SE: Transexual consegue mudança de nome e de sexo através da Defensoria Pública

A Defensoria Pública do Estado de Sergipe obteve decisão favorável para mudança de nome da transexual R.S.S.S, que preferiu ter seu nome de nascimento preservado.

A ação de Retificação de Registro Civil para mudança de sexo e de prenome, proposta pelo Núcleo de Direitos Humanos e Promoção da Inclusão Social, foi acompanhada pelas defensoras públicas da 26ª Vara Cível, Jadiella Santana de Albuquerque e Carolina d’Ávila de Melo Brugni.

Na ação, o defensor público e coordenador do Núcleo de Direitos Humanos, Miguel Cerqueira, enfatiza que desde criança RSSS já apresentava sinais masculinos ao preferir brincadeiras de meninos e, aos 16 anos, constatou que não tinha nada a ver com o sexo feminino. “Vestia-me como homem e tinha atração por mulheres. Foi a partir daí que decidi fazer cirurgias plásticas para ablação dos seios e tomei hormônios para parecer homem”, relatou.

Diante dos constrangimentos que vinha sofrendo, a assistida decidiu procurar ajuda na Defensoria Pública. “Sofria muito quando ia ao médico e, na hora de me chamarem pelo nome de mulher, as pessoas comentavam e me olhavam com estranheza. Além disso, não conseguia emprego, pois na entrevista eles me viam como homem, mas meu registro era de mulher. Sofri muito com tudo isso”, lembra.

Pedidos – A Defensoria Pública pleiteou a retificação do assento do registro civil para alteração do nome feminino para masculino, bem como a alteração de sexo. O Magistrado da 26ª Vara Cível da Comarca de Aracaju acatou os pedidos e autorizou a retificação no registro de nascimento no tocante ao nome e ao sexo.

Bastante feliz com o resultado da ação e já de posse dos documentos constando seu novo nome, Fernando S. de Souza enaltece o trabalho da Defensoria Pública. “Passei por ONGs, mas ninguém resolveu o meu problema. Somente a Defensoria Pública foi meu ponto de referência, pois representou tudo para mim. Se não fossem os defensores públicos eu estaria ainda sofrendo e passando por muitos constrangimentos. Foi uma grande vitória”, comemora.

Para a defensora pública, Jadiella Santana de Albuquerque, o caso em análise não se trata de mera opção sexual, mas de verdadeira identificação pessoal e psicológica com o sexo masculino. “Com isso o fato do assistido ser detentor de aparência masculina, no entanto, ser identificado com o nome feminino, é fato capaz de gerar ofensa ao direito da personalidade e ao princípio da dignidade da pessoa humana. Registre-se que o fato da cirurgia da trangenitalização ainda não ter sido realizada devido ao alto custo, não gerou impedimento para a alteração pleiteada”, ressaltou.

Fonte: Defensoria – SE | 15/04/2015.

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Prova escrita e prática do concurso de Minas Gerais será em 30 e 31 de maio

Recursos da primeira etapa foram julgados

Na manhã de quarta-feira (15), o presidente da comissão examinadora do Concurso Público, de Provas e Títulos, para a Outorga de Delegações de Notas e de Registro do Estado de Minas Gerais, Marcelo Guimarães Rodrigues, publicou na página pessoal de uma rede social novidades sobre o andamento do certame.

Rodrigues noticiou a seguinte mensagem:

“Ratificando a postagem de 1/4/15, a Comissão do Concurso regido pelo Edital 1/2014 reuniu-se ontem e, entre outras deliberações, julgou todos os recursos interpostos sobre as provas da 1ª etapa e designou as datas de 30/5 (remoção, à tarde) e 31/5/15 (provimento, pela manhã) para a realização da 2ª etapa (provas dissertativas), ambas no Colégio Pitagoras II, Cidade Jardim, Belo Horizonte.

Alguns recursos foram providos e o gabarito definitivo, juntamente com a ata respectiva, serão publicados no DJe de 17/4/15, com circulação em 20/4/15, bem como no sítio eletrônico da Consulplan.”

Preparação

Confirmada Revisão Minas Gerais para os dias 27, 28, 29 e 30 de maio. O curso será online e presencial (em Belo Horizonte). Em breve, mais informações.

Fonte: Concurso de Cartório | 15/04/2015.

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Deputados cobram adequação do programa Minha Casa Minha Vida à região amazônica

Deputados da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia cobraram adequações de programas do Ministério das Cidades às especificidades da região amazônica. O ministro Gilberto Kassab participou, na quarta-feira (15), de audiência pública na comissão a fim de detalhar os projetos da pasta relativos aos temas do colegiado.

Os deputados, sobretudo da região Norte, apresentaram uma série de demandas ligadas a habitação, saneamento básico, mobilidade e desenvolvimento urbano. Eles citaram vários problemas ligados, principalmente, a enchentes e à difícil localização de algumas cidades.

A presidente da comissão, deputada Júlia Marinho (PSC-PA), lembrou que até mesmo o programa que é carro-chefe do ministério, o Minha Casa, Minha Vida, é de difícil execução em vários municípios. “Nós temos vários estados passando por dificuldades tremendas no que diz respeito a infraestrutura, moradia, estradas, ruas, pontes. No Pará, o arquipélago de Marajó tem 16 municípios e quase todos ficam submersos, com palafitas. Para um barco ou balsa chegar lá com material, que vai de Belém, são 17 horas, o que gera um custo maior no fretamento do transporte e fica muito caro executar o programa Minha Casa, Minha Vida nesses municípios longínquos”.

O ministro lembrou que as fases 1 e 2 do programa Minha Casa, Minha Vida, contemplaram a região Norte com 274 mil unidades habitacionais. Ele informou que a terceira fase deve ser lançada em maio, com previsão de que o número de casas entregues chegue a 6,7 milhões até 2018.

Kassab não acredita que o programa sofra restrições com o ajuste fiscal do governo, mas ressaltou que essa meta depende da estabilidade econômica do país.

Sugestões dos parlamentares

Entre as sugestões apresentadas pelos parlamentares estão a homologação do uso de madeira certificada na construção de casas do programa Minha Casa, Minha Vida; o aproveitamento do programa cheque-moradia desenvolvido no Pará; a defesa de um programa nacional de tarifa social para o transporte e a viabilização de pontes em comunidades ribeirinhas.

O ministro Kassab reconheceu a dificuldade financeira de prefeituras e estados arcarem sozinhos com essas iniciativas e acrescentou que várias parcerias com o governo federal estão em curso, sobretudo no enfrentamento dos problemas de enchente.

Kassab prometeu estudar as sugestões dos deputados. “Essa é a razão de investimentos bastante expressivos que existem no orçamento do Ministério das Cidades para que a gente possa justamente procurar corrigir essas distorções e levar mais qualidade de vida a essas pessoas que moram em regiões que não são privilegiadas com equipamentos públicos.”

O ministro lembrou que sua visita à comissão proporciona o surgimento de novas ideias e experiências que, às vezes, não são de conhecimento de técnicos do nosso ministério. “Não há porque não debatê-las, não estudá-las e eventualmente até incorporá-las”.

Fonte: Agência Câmara Notícias | 16/04/2015.

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