MUDANÇAS À VISTA – POR AMILTON ALVARES

* Amilton Alvares

As mudanças sempre se apresentam diante de nós, mas nem sempre é tarefa fácil implementar mudanças e dar novo rumo ao curso da vida.

Mudar de cidade, mudar de emprego, mudar de casamento, mudar de religião, mudar hábitos, dedicar mais tempo à família, trabalhar menos. Quase todas as mudanças causam algum impacto em nossa vida. Por isso costumamos resistir às mudanças. Imagine alguém muito ativo, esbanjando saúde e que gosta do que faz, sendo então chamado compulsoriamente para a aposentação. Não é fácil enfrentar mudanças na vida. No entanto, precisamos considerar que as mudanças têm o seu lado positivo. Somos encorajados a enfrentar novos desafios e Deus nos dá capacitação para assumir novas funções no curso da vida. Tenha em mente um versículo bíblico cuja suma é Deus não dá o fardo maior do que a gente pode carregar. Isso poderá ajudar na hora do aperto: “Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; Ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar” (1Coríntios 10;13). É como cantarolar a música do Adoniram Barbosa, que diz “Deus dá o frio conforme o cobertor”.

Há mudanças que não dependem inteiramente da vontade do homem. A principal delas diz respeito ao nosso relacionamento com Deus. Mas por que não depende inteiramente de nós? Porque há o cruzamento do divino com o humano, do infinito com o finito, com suporte na teologia da Cruz, em que Deus vem até nós e a expiação acontece quando Deus encontra o ser humano.  O tema reclama uma boa reflexão. Quem quiser se aprofundar deve estudar a doutrina da eleição e a teologia dos reformadores. Certamente valerá a pena. Mas como aqui estou escrevendo para estimular uma breve reflexão, sem nenhuma pretensão teológica, vou explicar isso com o relato de um anônimo que falou de seu encontro com Deus. Perguntaram ao homem: – Como isso aconteceu? Ele respondeu, eu estava correndo. Como assim? Respondeu o matuto: – Eu corria, corria, corria muito; e Deus corria atrás de mim. Até que um dia eu parei e deixei Deus me encontrar.

É simples a compreensão da essência: Deus sempre corre atrás da gente. Na maior parte do tempo nós não estamos nem aí com Ele. Deus sempre quer falar, mas nós não costumamos abrir os ouvidos para ouvir. Deus quer salvar o homem e mandou seu filho pagar a conta dos pecados na Cruz do Calvário, mas poucos acreditam nessa história aparentemente bizarra da salvação pela graça e pela fé. Muita gente quer dar uma mão para Deus na construção da própria salvação, mas Deus não precisa da ajuda de ninguém para chancelar o que Ele já deu de graça.

As mudanças estão à vista, mas nem sempre conseguimos enxergar. A salvação de Deus em Cristo Jesus está posta diante de todo homem. Todo pecador precisa da salvação de Jesus de Nazaré. Você só precisa parar, contemplar, manifestar gratidão e dizer eu quero, eu preciso. O mais, o próprio Deus fará. A Bíblia diz que quando você entrega a vida a Jesus, o Espírito Santo de Deus vem morar em você e traz as mudanças que você precisa. Ele te conduzirá até mesmo nas suas orações, porque não sabemos orar como convém. E você poderá enfrentar as vicissitudes da vida com outro ânimo.  O apóstolo Paulo (S. Paulo) fala de uma mudança que incide diretamente no intelecto – “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente” (Rm. 12:2-3). Em suas epístolas, Paulo usa a expressão “metanoia”, do grego, que significa mudar o próprio pensamento, mudar para um novo modo de viver. Essa é a grande mudança que você não pode perder de vista! Pare de correr! Deixe Deus encontrar você!

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* O autor é Procurador da República aposentado, Oficial do 2º Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurídica da Comarca de São José dos Campos/SP, colaborador do Portal do Registro de Imóveis (www.PORTALdoRI.com.br) e colunista do Boletim Eletrônico, diário e gratuito, do Portal do RI.

