulos e Documentos.

Confira a seguir a íntegra do Provimento:

https://www.tjrs.jus.br/static/2020/12/Provimento-49-migrantes-e-refugiados.pdf

Fonte: INR Publicações

Publicação: Portal do RI (Registro de Imóveis) | O Portal das informações notariais, registrais e imobiliárias

Para acompanhar as notícias do Portal do RI, siga-nos no twitter, curta a nossa página no facebook e/ou assine nosso boletim eletrônico (newsletter), diário e gratuito.