Desconto em cartório para microempresa passa na CCJ

Comissão de Constituição e Justiça dá aval a projeto que reduz em 50% os emolumentos sobre dívida e isenta taxa.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou nesta quarta-feira (21/3/18) parecer pela legalidade do Projeto de Lei (PL) 3.637/16, do deputado Dilzon Melo (PTB), que trata das taxas cobradas pelos cartórios no Estado.

O parecer, do deputado Leonídio Bouças (PMDB), presidente da comissão, foi favorável à matéria na forma original. A proposição pode seguir para apreciação das Comissões de Administração Pública e de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO), antes de ser votada no Plenário em 1º turno.

O PL 3.637/16 altera a Lei 15.424, de 2004, que dispõe sobre a fixação, a contagem, a cobrança e o pagamento de emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro, o recolhimento da Taxa de Fiscalização Judiciária e a compensação dos atos sujeitos à gratuidade estabelecida em lei federal.

Na prática, a proposição acrescenta à Lei 15.424, mais conhecida como Lei de Emolumentos, o art. 15-C, com o objetivo de reduzir em 50% os emolumentos cobrados pelo tabelião de protesto de títulos relativos à dívida de microempresário e empresa de pequeno porte, prevendo ainda, nestes casos, a não incidência da Taxa de Fiscalização Judiciária já estabelecida em lei federal.

O parecer lembra ainda que, conforme prevê a Constituição Federal, a matéria tributária é de competência concorrente entre União, estados e Distrito Federal, sendo que o Estado está autorizado a legislar sobre o tema.

Legislação federal – O parecer também aponta que, quanto à previsão de não incidência da Taxa de Fiscalização Judiciária, a Lei Complementar Federal 123, de 2006, que institui o Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, já traz algumas condições para isso, em seu artigo 73, com relação ao protesto de títulos, quando o devedor for microempresário ou empresa de pequeno porte. Portanto, o projeto visa a adequar a Lei de Emolumentos à legislação federal.

“Quanto à pretensão de se reduzir em 50% os emolumentos relativos à dívida de microempresário e empresa de pequeno porte, entendemos que a medida não acarreta renúncia de receita, uma vez que, como informado neste parecer, já não ocorre a incidência da taxa de fiscalização judiciária, recaindo a citada redução sobre os emolumentos que cabem ao cartório”, aponta Leonídio Bouças, em seu parecer.

Consulte o resultado da reunião.

Fonte: AL/MG | 21/03/2018.

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Expediente durante a Copa do Mundo 2018 dos serviços extrajudiciais, segundo Portaria Conjunta nº 733/PR/2018

Os serviços do Registro Civil das Pessoas Naturais deverão observar o sistema de plantão estabelecido no Código de Normas dos Serviços Extrajudiciais, Provimento 260/CGJ/2013 (art. 47).

Funcionamento dos Serviços Extrajudiciais nos dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo 2018

Nos dias em que estão previstos jogos do Brasil, os horários obrigatórios de atendimento ao público pelos serviços notariais e de registro em todo o estado serão os seguintes:

Dia 22 de junho de 2018: atendimento das 14h às 17h,

Dia 27 de junho de 2018: atendimento das 9h às 12h,

Etapas seguintes – Jogos do Brasil às 11h: obrigatoriamente das 14h às 17h e facultativamente, das 8h às 10h e das 17h às 18h,

Etapas seguintes – Jogos do Brasil às 15h: obrigatoriamente das 9h às 12h, e facultativamente, de 8h às 9h e das 12h às 14h

Os serviços do Registro Civil das Pessoas Naturais deverão observar o sistema de plantão estabelecido no Código de Normas dos Serviços Extrajudiciais, Provimento 260/CGJ/2013 (art. 47).

Veja a Portaria Conjunta 733/PR/2018, disponibilizada na edição do DJe de 21/03/2018.

 

Fonte: Recivil – TJ/MG | 22/03/2018.

 

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Renato Martini, ex-presidente do ITI, é o novo assessor de tecnologia do CNB

O Conselho Federal do Colégio Notarial do Brasil firmou a contratação do ex-presidente do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), Renato Martini como assessor de tecnologia da entidade. Caberá a Martini a tarefa de conduzir, mediante demanda da diretoria da entidade, projetos vitais para o notariado brasileiro, como o hub biométrico, o programa e-notariado e a reformulação da área de certificação digital.

“Nosso objetivo é somar esforços na construção técnica e normativa do e-notariado, como um sistema de informações completo do notariado brasileiro. Ele será composto de diversos módulos, onde estaremos engajados: tais como o documento eletrônico – o ciclo de vida do documento eletrônico, padrões de interoperabilidade e recuperação a longo prazo no seu armazenamento, as tecnologias ligadas a certificação digital, assinatura digital e autenticação forte, e a identificação biométrica, um “hub” para possibilitar o uso intensivo da biometria na execução da identificação do usuário do sistema”, explicou.

Nascido no Rio de Janeiro, Renato tem doutorado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), e trabalha há mais de 20 anos na área de segurança da informação. Foi membro ativo do Comitê Gestor da Internet do Brasil e do Comitê de Segurança da Informação da Presidência da República. Presidiu o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação por mais de dez anos, sendo também secretário executivo do Comitê Gestor da ICP-Brasil. Publicou diversos trabalhos no Brasil e na Europa, entre eles: Criptografia e Cidadania Digital, Manual de Segurança em Redes Linux, Tecnologia e Cidadania Digital, Ensaios sobre Tecnologia, Sociedade e Segurança e Sociedade da Informação: Para Onde Vamos.

A expectativa do novo assessor de tecnologia do notariado é de participar de um projeto de inovação. “Acho que o grande desafio para nós profissionais, técnicos e para o segmento notarial é o de estar em um processo de inovação muito grande, e que nós vamos participar e viver nos próximos anos”.

Martini acredita que a experiência de anos acumulados no serviço público federal pode agregar expertise para o trabalho nacional em prol do notariado. “O CNB possui um conjunto de Seccionais que alcançam o País inteiro, então todas essas normativas ligadas ao segmento de cartórios de notas atingem o Brasil e a vida das pessoas, e nesse aspecto a experiência numa autarquia federal, em projetos de cunho nacional ajudam muito no ritmo ao trilhar um caminho que é muito parecido com o que é feito no CNB/CF”, pontuou.

Fonte: CNB/CF | 22/03/2018.

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