Vendedor que enviou informações sigilosas da empresa para e-mail pessoal tem despedida por justa causa mantida

A 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) confirmou a despedida por justa causa de um vendedor de autopeças que mandou cerca de 60 e-mails com informações empresariais para o próprio e-mail. No primeiro grau, a sentença da juíza Julieta Pinheiro Neta, da 25ª Vara do Trabalho de Porto Alegre já havia considerado válida a despedida motivada.

A causa envolvia outros pedidos, julgados procedentes, como horas extras, indenização por lanche não fornecido e diferenças de FGTS. O valor fixado provisoriamente para a condenação foi de R$ 55 mil.

O vendedor tentou anular a despedida, alegando que a medida foi desproporcional e que houve discriminação, pois a esposa havia ajuizado uma ação trabalhista contra o mesmo empregador. Ainda sustentou que os documentos não eram sigilosos e que só teria repassado os e-mails porque teria havido uma “falha no sistema corporativo”.

A empresa afirmou que o autor da ação tinha conhecimento sobre os limites de acesso às informações internas e das regras de segurança do sistema corporativo, tendo agido em desrespeito às normas internas e colocando dados privilegiados na internet. A  despedida foi fundamentada nas alíneas  “b”, “g” e “h” do artigo 482 da CLT (“incontinência de conduta ou mau procedimento”; “violação de segredo da empresa” e “ato de indisciplina”).

Mesmo após ter assinado termo de ciência, comprometimento e responsabilidade no qual havia cláusula de confidencialidade, o próprio vendedor admitiu que enviou os e-mails.

Para a juíza Julieta, estão presentes os pressupostos que tornam válida a justa causa: gradação, proporcionalidade e imediatidade da pena cominada.

“Diante do conteúdo da prova oral e documental, é possível comprovar a tese da defesa quanto à caracterização de atos praticados pelo autor em mau procedimento, violação de segredo da empresa e ato de indisciplina, devidamente apurado nos autos, razão pela qual julgo correta a aplicação da penalidade máxima ao empregado, com o despedimento por justa causa”, afirmou a magistrada.

As partes recorreram ao TRT-RS quanto a diferentes matérias. O recurso da empresa não foi conhecido, pois não houve o depósito recursal. Em relação aos pedidos do vendedor, houve parcial provimento, com reconhecimento de intervalos suprimidos.

Acerca da despedida motivada, o relator do acórdão, desembargador Marcos Fagundes Salomão, entendeu que a empresa agiu dentro dos limites do poder diretivo, não havendo prova de abuso de direito ou discriminação, mas sim exercício regular de direito diante da infração cometida pelo empregado.

“A prova documental e a confissão do reclamante demonstram o envio de e-mails corporativos sigilosos para conta pessoal, configurando mau procedimento, violação de segredo da empresa e ato de indisciplina. A conduta do empregado vulnerabilizou os negócios da reclamada e violou a Lei Geral de Proteção de Dados”, concluiu o relator.

Participaram do julgamento os desembargadores Edson Pecis Lerrer e Francisco Rossal de Araújo. Não houve recursos contra a decisão.

Fonte: Sâmia Garcia (Secom/TRT-RS). BiancoBlue/DepositPhotos


Fonte: TRT4

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Portaria CORREGEDORIA NACIONAL DE JUSTIÇA – CNJ nº 55, de 22.07.2026 – D.J.E.: 24.07.2026.

Ementa:

Determina a publicação do calendário de inspeções para verificação do funcionamento dos setores administrativos, judiciais e extrajudiciais de Tribunais de Justiça, a serem realizadas no segundo semestre do ano de 2026.


CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA, no uso de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO a  atribuição  da  Corregedoria  Nacional  de  Justiça de  realizar inspeções  para  apuração  de  fatos  relacionados ao conhecimento e à verificação do funcionamento dos serviços judiciais, extrajudiciais e auxiliares, havendo ou não evidências de irregularidades;

CONSIDERANDO o disposto nos artigos 54 a 59 do Regimento Interno do Conselho Nacional de Justiça;

CONSIDERANDO que o cumprimento do dever de zelar pelo aprimoramento dos serviços judiciários determina que a Corregedoria Nacional de Justiça fiscalize as diversas unidades do Poder Judiciário e os serviços por ele fiscalizados, nos termos do art. 103-B, §4º, da Constituição da República Federativa do Brasil;

RESOLVE:

Art. 1º Tornar público o calendário de inspeções para verificação do funcionamento dos setores administrativos, judiciais e extrajudiciais dos Tribunais de Justiça, no segundo semestre do ano de 2026:

Tribunal Modalidade Período
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte Presencial 23/09/2026 a 25/09/2026
Tribunal de Justiça do Estado de Roraima Presencial 14/10/2026 a 16/10/2026
Tribunal de Justiça do Distrito Federal Presencial 10/11/2026 a 13/11/2026
Tribunal de Justiça do Estado do Amapá Presencial 25/11/2026 a 27/11/2026

Art. 2º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Ministro Mauro Campbell Marques

Corregedor Nacional de Justiça


Fonte: DJE

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TJRO reabre agendamento para acompanhar prova oral do Concurso de Cartórios

O presidente da Comissão do VII Concurso de Cartórios, desembargador Glodner Luiz Pauletto, torna pública a reabertura do prazo para que os(as) interessados(as) em assistir à prova oral façam o agendamento.

As provas orais são públicas, mas os(as) interessados(as) devem inscrever-se antecipadamente para melhor organização e logística dos trabalhos. O cadastro deve ser feito por meio do link disponível no site do Cebraspe (http://www.cebraspe.org.br/concursos/tj_ro_25_notarios), entre 10h e 18h do dia 23 de julho de 2026 (horário oficial de Brasília/DF).

A prova oral está marcada para o dia 2 de agosto. Conforme estabelecido no edital do VII Concurso Público de Provas e Títulos para Outorga de Delegações de Serventias Extrajudiciais de Notas e de Registro do Estado de Rondônia, a avaliação oral seguirá os seguintes critérios: domínio do conhecimento jurídico (até 7,00 pontos), articulação do raciocínio (até 1,00 ponto), capacidade de argumentação (até 1,00 ponto) e uso correto do vernáculo (até 1,00 ponto).

O local da prova oral será divulgado em breve.


Fonte: TJ/RO

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