Como citar este artigo: ALVARES, Amilton. MUDANÇAS À VISTA. Boletim Eletrônico do Portal do RI nº. 0182/2014, de 25/09/2014. Disponível em https://www.portaldori.com.br/2014/09/25/mudancas-a-vista-por-amilton-alvares/. Acesso em XX/XX/XX, às XX:XX.

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TJ/SP: SUSPENSO PROJETO IMOBILIÁRIO EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL NA CAPITAL

A 12ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo determinou na última segunda-feira (11) que duas empresas do ramo imobiliário promovam a revisão de termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado com o Ministério Público para a implantação de um condomínio na marginal do Rio Pinheiros, em São Paulo. O juiz Adriano Marcos Laroca também suspendeu o andamento do projeto.         

A 1ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da Capital assinou o documento com as empresas-rés, no intuito de recuperar uma área ambiental utilizada para depósito de lodo retirado do rio e implantar nela o empreendimento, sem riscos de dano ao ambiente e à população, porém as empresas não estariam comprimindo as obrigações assumidas no termo. Em liminar, o magistrado afirmou que por conta das dúvidas e incertezas sobre as construções, mostra-se prudente a suspensão das atividades.         

“Além das supostas ilegalidades, desponta um aspecto político-ideológico no aludido processo de licenciamento ambiental, que é o uso ou aproveitamento da área a ser remediada ambientalmente, sobretudo por se tratar de área de preservação permanente. Mesmo que se conclua o contrário, haveria necessidade de realização prévia de estudo de impacto ambiental, em razão do inevitável e lógico impacto ambiental negativo decorrente da magnitude do empreendimento imobiliário previsto para o local”, anotou o juiz, que ainda fixou multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento da ordem, entre outras sanções.

A notícia refere-se ao seguinte processo: 0072017-77.2013.8.26.0002.

Fonte: TJ/SP | 14/08/2014.

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Bolha imobiliária: as dez frases que marcaram 2013

O esfriamento do mercado imobiliário brasileiro acendeu alertas no Brasil e no exterior. Já em abril, o diretor de fiscalização do Banco Central, Anthero Moraes Meirelles, vinha a público negar a existência de uma bolha imobiliária, e falava em "reequilíbrio" do setor. Não convenceu, e o termo entrou para o vocabulário econômico de 2013.

Em agosto, o americano Robert Shiller ajudaria a consolidar essa posição. Pouco antes de receber o Nobel de Economia 2013, o profeta das bolhas americanas afirmou suspeitar da existência de riscos semelhantes nos dois principais mercados imobiliários do País: Rio e São Paulo.  

Em novembro, seria a vez de Nouriel Roubini, o Dr. Apocalipse, dar sua contribuição, colocando o Brasil na lista de países envolvidos em bolhas imobiliárias. Alertou para o problema dias depois de o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, fazer o mesmo, ainda que minimizando o possível impacto que o estouro teria no Brasil.

Estouro que ocorreu em Brasília, avaliaram Ana Maria Castelo, pesquisadora da Fundação Getulio Vargas (FGV) e Carlos Hiram Bentes, presidente do Secovi-DF.

Outras negativas vieram, como as dos presidentes do Secovi-SP  – que representa o mercado imobiliário paulistano –, Claudio Bernardes, e do Creci-RJ (corretores de imóveis do Rio de Janeiro), Manoel da Silveira Maia. Também não convenceram, e o debate prossegue.

Há bolha imobiliária no Brasil? É difícil saber, em razão da escassez de dados sobre o mercado brasileiro, como disse Eduardo Zylberstajn, coordenador do Fipezap, um dos principais indicadores de preços de imóveis do País. E é preciso uma discussão constante sobre os riscos, avaliou Samy Dana, professor da FGV.

Bolha imobiliária, muito provavelmente, terá lugar garantido no vocabulário econômico de 2014.

Fonte: IG – Economia I 20/12/2013.

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